<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035</id><updated>2011-08-31T11:41:34.857+01:00</updated><category term='animais'/><category term='Peter L. Wilson'/><category term='corpo'/><category term='poesia'/><category term='rapazes'/><category term='Alain Daniélou'/><category term='Eugénio de Andrade'/><category term='espiritualidade'/><category term='Lewis Thompson'/><category term='vídeo'/><category term='Fernando Pessoa'/><category term='língua'/><category term='drogas'/><category term='amor'/><category term='indicæ'/><title type='text'>Mergulha, rapaz... Vem brincar!</title><subtitle type='html'>De rapaz a homem, crescendo em consciência e liberdade entre as ruínas da cultura burguesa judaico-cristã.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4028344347034349176</id><published>2010-08-22T20:00:00.006+01:00</published><updated>2011-07-01T19:34:08.400+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>O Indelével Legado da Nossa Civilização</title><content type='html'>Há um monte de gente que se sente muito orgulhosa de pertencer à civilização judaico-cristã — isso que, por eufemismo, denominamos civilização «ocidental». Pessoas incultas, simplórias, e pessoas cultas, muito inteligentes e bem informadas, por igual. Acho que temos muitos motivos para supor que a nossa civilização deixará um legado, ũa pegada, indelével nas pessoas, nos seres vivos, na Terra toda...&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K8s7uIzmesI?fs=1&amp;amp;hl=en_GB&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K8s7uIzmesI?fs=1&amp;amp;hl=en_GB&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4028344347034349176?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4028344347034349176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4028344347034349176' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4028344347034349176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4028344347034349176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/08/o-indelevel-legado-da-nossa-civilizacao.html' title='O Indelével Legado da Nossa Civilização'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-9035476739285085485</id><published>2010-08-21T23:01:00.009+01:00</published><updated>2010-08-21T23:27:26.325+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>O Presidente dos EUA é um Devoto Cristão</title><content type='html'>Sim, essa é a informação oficial da Casa Branca perante a crença, muito difundida entre os cidadãos dos Estados Unidos (18%) de que o seu presidente é muçulmano. O presidente é um devoto cristão e reza todos os dias. Imaginam vocês que as autoridades de algum país europeu ocidental tivessem que fazer ũas declarações semelhantes a respeito do seu presidente ou primeiro ministro? Se a Casa Branca sai à palestra para esclarecer que o senhor Obama é cristão é porque — desde há já muito tempo — à maioria da sociedade norte-americana importa mais se o seu presidente é seguidor da Bíblia, que se acredita nos valores da Constituição ou se defende a liberdade e os direitos consagrados nas leis.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos são um desses países que podemos denominar «confessionais envergonhados»; quer dizer, países que querendo ser confessionais e comportando-se como tais, não se atrevem a sê-lo abertamente porque isso entra em conflito com determinados valores (pluralismo, liberdade de culto, separação dos poderes políticos e religiosos...) que, em teoria, estão na essência do modelo de sociedade que pretendem representar. Não é por acaso que os dois países que melhor representam esse modelo no mundo ocidental são os Estados Unidos e Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Israel são mais descarados, porque recorrem à escusa dos sinais de identidade nacional do povo judeu, fazendo ũa mistura flagrante entre conceitos religiosos, étnicos, nacionais, etc. Nos Estados Unidos, por causa das suas peculiares origens, é mais difícil encontrar subterfúgios para ir impondo de facto elementos morais judaico-cristãos que entram em contradição com os valores constitucionais... Mas a audácia crescente dos sectores mais integristas da sociedade assegura-nos que isso é momentâneo e que as coisas irão mudando a um ritmo acelerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, a sociedade europeia já se comporta de facto como um zero à esquerda e nas instituições internacionais, pouco a pouco, vai-se impondo a política moral emanada dos EUA em todo o género de temas relacionados com a nudez, a representação gráfica do corpo nu e das actividades sexuais (pornografia...), a sexualidade dos adultos, das crianças e dos adolescentes, o matrimónio e a família, etc., sejam quais sejam os costumes sociais e as leis que rejam nos países europeus sobre esses temas. Entretanto, a nossa classe política, mais inepta e incapaz que nunca desde o fim da Segunda Guerra Mundial, continua sem atrever-se a falar abertamente dessa situação, ajudada pelos profissionais dos meios de desinformação, cada dia mais eficazes na sua missão de estupidificar a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compensarmos esse triste panorama e para celebrarmos a imensa satisfação que nos dá o saber que o Presidente (com maiúscula, o do Império) é um devoto cristão, proponho-vos a contemplação — e participação, se for o caso — deste formoso vídeo-poema. Um rapaz chinês alivia-se nas retretes e um companheiro grava-o por baixo da parede que separa o cubículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed src='http://www.rockettube.com/mediaplayer-small.swf' width='480' height='390' allowscriptaccess='always' allowfullscreen='true' allowtransparency='true' wmode='transparent' flashvars='height=390&amp;width=480&amp;file=rtmp://rtstreaming.com/tube&amp;id=mp4:0/0/1/9/7/19769.m4v&amp;type=rtmp&amp;autostart=false&amp;bufferlength=5&amp;linktarget=_self&amp;image=http://www.rockettube.com/tmp/player_frame/19769.jpg&amp;backcolor=0x454545&amp;recommendations=http://www.rockettube.com/tmp/video_info/recommendations.php?id=19769'/&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez é mais difícil encontrar um lugar em internet onde alojar pequenos vídeos caseiros de conteúdo «adulto» (eufemismo moralista por «sexual» para deixar bem claro que os indivíduos não adultos nada têm que fazer em matéria sexual). Os vídeos que eu tinha publicado noutros artigos estão anulados e é difícil que os possa alojar em qualquer sítio novo, enquanto sítios habituais de pornografia (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;LubeYourTube&lt;/span&gt;, por exemplo) estão submetidos a limpezas profundas... E não digo mais por precaução, porque os sítios como este meu não só são lidos por pessoas que simpatizam comigo ou que gostam dos rapazes, mas também pelos amigos judaico-cristãos do presidente Obama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-9035476739285085485?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/9035476739285085485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=9035476739285085485' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/9035476739285085485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/9035476739285085485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/08/o-presidente-dos-eua-e-um-devoto.html' title='O Presidente dos EUA é um Devoto Cristão'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1912131273315274226</id><published>2010-08-10T19:56:00.002+01:00</published><updated>2010-08-10T19:59:56.970+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lewis Thompson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Moralidade e Espiritualidade</title><content type='html'>Quão pouco subtil, quão pouco inteligente é todo o juízo moral! Raras vezes, de facto, mais que a mesquinha inspecção dos outros com o medo, a má consciência ou a falta de afabilidade de um mesmo. Mas as pessoas não são morais: quer dizer, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Realidade&lt;/span&gt; não o é. Como o Cristo reiterou, a moralidade é quase a pior forma de egoísmo, o obstáculo mais sério para a espiritualidade. E Blake, o grande discípulo de Cristo, disse que a condição essencial do verdadeiro cristianismo é o perdão dos pecados.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Só aqueles que não são inocentes precisam de ser bons, e são eles os que inventaram o pecado, os que precisam do Diabo para a sua salvação — os que precisam da salvação.&lt;br /&gt;De resto, não há maldade mas mesquinhez, estupidez, insensibilidade, falta de imaginação — activas como medo, cobiça e crueldade.&lt;br /&gt;Todo o mais não é nem bom nem mau mas Real — Esplêndido ou terrível, e Indiscutível, para ser entendido só pela capacidade para a Opulência — o que faz toda a maldade em sentido estrito lastimosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moralidade é totalmente humana e secular: não tem outro significado que ũa referência inconsciente e incapaz à espiritualidade — de resto, é puramente contingente, psicológica, mesmo à moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrar os próprios erros é sancioná-los. Num homem sério isso é sentimentalismo ou hipocrisia. Isto é escandaloso para o moralista — o que pressupõe e define os erros de antemão, o que vive na sua fraqueza e depende da dos outros, o que é sentimental desde o princípio e se nega por completo a ser sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moralidade não pode produzir na terra outro céu que o dos fariseus, talvez o mais obstinado de todos os adiamentos do Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença do Cristo não produz nos escribas, fariseus, sacerdotes e anciãos do povo nem ironia nem humildade mas só inveja e rancor: em todas as partes define por completo a negativa hipocrisia, o medo, a cobiça, o preconceito e os interesses criados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moralidade e imoralidade pertencem só à esfera da mente e da vontade — aos fariseus e aos fracos de coração. Só podem ser substitutos da bondade desinteressada, a integralidade, que é a sua lei infalível — só ela perfeitamente ágil e realista. Blake: «Jesus foi todo Virtude e actuou movido por impulso, não por regras.» Ensinou amor, gozo e inocência espirituais, não cega vontade individual e castigo, rectidão e culpabilidade baseadas na fraqueza e no medo — o reino dos céus, não o reino deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que agora mesmo pensam que a única alternativa à moralidade é a imoralidade simplesmente delatam as limitações da moralidade. A alternativa é a espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as nossas leis fazem da generosidade um crime; queimamos profetas, apedrejamos adúlteras e murmuramos à custa do unguento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz falta é a perfeição de gozo e compreensão que não precisa de ser boa porque é totalmente pronta e efectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a virtude é um fracasso da inteligência e ũa rendição do ego ao engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar as virtudes próprias, ainda que seja em silêncio — aceitar a bondade como solução— é ũa das mais enganosas ilusões do ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moralidade é com toda a certeza ũa forma de egoísmo mas, tal como no egoísmo em geral, o único caminho além dela passa através dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não importa muito o que as pessoas façam, terão que carregar com o sofrimento que resultar. A moralidade só é importante para os que supõem que o mundo é importante e real. Em caso contrário, espiritualmente, tudo o que importa é se esta ou aquela actividade ou estado de sentimento ajuda ou não em direcção à iluminação — compreensão da Realidade e identificação com Ela. Tal atitude deve evidentemente implicar tudo o que é real na moralidade, mas não por causa do mundo nem por causa da moralidade. Talvez, afinal, só haja ũa «virtude» real — o Amor. Mesmo a Verdade pode ser menos que a Realidade. Mestre Eckhart: «Deus não é nem bom nem verdadeiro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Moralidade e Espiritualidade» é o capítulo 14 do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mirror to the Light&lt;/span&gt;, de Lewis Thompson. Deste mesmo livro já publiquei aqui o capítulo quarto (&lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/10/crianca.html"&gt;A Criança&lt;/a&gt;) e do mesmo autor, em data muito mais recente, quatro extensos capítulos com selecções dos seus diários dedicadas aos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já advertira quando publiquei o outro capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mirror to the Light&lt;/span&gt; é um livro de aforismos e breves reflexões dũa grande densidade, não sempre fáceis de compreender. Para evitar desvios próprios da minha interpretação, tentei que a minha tradução se mantivesse o mais próxima possível do original, sem cair em expressões ou construções miméticas do inglês. Contudo, nem o meu domínio do inglês é o ideal, nem o meu conhecimento das realidades desde as quais escreve Lewis Thompson é o que exigiria ũa tradução perfeita. Por isso é muito provável que esta versão contenha erros. Agradeço a vossa compreensiva benevolência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-1912131273315274226?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/1912131273315274226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=1912131273315274226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1912131273315274226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1912131273315274226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/08/moralidade-e-espiritualidade.html' title='Moralidade e Espiritualidade'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-3781108270111965097</id><published>2010-08-10T16:46:00.002+01:00</published><updated>2010-08-10T16:55:04.668+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>A Eterna Inocência</title><content type='html'>Em carta de 25 de Fevereiro de 1933, Fernando Pessoa refere-se nestes termos ao poemário &lt;font style="font-style: italic;"&gt;O Guardador de Rebanhos&lt;/font&gt;: «(...) o melhor que eu tenho feito — obra que, ainda que eu escrevesse outra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ilíada&lt;/span&gt;, não poderia, num certo íntimo sentido, jamais igualar, porque procede dum grau e tipo de inspiração (passe a palavra, por aqui ser exacta) que excede o que eu racionalmente poderia gerar dentro de mim, o que nunca é verdade das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ilíadas&lt;/span&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mesmo admitindo que nem tudo o dito seja verdade ou que haja certa dose de calculado exagero nas suas palavras, acho que é válida e lúcida a confissão de que a obra atribuída por ele mesmo ao heterónimo Alberto Caeiro «procede dum grau e tipo de inspiração que excede» o simples produto da elaboração racional. Essa «inspiração» directa, superior ao pensamento conceptual, é o tipo de conhecimento que caracteriza desde a remota antiguidade a criação do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;visionário&lt;/span&gt;, do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;poeta&lt;/span&gt; no sentido primário da palavra. Consciente dessa origem superior e primigénia da obra de Alberto Caeiro, Fernando Pessoa põe este heterónimo como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mestre&lt;/span&gt; dos outros (Ricardo Reis, Álvaro de Campos, o próprio Pessoa), apesar de a sua obra ser muito mais reduzida que a de qualquer um dos seus supostos discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir ofereço-vos o poema segundo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Guardador de Rebanhos&lt;/span&gt;, poemário que constitui a parte principal da obra de Alberto Caeiro e que foi escrito na sua totalidade nos anos de 1911 e 1912. Com um decurso irregular e muito pouco poético — antes pelo contrário, bastante prosaico — o poema vai deixando cair algũas ideias básicas mas essenciais, para culminar nuns últimos versos rotundos, de grande densidade, sobre o amor, a inocência, o pensamento discursivo (conceptual, racional...) e a verdadeira essência do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu olhar é nítido como um girassol.&lt;br /&gt;Tenho o costume de andar pelas estradas&lt;br /&gt;Olhando para a direita e para a esquerda,&lt;br /&gt;E de vez em quando olhando para trás...&lt;br /&gt;E o que vejo a cada momento&lt;br /&gt;É aquilo que nunca antes eu tinha visto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sei dar por isso muito bem...&lt;br /&gt;Sei ter o pasmo essencial&lt;br /&gt;Que tem uma criança se, ao nascer,&lt;br /&gt;Reparasse que nascera deveras...&lt;br /&gt;Sinto-me nascido a cada momento&lt;br /&gt;Para a eterna novidade do Mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio no mundo como num malmequer,&lt;br /&gt;Porque o vejo. Mas não penso nele&lt;br /&gt;Porque pensar é não compreender...&lt;br /&gt;O Mundo não se fez para pensarmos nele&lt;br /&gt;(Pensar é estar doente dos olhos)&lt;br /&gt;Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...&lt;br /&gt;Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,&lt;br /&gt;Mas porque a amo, e amo-a por isso,&lt;br /&gt;Porque quem ama nunca sabe o que ama&lt;br /&gt;Nem sabe por que ama, nem o que é amar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é a eterna inocência,&lt;br /&gt;E a única inocência não pensar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-3781108270111965097?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/3781108270111965097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=3781108270111965097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3781108270111965097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3781108270111965097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/08/eterna-inocencia.html' title='A Eterna Inocência'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-6875101754078525225</id><published>2010-04-22T18:09:00.007+01:00</published><updated>2010-04-23T16:17:54.470+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Onde a Gente Anda com Rodeios</title><content type='html'>Daniel Odier (nascido em 1945) é um especialista em tantra e em buddhismo, que foi professor de espiritualidades orientais na universidade de Califórnia. Além de ser autor de vários romances, tem numerosos ensaios publicados sobre espiritualidade tântrica e buddhista (em particular, da tradição zen / chan). No entanto, não devemos pensar que seja um erudito teórico, pois ele mesmo é praticante destas duas vias espirituais. Foi iniciado ao tantra do Kaśmira pela mestra e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yoginī&lt;/span&gt; Lalitā Devī. Outros dos seus mestres foram Kalou Rinpoché, Thich Nhat Hanh e Jing Hui Sifu (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sifu&lt;/span&gt;: «mestre» em chinês). Deste último, recebeu em 2005 a transmissão da linha chan de Zhaozhou (Joshu em japonês) no mosteiro de Bailin, China, com o nome de Min Qing Sifu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ofereço-vos a tradução do primeiro capítulo de um dos seus livros, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le grand sommeil des éveillés&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O grande sono dos despertos&lt;/span&gt;), organizado em forma de diálogo, no qual se pode apreciar a posição que ocupa o corpo nos seus ensinamentos espirituais.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S8908JKel3I/AAAAAAAACOM/1q4NzV7qYFo/s1600/Lohmueller+Om+mani+padme+hum.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 20px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 600px; height: 818px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S8908JKel3I/AAAAAAAACOM/1q4NzV7qYFo/s800/Lohmueller+Om+mani+padme+hum.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462713449624541042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;— Existe o despertar?&lt;br /&gt;— Em potência, tu mesmo o és.&lt;br /&gt;— Em nome de quem falas?&lt;br /&gt;— Em nome do teu corpo, que é o corpo cósmico, o corpo da verdade.&lt;br /&gt;— Quem fala, então?&lt;br /&gt;— O espaço, a totalidade presente em ti neste instante.&lt;br /&gt;— Tu experimentaste-o?&lt;br /&gt;— Emergiu de maneira espontânea e eu reconheci-o, está aquém da experiência. O espaço faz parte integrante do teu corpo.&lt;br /&gt;— És um mestre?&lt;br /&gt;— Se houver um mestre, já são dois quando se apresenta um discípulo e as coisas começam a ir muito mal. Eu sou um praticante.&lt;br /&gt;— Ensinas?&lt;br /&gt;— Inverte a tua busca, não procures mais no exterior e verás que tu és o que procuras. Eu não tenho nada de particular que ensinar, a não ser esse retorno à origem mesma do teu ser íntimo. Não estou aí mais que para te animar nessa confiança absoluta em ti mesmo.&lt;br /&gt;— No entanto, há pessoas que vêm ouvir-te. O que fazes?&lt;br /&gt;— Deixo fluir o estado natural até cada um reconhecer que isso flui nele e por toda a parte. Dizer que há um ensinamento é ũa visão grosseira, pretender que não o há, é negar o universo. Mesmo ũa pedra está aí para te levar à tua própria natureza livre e espacial desde a origem.&lt;br /&gt;— Como navegar entre os dois extremos sem pretender que há ou que não há ensinamento?&lt;br /&gt;— A voz fala, o olhar vai directo ao coração, o espírito infunde, o corpo transmite o estremecimento subtil pela sua presença e pelo tacto.&lt;br /&gt;— Um dos meus mestres dizia: tu não és o corpo.&lt;br /&gt;— És o corpo, mas o corpo não é tu, ele é a totalidade. Tomar consciência do corpo é tomar consciência da totalidade. É o coração de Mahācīnācāra, a Grande Via chinesa.&lt;br /&gt;— O corpo não é impermanente?&lt;br /&gt;— É permanente. Na morte, muda de natureza, isso é tudo. Torna-se o húmus da realidade.&lt;br /&gt;— Mas tudo é ilusório...&lt;br /&gt;— Tudo é real. Se vês o mundo como ilusório, falta-te um corpo; sem corpo, quem pode discutir sobre a realidade ou a ilusão?&lt;br /&gt;— E a consciência?&lt;br /&gt;— A consciência é permanente.&lt;br /&gt;— Isso contradiz os ensinamentos do buddhismo.&lt;br /&gt;— O «nem nascimento nem morte» contradiz os ensinamentos do buddhismo?&lt;br /&gt;— Não...&lt;br /&gt;— Vês bem.&lt;br /&gt;— Mas então, o que é impermanente?&lt;br /&gt;— A ininteligência do mundo. Um dia ou outro, o grande relâmpago da compreensão atravessar-te-á. Não deixará mais que espaço e silêncio, fluidez e alegria.&lt;br /&gt;— À parte de ti, quem tem a compreensão total?&lt;br /&gt;— Não há ninguém à parte, toda a gente tem a compreensão total, mas esta é inconsciente. Cada ser é o conhecimento absoluto. Cada ser leva em si ũa jóia inalterável, mas, preso da incerteza, procura no exterior e troca o seu rubi por um colar de pérolas de bijuteria. Esse conhecimento inato é o que dissimulam os mestres inferiores, porque as bugigangas são o seu sustento.&lt;br /&gt;— E os grandes mestres?&lt;br /&gt;— Simples, ligeiros, directos, distendidos, sem artifícios, sem técnicas, não se tendo por nada de especial, autênticos. Restituem o conhecimento a todos os seres, aos quais foi roubado pelos sedentos de poder. Apoderando-se da dualidade, conduzem-na à unidade e ultrapassam esse ponto até ao esquecimento das diferenças na totalidade.&lt;br /&gt;— Os «sábios» proliferam, cada vez mais gente da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;satsang&lt;/span&gt; [reunião ao redor dum guru] e outras formas de iniciação, bênçãos às quais assiste um público considerável...&lt;br /&gt;— Toda a gente deveria fazê-lo, assim não haveria mais mestres e o mundo iria melhor.&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Satsang&lt;/span&gt; na padaria?&lt;br /&gt;— Magnífico. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Satsang&lt;/span&gt; em casa de todos os que sabem fazer algo.&lt;br /&gt;— Depois de ter seguido os ensinamentos dum mestre do Advaita, hoje sou buddhista. Tu não podes de todas as maneiras negar a impermanência e o não-Si.&lt;br /&gt;— Eu posso fazê-lo, mas tu não podes afirmá-los.&lt;br /&gt;— Por quê?&lt;br /&gt;— Porque, por um lado, tu ages de ouvido e, por outro lado, então, quem é que estaria lá para afirmar o não-Si?&lt;br /&gt;— Mas, quem és tu para te atreveres a negar os ensinamentos do Buddha?&lt;br /&gt;— E quem era então o Buddha para se atrever a negar os ensinamentos daqueles que o precederam?&lt;br /&gt;— De todas as maneiras, tu não podes pôr-te à altura do Buddha!&lt;br /&gt;— O Buddha és tu, sou eu, é a natureza profunda do nosso próprio espírito. Se não te atreveres a pôr em causa os mestres, onde encontrarás a liberdade?&lt;br /&gt;— Os ensinamentos do Buddha formam um todo coerente no qual podemos ter fé...&lt;br /&gt;— Se compreenderes em profundidade os ensinamentos do Buddha, compreenderás que ele não negou nem afirmou o que quer que seja. De facto, ele nunca disse nada.&lt;br /&gt;— O Buddha era um ser perfeito, podes tu dizer o mesmo?&lt;br /&gt;— O Buddha não era perfeito. A perfeição é um fantasma do adepto. O Buddha era um homem.&lt;br /&gt;— Podes citar um só dos seus defeitos?&lt;br /&gt;— Era sexista. Como se tinha negado a admitir mulheres na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sangha&lt;/span&gt; [comunidade de fiéis], a sua mãe e a sua mulher, depois de raparem os cabelos, tiveram de fazer ũa marcha forçada de vários centenares de quilómetros, seguidas por um grande número de mulheres. Chegaram com os pés ensanguentados e o Buddha teve que decidir-se a recebê-las na comunidade. O sexismo existe sempre. Numerosos monges pretenderam no passado que as mulheres não podiam alcançar o despertar. As religiosas devem fazer trezentos e trinta votos enquanto que os monges não fazem mais que duzentos e cinquenta. As monjas mais extraordinárias estão sempre submetidas aos monges, mesmo aos de entendimento medíocre. Por fortuna, isto começa a mudar. Mas o sexismo não é privilégio do buddhismo, encontra-se em todas as vias religiosas. Por toda a parte não vejo senão a grande mutilação das mulheres. Proíbem-lhes o acesso ao sagrado, isolam-nas, ocultam-nas, cortam-nas. Em quantos centros espirituais se pede às mulheres, de maneira directa ou implícita, para não deixarem aparecer a sua feminidade?&lt;br /&gt;Põem-nas de parte por medo a que contaminem os homens. Aparecem com os cabelos esticados, os corpos ocultos, preferem-nas mudas, inexistentes. Pareceria que os homens tivessem nascido fora dos seus corpos. No tantra, a mulher tem um lugar de realeza. Considera-se que a sua presença, a sua coragem, a sua sensibilidade, a sua potência, o seu ensinamento, são capitais. Um homem que medite ao lado dũa mulher abre-se muito mais rápido a essa ampla sensibilidade esférica que sem a proximidade da mulher continuaria a ser por sempre um enigma.&lt;br /&gt;Quanto aos meus defeitos, estou mais interessado na espontaneidade que na perfeição. Cada um leva em si as suas características pessoais, nas quais emergem faltas e qualidades. Isso não me interessa.&lt;br /&gt;— Acho-te excessivo. Também se poderia dizer que a época era sexista e que o Buddha fez avançar as coisas ao admitir as mulheres na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sangha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;— Pode-se ver as coisas assim. Mas se as mulheres não se tivessem manifestado, não estariam na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sangha&lt;/span&gt;. Mais adiante, o buddhismo do Grande Veículo melhorou essa situação de maneira considerável. Muitos mestres, no entanto, proclamaram que a mulher não podia alcançar o despertar por causa da sua «impureza». Mas o sutra do Loto inova ao contar a maravilhosa história da princesa dos Nāga: despertada aos oito anos, instalada na Sabedoria perfeita aos dezasseis, humilhou o bodhisattva Shariputra ao oferecer ao Buddha «A pérola do Dragão preto», a jóia do seu coração, que o Buddha aceitou, reconhecendo assim o perfeito despertar da princesa.&lt;br /&gt;— O meu mestre dizia: «nem isto, nem aquilo». E tu, o que é que dizes?&lt;br /&gt;— Eu digo sim.&lt;br /&gt;— A quê?&lt;br /&gt;— A tudo.&lt;br /&gt;— Contradizes-te.&lt;br /&gt;— Um ensinamento sem contradições é a mais terrível das armadilhas, porque suscita a adesão mental, o encerrar-se, o fanatismo.&lt;br /&gt;— Krishnamurti, por exemplo, a quem eu estimo muito, diz não.&lt;br /&gt;— O meu sim inclui o não. Pai Chang tinha compreendido bem que seguindo demasiado a via negativa privar-se-ia de descendentes aos quais transmitir o selo do coração.&lt;br /&gt;— Então, não há discussão possível...&lt;br /&gt;— Flores lançadas ao absurdo de qualquer resposta quando é tomada pela verdade.&lt;br /&gt;— Gostava de voltar à minha pergunta sobre os mestres. Tu falas a miúdo dos teus, Kalou Rimpoché e Lalitā Devī, com emoção e veneração. Admites, pois, que não há mestres. Daí a minha pergunta: És tu um mestre?&lt;br /&gt;— Não sou.&lt;br /&gt;— Já não compreendo.&lt;br /&gt;— Então, sou um mestre. Tudo isso não depende senão dos teus próprios pontos de vista. Um mestre não é alguém que fornece material para a tua aprovação, é alguém que paralisa o teu sistema de pensamento pela ausência de sistema. Os mestres tântricos não têm nada que sustentar, por isso em tempos antigos ganhavam os debates filosóficos. Os mestres chan não têm nada que sustentar. Os mestres &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sahajīya&lt;/span&gt; não têm nada que sustentar. Os mestres mahācīnācāra não têm nada que sustentar. Aqueles que têm teorias atolam-se nas suas próprias areias movediças.&lt;br /&gt;— Não serás um dos perturbadores que fustigas?&lt;br /&gt;— Eu não fustigo ninguém, revolto-me em nome da identidade do ser e do Absoluto, do ser e do conhecimento, do ser e da paz profunda, mas não em nome da sua separação ou da sua diferença. Eu não valho, pois, mais que qualquer um; estou feito do mesmo género que a totalidade dos seres. Não tenho nenhũa outra pretensão que voltar a ser um ser humano que funciona naturalmente e não complica o espírito com questões insolúveis.&lt;br /&gt;— Os sábios não se revoltam.&lt;br /&gt;— Pelo contrário. Não conheço nenhum que não o faça sem cessar. Por que teriam de sair das suas aprazíveis florestas, das suas ermidas, se não fosse pelo amor de todos os seres, cuja essência única eles reconhecem?&lt;br /&gt;— Mas contra que é que se revoltam?&lt;br /&gt;—Contra aqueles que estão profundamente dormidos e gozam da sua pequena notoriedade embrutecendo os seres. Aqueles, é verdade, não se revoltam. Têm medo demais. O natural escapou-lhes desde há tempo. Não estão pelo juízo, dizem eles. Mas que venha alguém sacudir-lhes o nada diante do nariz e vereis como o seu terror se transforma em condena. Quando um mestre vê um abeto, não tem medo de dizer que é um abeto. Para ele, é ũa experiência directa.&lt;br /&gt;— Exprimir juízos cria também a confusão.&lt;br /&gt;— Se pensas algũa coisa, di-la. Se não pensas, então o silêncio é adequado. Pára de conter-te de ser humano, quer dizer, sublime ou medíocre segundo a ocasião. Nada é mais embrutecedor que esse grande silêncio artificial, esse medo a exprimir a dúvida, a revolta.&lt;br /&gt;— De todas as maneiras, consegui fazer-te dizer que és um mestre...&lt;br /&gt;— Quando alguém nega a existência dos mestres, eu sustento-a; quando alguém a afirma, eu rebelo-me. Toda esta história absurda resume-se nũa única coisa: dois seres humanos cara a cara, na aventura humana mais formosa possível. É a beleza da coisa. A não-diferença. Se o mestre não aprender nada dos seus discípulos, não há cara a cara. Não há desdobramento do grande espelho do coração, no qual cada um descobre a cada segundo a sua liberdade absoluta, a sua essência perfeita e inalterável.&lt;br /&gt;— O que fazer quando se procura?&lt;br /&gt;— Deixar flutuar qualquer afirmação e qualquer negação no espaço porque isso não faz nenhum sentido. Entre o sim e o não, está todo o espaço do teu corpo, que é de agora em diante a compreensão perfeita, o infinito, a totalidade. Confia nele e descobrirás que não há nada mais que a vida orgânica. O resto não é senão propaganda religiosa e sectária, destinada a embrutecer os seres e a dominá-los.&lt;br /&gt;— A vida orgânica, é o que ensinam o tantra e o chan de Mahācīnācāra?&lt;br /&gt;— É, sim, mas tudo isso está oculto pelo meloso verniz hedonista e o embrutecimento sexual no tantrismo, e pelo fanatismo da assentada no zen. Ma-cou gostava de meditar, quando era novo. Um dia o seu mestre Huai-rang viu-o instalado debaixo dũa árvore e perguntou-lhe o que fazia. «Medito, para me tornar um Buddha», disse Ma-cou. Huai-rang regressou à sua cabana e pôs-se a polir com ânsia ũa telha com um pedaço de madeira. Quando Ma-cou saiu da sua meditação, passou à frente da cabana de Huai-rang. «O que é que fazes, mestre?» perguntou-lhe. «Estou a polir esta telha para fazer um espelho», respondeu Huai-rang. «Não se pode transformar ũa telha em espelho», disse Ma-cou. «Não se pode tornar-se num Buddha pela meditação», replicou o seu mestre.&lt;br /&gt;— Se Mahācīnācāra é ũa via secreta, por que é que a divulgas?&lt;br /&gt;— Para pôr fim à manipulação espiritual. O segredo não reside num texto ou num ensinamento que faça falta evitar revelar, mas na integração do estado de que fala o ensinamento. Ainda divulgado, Mahācīnācāra permanece secreto. A sua extrema simplicidade preserva esta via de qualquer abuso.&lt;br /&gt;— E por que é que não se ensina essa via tão simples de retorno ao corpo?&lt;br /&gt;— Porque ela faz impossível o poder.&lt;br /&gt;— Há algum mestre chan que tenha falado dela?&lt;br /&gt;— Nan-quan, um eminente discípulo de Ma-cou, à pergunta seguinte, «Há ũa verdade que os santos do passado não pudessem predicar aos homens?», respondeu: «Não é o espírito, não é o Buddha, não é um objecto». Resposta enigmática e parcial. Ma-cou, pelo seu lado, vai ao extremo de dizer claramente o que não foi predicado aos seres. Aproxima-se do último como um tigre e não guarda nada para si:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«Por que dizes que o coração é o Buddha? pergunta um discípulo.&lt;br /&gt;— Para deter os choros da criança — responde Ma-cou.&lt;br /&gt;— E se pararem, o que é que dirás?&lt;br /&gt;— Nem o coração nem o Buddha.&lt;br /&gt;— Se alguém vier a ti sem preconizar nem um nem o outro, o que dirás então?&lt;br /&gt;— Dir-lhe-ei que não é um objecto.&lt;br /&gt;— E se encontrares um homem que tenha alcançado essa compreensão?&lt;br /&gt;— Ensiná-lo-ei a realizar a Grande Via através do seu corpo!»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eis alguém que é directo e magnífico. Enfim alguém diz o que é a via profunda, imediata, a Grande Via chinesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referência&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Daniel Odier (2000) «Où l’on tourne autour du pot» em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le grand sommeil des éveillés&lt;/span&gt;. Édition de poche, 2005. Gordes: Les Éditions du Relié. pp. 15-24.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ilustração&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oṁ maṇi padme hūṁ&lt;/span&gt;, 1985, óleo sobre tela de Otto Lohmüller.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-6875101754078525225?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/6875101754078525225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=6875101754078525225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6875101754078525225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6875101754078525225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/04/onde-gente-anda-com-rodeios.html' title='Onde a Gente Anda com Rodeios'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S8908JKel3I/AAAAAAAACOM/1q4NzV7qYFo/s72-c/Lohmueller+Om+mani+padme+hum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-7618383756480137496</id><published>2010-03-25T13:32:00.004Z</published><updated>2010-03-27T11:23:13.218Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Igreja e Abusos Sexuais</title><content type='html'>Os casos de abusos sexuais assediam a Igreja católica. Levamos ũa boa temporada em que cada pouco são destapados novos episódios desta sórdida intriga em que o mais escandaloso não são os próprios abusos em si mesmos, mas a evidência de que as hierarquias eclesiásticas actuaram sempre como encobridoras dos abusos e dos abusadores. Além disso, a situação cobra ũa dimensão que não teria em qualquer outra instituição pelo simples facto de que a moral, e de maneira muito particular a moral sexual, sempre foi e continua a ser um dos traços essenciais da doutrina da Igreja. A hipocrisia sai à luz e a credibilidade da instituição vê-se abalada seriamente.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Igreja católica é um cadáver. De facto, a maioria das igrejas ou seitas cristãs são cadáveres. E acho que não vale a pena nem sequer perder tempo demais com as suas misérias. Como bem disse Jesus, o Cristo: «Deixa que os mortos enterrem os seus mortos.» Neste artigo vou expor de maneira breve e esquemática ũas poucas ideias, para que o leitor interessado saiba a minha opinião sobre o tema. Mas não quereria contribuir com mais ruído e mais espectáculo para o circo dos espíritos bem-pensantes consternados. Para isso chegam os profissionais da desinformação, incluídos também os dos meios da pretensa «esquerda laica», tão moralistas como quaisquer outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt;. Quando se fala em abusos sexuais a pessoas menores de idade, há que ter em conta que as leis consideram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;abuso&lt;/span&gt; qualquer relação sexual com alguém que não tenha ainda a chamada «idade de consentimento». Como as idades de consentimento variam de uns países para outros, pode acontecer — e, de facto, acontece — que ũa relação sexual considerada legal num determinado país, seja vista como um abuso ilegal noutro país. Na Irlanda, por exemplo, a idade de consentimento é de dezassete (17) anos. Isso significa que qualquer relação sexual voluntária entre ũa pessoa maior de idade e um rapaz de entre treze e dezassete (13-17) anos de idade, que aqui em Espanha é legal, ali é ilegal e considerada portanto um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;abuso sexual&lt;/span&gt;. Os jornalistas deveriam saber isto e, se quisessem deveras informar, teriam de discernir as diferentes realidades que se ocultam detrás das mesmas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2&lt;/span&gt;. No caso da Irlanda, o primeiro e o mais grave dos casos destapados até agora na Europa, os abusos não foram só sexuais. O informe publicado pela comissão governamental para a investigação dos abusos em Maio de 2009 documenta «um vergonhoso catálogo de crueldade: abandono, abusos físicos, sexuais e emocionais», nas palavras do cardeal Sean Brady. Em muitos centros, as crianças e os rapazes passavam fome, a comida era inadequada, insuficiente e mal preparada. Noutros centros, estavam aterrorizados pelas sovas sistemáticas, nas quais se procurava causar o máximo dano possível... Curiosamente, os meios de desinformação parecem estar afectados por ũa síndrome de memória selectiva que os leva a esquecer tudo isto e lembrar-se apenas dos abusos sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3&lt;/span&gt;. Ainda no caso da Irlanda, a responsabilidade pelos abusos não é só da Igreja e das congregações religiosas, mas também do democrático Estado. Os centros em que se cometeram os abusos eram escolas, casas de trabalho, reformatórios, etc., que pertenciam à Igreja e eram administrados por congregações católicas. Mas era o Estado irlandês quem tinha a tutela dos internos (órfãos, delinquentes, menores desamparados cuja tutela assumira o Estado...) e quem derivava a custódia para as instituições católicas, desentendendo-se das suas responsabilidades. Além disso, os maus tratos eram tão clamorosos e atingiram tantos milhares de vítimas que é impossível ocultar que a sociedade irlandesa em geral era sabedora do assunto e preferiu também claudicar das suas responsabilidades e olhar para outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4&lt;/span&gt;. O cristianismo em geral é ũa ideologia destrutiva, inimiga da vida («Os inimigos da alma são três: o mundo, o demónio e a carne.»), que se impôs a sangue e fogo, primeiro na Europa e depois na América e nos demais territórios coloniais europeus pelo mundo fora. A usurpação sistemática dos lugares sagrados e os centros de culto pré-cristãos, a caça e queima das bruxas, o tribunal da Santa Inquisição, a aliança com as ditaduras militares de Franco em Espanha, de Pinochet em Chile, etc., são episódios bem conhecidos da nossa história, que não deixam lugar a dúvidas quanto à natureza da antiga Igreja cristã e das suas modernas descendentes. Os abusos e os maus tratos a crianças e rapazes que agora saem à luz não fazem senão mostrar a realidade inerentemente perversa da ideologia cristã e não podem surpreender senão a quem vive imerso no cinismo ou na cegueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por certo, todos aqueles que se empenham em usar a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pederastia&lt;/span&gt; como sinónimo de abuso sexual a crianças, são cúmplices do moralismo judaico-cristão em tergiversarem e denegrirem o nosso brilhante passado clássico pré-cristão. Por fortuna, as trevas do cristianismo e dos seus aliados «laicos» nunca conseguirão apagar a luz da verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-7618383756480137496?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/7618383756480137496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=7618383756480137496' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7618383756480137496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7618383756480137496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/03/igreja-e-abusos-sexuais.html' title='Igreja e Abusos Sexuais'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4158076066960140137</id><published>2010-03-18T10:49:00.033Z</published><updated>2010-03-18T18:50:05.156Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eugénio de Andrade'/><title type='text'>Verão Sobre o Corpo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6JsTs-HtpI/AAAAAAAACM4/_4Xo-KRVVMk/s1600-h/Negrepont+Enfants+31.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 5px 0pt 0pt 15px; cursor: pointer; width: 285px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6JsTs-HtpI/AAAAAAAACM4/_4Xo-KRVVMk/s400/Negrepont+Enfants+31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450037584816748178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A seguir ofereço-vos ũa pequena colectânea de poemas de Eugénio de Andrade, tirados do poemário que dá título a este artigo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Verão Sobre o Corpo&lt;/span&gt;. Datado no verão de 1974, foi publicado como parte do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Limiar dos Pássaros&lt;/span&gt; (7ª edição, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 1994). Acompanho os poemas com fotografias de Negrepont, procedentes dos seus livros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les enfants de papier&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mercredi après-midi&lt;/span&gt;, publicados pelo próprio autor nos anos oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dedicar estes poemas a todos os rapazes que estão agora nesse momento culminante das suas vidas em que o Verão desce sobre os seus Corpos. Excelsos templos viventes em que se encarna o sagrado sopro da Divindade, é neles que nos é dado contemplar a Beleza e a Perfeição, são só eles que podem acender em nós a inextinguível paixão do Amor Eterno. Isso, nenhũa lei humana poderá nunca impedi-lo.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * * * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta noite preciso de outro verão sobre a boca crescendo nem que seja de rastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IG1rcdjGI/AAAAAAAACMA/sRA1IEwM-qc/s1600-h/Negrepont+Enfants+27.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 20px; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px; height: 499px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IG1rcdjGI/AAAAAAAACMA/sRA1IEwM-qc/s800/Negrepont+Enfants+27.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449926018336656482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha então a idade do olhar, a loucura do corpo havia começado junto às ruínas, com a luz das candeias longínquas prosseguia, entre animais fulvos crescia com as primeiras chuvas no avesso da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHcfyhdZI/AAAAAAAACMo/HKZlJxJ8GIY/s1600-h/Negrepont+Mercredi+31.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 2px 75px 0pt; cursor: pointer; width: 343px; height: 519px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHcfyhdZI/AAAAAAAACMo/HKZlJxJ8GIY/s800/Negrepont+Mercredi+31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449926685222860178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHhQ08gGI/AAAAAAAACMw/sxE3qF3QPI8/s1600-h/Negrepont+Enfants+15.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 75px 2px; cursor: pointer; width: 343px; height: 519px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHhQ08gGI/AAAAAAAACMw/sxE3qF3QPI8/s800/Negrepont+Enfants+15.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449926767105835106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os amieiros escondíamos a roupa e nus os olhos caíam sobre a tímida erecção o sexo ladeado já por uma sombra leve e crespa diáfano labirinto dos dedos corríamos pela relva assim os cães se perseguiam se lambem uns aos outros caíamos sobre a boca entre as pernas um rumor de saliva uma áspera doçura pois era o tempo dos medronhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHF6YhvwI/AAAAAAAACMQ/hWWWfveh-2g/s1600-h/Negrepont+Mercredi+20.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 20px; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px; height: 458px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHF6YhvwI/AAAAAAAACMQ/hWWWfveh-2g/s800/Negrepont+Mercredi+20.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449926297224593154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se houvesse um incêndio de giestas para atravessar, eu não dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHLBFbU7I/AAAAAAAACMY/Iq-vOfDlkZE/s1600-h/Negrepont+Mercredi+37.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 20px; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px; height: 466px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHLBFbU7I/AAAAAAAACMY/Iq-vOfDlkZE/s800/Negrepont+Mercredi+37.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449926384922874802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de um verão sobre o corpo, um ácido gravando na pele a minuciosa flor do centeio.&lt;br /&gt;E havia ainda outra música, porque a loucura e o sopro das estrelas equivaliam-se.&lt;br /&gt;De ti para mim germinavam as águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHQuNkFEI/AAAAAAAACMg/ai-K6S2asqE/s1600-h/Negrepont+Enfants+22.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 20px; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px; height: 454px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IHQuNkFEI/AAAAAAAACMg/ai-K6S2asqE/s800/Negrepont+Enfants+22.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449926482935944258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou recomeçar oh não feches os olhos deixa-os abertos para que eu olhe talvez a sombra de um gato e eu era pequeno perseguindo outro gato talvez as mãos entre duas folhas um gosto solar na língua esta noite entre as pernas o ritual não será lábio a lábio nas paredes húmidas dos flancos introduzirei uma pequena variante oh bem pequena repara nesta agulha cravá-la-ei devagar nesses olhos onde contemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IG_5gaweI/AAAAAAAACMI/jbQZ_ZpkoZQ/s1600-h/Negrepont+Enfants+29.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 20px; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px; height: 453px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6IG_5gaweI/AAAAAAAACMI/jbQZ_ZpkoZQ/s800/Negrepont+Enfants+29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449926193910039010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4158076066960140137?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4158076066960140137/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4158076066960140137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4158076066960140137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4158076066960140137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/03/verao-sobre-o-corpo.html' title='Verão Sobre o Corpo'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S6JsTs-HtpI/AAAAAAAACM4/_4Xo-KRVVMk/s72-c/Negrepont+Enfants+31.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-2691622889832765182</id><published>2010-03-13T11:20:00.029Z</published><updated>2010-03-13T13:10:38.233Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Preservativos para Rapazes de 12 Anos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t5KOCgGWI/AAAAAAAACKc/pfuzikDX33c/s1600-h/651px-Condom_rolled.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0;cursor:pointer; cursor:hand; width: 141px; height: 130px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t5KOCgGWI/AAAAAAAACKc/pfuzikDX33c/s200/651px-Condom_rolled.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448081390708988258" /&gt;&lt;/a&gt;A Suíça põe à venda preservativos de tamanho extra pequeno (XS) para uso de rapazes entre 12 e 14 anos. O modelo, chamado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hotshot&lt;/span&gt;, foi criado por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lamprecht AG&lt;/span&gt;, o principal fabricante de preservativos da Suíça, como resposta às necessidades de protecção nesse grupo de idades quando têm relações sexuais. O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hotshot&lt;/span&gt; mede 4.5 cm de diâmetro, em vez dos 5.2 cm do preservativo normal, embora o comprimento seja o mesmo (19 cm).&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segundo um artigo de Alexandra Williams publicado com data de 3 de Março no jornal britânico &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/health/healthnews/7361181/Extra-small-condoms-for-12-year-old-boys-go-on-sale-in-Switzerland.html"&gt;Telegraph&lt;/a&gt; (que depois foi adaptado com maior ou menor sucesso nos jornais de Portugal, Espanha e outros lugares), a iniciativa suíça obedece à demanda de diversas organizações de planificação familiar e de luta contra a SIDA, como consequência de vários estudos oficiais cujos resultados convidavam a adoptar medidas temporãs de prevenção. Um dos estudos, promovido pela Comissão Federal para as Crianças e os Jovens, que entrevistou 1480 pessoas de entre 10 e 20 anos, revelou que os adolescentes de 12 a 14 anos estavam a ter mais relações sexuais que nos passados anos noventa. Outro dos estudos, realizado no Centro de Psicologia da Personalidade e o Desenvolvimento, da Universidade de Basileia, mostrou que os rapazes mais novos tinham uns conhecimentos sexuais pouco elaborados e não eram conscientes das possíveis consequências dos seus actos, de maneira que incorriam em práticas de risco sem adoptarem medidas preventivas contra a gravidez das raparigas e contra o possível contágio de doenças de transmissão sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t6hiLBB0I/AAAAAAAACKk/UGbICxG30fQ/s1600-h/15862041DGj.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 20px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 690px; height: 536px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t6hiLBB0I/AAAAAAAACKk/UGbICxG30fQ/s800/15862041DGj.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448082890762028866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, de acordo com um estudo alemão realizado com 12 970 rapazes de 13 a 20 anos, um quarto dos sujeitos entrevistados achavam que o preservativo normal é grande demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t7-1eLMPI/AAAAAAAACKs/d1h7hYVb_QI/s1600-h/15862288cej.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 319px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t7-1eLMPI/AAAAAAAACKs/d1h7hYVb_QI/s320/15862288cej.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448084493670494450" /&gt;&lt;/a&gt;Segundo a notícia do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Telegraph&lt;/span&gt;, a empresa fabricante do preservativo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hotshot&lt;/span&gt;, nos seus planos para a futura comercialização do produto fora da Suíça, considera o Reino Unido a sua «máxima prioridade» pois que é o país com os índices de prenhez adolescente mais altos da Europa. De facto, a iniciativa suíça vem coincidir com o anúncio do governo britânico de que a estratégia para as prenhezes adolescentes será revista. Em 1999 comprometeram-se a reduzi-las à metade no prazo de dez anos, mas os dados que acaba de publicar o Serviço Nacional de Estatística mostram que a estratégia governamental fracassou no seu objectivo, não tendo «qualquer impacto significativo» no número de novas gravidezes entre as raparigas adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria de idade legal para ter relações sexuais (a «idade de consentimento») na Suíça é aos 16 anos. No entanto, as relações de menores de 16 anos não são consideradas delito se a diferença de idade entre os participantes não for superior a três anos ou, em determinadas condições, se a pessoa mais velha tiver menos de vinte anos de idade. Quer dizer, se um rapaz  de 15 anos tiver relações sexuais com outro de 18 anos, isso nunca é delito; se tiver relações com um de 19 anos, poderá ser delito ou não sê-lo segundo ũas determinadas circunstâncias (independentes da voluntariedade das tais relações); mas se tiver relações com um rapaz de 20 anos, é delito sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t8_mgzmVI/AAAAAAAACK0/TllOMFzDZZY/s1600-h/15862055gqG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 20px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 690px; height: 521px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t8_mgzmVI/AAAAAAAACK0/TllOMFzDZZY/s800/15862055gqG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448085606346496338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho excelente a iniciativa de fabricar e vender preservativos de tamanho extra pequeno, porquanto supõe o reconhecimento explícito — tanto a nível governamental como na sociedade em geral — da actividade sexual dos rapazes adolescentes mais novos. Nisso a sociedade suíça dá provas dum admirável realismo, longe de integrismos moralistas, sabendo ver e admitir ũa realidade que outras sociedades ocidentais preferem negar ou ocultar. Ao mesmo tempo, demonstram um claro sentido da responsabilidade ao optarem por prevenir o contágio das doenças de transmissão sexual, bem como as prenhezes não desejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5uIDkwq0gI/AAAAAAAACLM/uhKqrAXPrmM/s1600-h/15862143eFB.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 20px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand; width: 690px; height: 521px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5uIDkwq0gI/AAAAAAAACLM/uhKqrAXPrmM/s800/15862143eFB.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448097769223541250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o extravagante sistema de idades que regula a legalidade das actividades sexuais dos adolescentes não deixa de ser um arranjo de compromisso entre as pretensões de censura e repressão da sexualidade dos mais novos e o reconhecimento efectivo de que estes têm vida sexual. O conceito jurídico de «idade de consentimento» fundamenta-se na capacidade ou falta de capacidade dum sujeito para decidir se participa ou não nũa determinada actividade. Essa capacidade depende, por um lado, de estar em pleno uso das próprias capacidades mentais, e por outro lado, de ter a madureza suficiente — o qual costuma ser atribuído pelos legisladores modernos a ter ũa determinada idade. Se ũa pessoa não tem nenhũa míngua das suas capacidades mentais, poderá ser discutível se tem ou não a madureza e, portanto, a capacidade para decidir. O que não pode ser é que a sua madureza esteja condicionada ou limitada pela idade relativa da pessoa com que se relaciona. A capacidade ou incapacidade é um atributo do próprio indivíduo e, como tal, não pode depender nunca dos atributos de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5uKEQltoXI/AAAAAAAACLU/lE0JPzofPZE/s1600-h/15862283Gyp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin: 5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 319px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5uKEQltoXI/AAAAAAAACLU/lE0JPzofPZE/s320/15862283Gyp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448099980012003698" /&gt;&lt;/a&gt;Mas o pior, o mais grave, é que os suíços sejam capazes de reconhecer que os rapazes adolescentes estão expostos a todo o género de riscos na sua vida sexual, por carecerem de conhecimentos apropriados, e que essa mesma sociedade não queira ver que a causa principal dessa situação é a ilegalidade, a criminalidade a que está condenada a sexualidade adolescente pelas suas leis. A única maneira de os adolescentes poderem adquirir conhecimentos reais, práticos, é podendo relacionar-se, com liberdade e com franqueza, com as pessoas mais velhas e com mais experiência — as únicas de que poderão aprender realmente, na sexualidade como em qualquer outro âmbito da vida. As políticas de segregação (por idades, sexos, raças ou quaisquer outros traços) só levam a exacerbar os sentimentos identitários, aumentando o desconhecimento e a desconfiança a respeito dos outros grupos e causando, a longo prazo, fracturas sociais, confrontações e violência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-2691622889832765182?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/2691622889832765182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=2691622889832765182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/2691622889832765182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/2691622889832765182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/03/preservativos-para-rapazes-de-12-anos.html' title='Preservativos para Rapazes de 12 Anos'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5t5KOCgGWI/AAAAAAAACKc/pfuzikDX33c/s72-c/651px-Condom_rolled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-3877654700281546573</id><published>2010-03-11T13:21:00.010Z</published><updated>2010-03-11T18:56:08.108Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Idade de Consentimento em Portugal</title><content type='html'>Estava a procurar informação sobre os preservativos XS que a Suíça vai fabricar e distribuir para o uso dos rapazes mais novos (tema que tratarei noutro artigo) e deparo com a notícia no jornal português &lt;a href="http://www.publico.pt/Sociedade/suica-vai-por-a-venda-preservativos-xs-para-jovens-entre-os-12-e-os-14-anos_1425734"&gt;Público&lt;/a&gt;, que acaba assim:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«A idade legal para as relações sexuais consentidas na Suíça situa-se nos 16 anos (em Portugal nos 14).»&lt;/blockquote&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Esta afirmação, a relativa a Portugal, é falsa e pode induzir a erro nos cidadãos portugueses. Segundo a informação oficial acessível no sítio internacional da Interpol, que foi remitida pelas próprias autoridades portuguesas, em Portugal (I.2):&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«L’âge du consentement à l’activité sexuelle est de 16 ans.» Traduzido: A idade de consentimento para a actividade sexual é de 16 anos.&lt;/blockquote&gt;Mais ũa prova da confiança, da fiabilidade, que podemos ter nos profissionais dos meios de informação. Pela seriedade do tema acho que é importante esclarecer isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Novo endereço da Interpol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para verificar a ideia que eu tinha sobre a «idade de consentimento» em Portugal, visitei o sítio web da Interpol e comprovei que o endereço que eu tinha guardado no meu navegador com informação internacional dos delitos contra menores de idade já não funciona. Dou aqui o novo endereço porque acho que é importante estar bem informado para evitar sustos e problemas. Se alguém viola algũa lei, pelo menos que o faça com pleno conhecimento do que faz, não por ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.interpol.int/public/children/sexualabuse/nationallaws/default.asp"&gt;Legislation of INTERPOL member states on sexual offences against children&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare-se no uso lato da palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;child/children&lt;/span&gt; «criança(s)», neste e noutros sítios legais em inglês, nos quais é considerada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;criança&lt;/span&gt; qualquer pessoa que não atingiu a maioria de idade, incluindo, portanto, os adolescentes menores de idade e não só as crianças sexualmente imaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5k6DIzZYfI/AAAAAAAACIk/g4xWNB0_Ct0/s1600-h/Lothar+Sauer.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 690px; height: 494px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5k6DIzZYfI/AAAAAAAACIk/g4xWNB0_Ct0/s800/Lothar+Sauer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447449049858400754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Discriminação da homossexualidade em Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando ũa vista de olhos ao documento oficial português no que diz respeito às actividades sexuais com rapazes de 14 a 16 anos, descubro esta pérola da discriminação contra a homossexualidade. Lamento não dispor da versão original portuguesa, mas o documento da Interpol está em francês (as línguas de uso são inglês, francês, castelhano e árabe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Article 174 – Actes sexuels avec adolescents&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celui qui, étant majeur, pratique ou a pratiqué &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;la copulation&lt;/span&gt; avec un mineur âgé de 14 à 16 ans, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abusant de son inexpérience&lt;/span&gt;, sera puni d'une peine d'emprisonnement jusqu'à 2 ans ou d'une peine d'amende jusqu'à 240 jours.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Article 175 – Actes homosexuels avec adolescents&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celui qui, étant majeur, pratique des &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;actes homosexuels&lt;/span&gt; avec un mineur âgé de 14 à 16 ans &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ou mène à ce que ces actes soient pratiqués par autrui&lt;/span&gt;, sera puni d'une peine d'emprisonnement jusqu'à 2 ans ou d’une peine d'amende jusqu’à 240 jours.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se, em primeiro lugar, que para os legisladores portugueses há duas categorias: «actos sexuais» (artigo 174) e «actos homossexuais» (artigo 175). Quer dizer, os actos sexuais não se dividem em heterossexuais e homossexuais; os heterossexuais são simplesmente «sexuais» e os homossexuais ficam excluídos dessa categoria neutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, como destaco nos parágrafos citados, o tratamento legal é dissimétrico. Nos actos «sexuais» (heterossexuais) põe-se como condição para haver delito que a «copulation» se produza «abusando da inexperiência» do menor de idade. É certo que se trata dũa condição um pouco esquiva, de difícil concretização, e que portanto deixa ũa grande margem para a interpretação dos juízes. Mas pelo menos é ũa condição. Porque nos actos homossexuais tal condição não existe. Ter relações homossexuais com um adolescente de 14 a 16 anos é delito em Portugal, haja ou não «abuso da sua inexperiência».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, todos os actos homossexuais, de qualquer natureza, são proibidos, enquanto que nas relações heterossexuais o único delito é a «copulation», quer dizer, a cópula, o coito, ficando qualquer outra actividade heterossexual fora da proibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a prática homossexual vê-se penalizada com outra condição: também é delito «levar a que esses actos sejam praticados por outrem». Nas relações homossexuais, aquele que facilita o contacto comete o mesmo delito que quem pratica os actos, mas nas relações heterossexuais não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe alguém se as organizações gays portuguesas se opõem a esta flagrante discriminação da homossexualidade? Viu alguém que tenham denunciado publicamente essa situação? Ou será que o poder já lhes calou a boca com a promessa da próxima aprovação do matrimónio, como bem vaticinava &lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/11/pederastia-e-homossexualidade.html?zx=6226aa1829fe5d24"&gt;David Thorstad&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota&lt;/span&gt;: A fotografia é de Lothar Sauer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-3877654700281546573?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/3877654700281546573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=3877654700281546573' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3877654700281546573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3877654700281546573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/03/idade-de-consentimento-em-portugal.html' title='Idade de Consentimento em Portugal'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S5k6DIzZYfI/AAAAAAAACIk/g4xWNB0_Ct0/s72-c/Lothar+Sauer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1721188995431560969</id><published>2010-02-18T17:38:00.003Z</published><updated>2010-02-18T17:45:55.676Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Piscina Juvenil</title><content type='html'>Há algũas semanas, o meu amigo Andrey pôs na sua galeria de fotos dedicadas à representação artística dos rapazes nus (&lt;a href="http://imgsrc.ru/users/rinrin"&gt;rinrin.imgsrc.ru&lt;/a&gt;) ũa fotografia interessante que vos mostro aqui. O motivo é a consideração social da nudez nas sociedades ocidentais da primeira metade do século 20, em linha com o já exposto no meu anterior artigo «&lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/08/aliana-de-foras-burguesas-e-judaico.html?zx=b27bf72b617090ef"&gt;Para recuperarmos a memória do corpo nu&lt;/a&gt;». Neste caso a foto de que dispomos tem muito mais qualidade e tamanho, e vale a pena determo-nos nela.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S30hBRCL1kI/AAAAAAAACHg/XFhxp4TzoIo/s1600-h/Eliot+Elisofon+USA+1930s.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 20px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px; height: 639px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S30hBRCL1kI/AAAAAAAACHg/XFhxp4TzoIo/s800/Eliot+Elisofon+USA+1930s.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439540230569580098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta fotografia faz parte das colecções do &lt;a href="http://www.metmuseum.org/works_of_art/collection_database/photographs/junior_swimming_pool_eliot_elisofon/objectview_enlarge.aspx?page=533&amp;sort=0&amp;sortdir=asc&amp;keyword=&amp;fp=1&amp;dd1=19&amp;dd2=0&amp;vw=1&amp;collID=19&amp;OID=190017141&amp;vT=1"&gt;Metropolitan Museum&lt;/a&gt; de New York, acessíveis na internet, e é daí que tomamos a seguinte informação: o autor é Eliot Elisofon (USA, 1911-1973), intitula-se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Junior Swimming Pool&lt;/span&gt; (algo assim como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Piscina Juvenil&lt;/span&gt;) e foi feita nos anos trinta. Eliot Elisofon foi um famoso fotógrafo da prestigiosa revista &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Life&lt;/span&gt; e embora não haja entrada dedicada a ele na Wikipedia, os arquivos Time-Life contam com centos das suas obras, muitas das quais podem ser vistas e também adquiridas em lugares especializados da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos aqui, pois, na América dos anos trinta, ũa escandalosa piscina cheia de meninos y rapazes nus que se divertem a valer. Na beira, um monitor ou socorrista vigia-os com atenção e — o que talvez nos possa parecer mais surpreendente desde a nossa mentalidade culpabilizada actual — detrás, sentados na arquibancada, homens e rapazes mais velhos, vestidos, deleitam-se contemplando o espectáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na galeria do sítio russo iMGSRC onde Andrey / Rinrin expõe a foto, um visitante anónimo dos Estados Unidos deixou no passado 30 de Janeiro o seguinte comentário (tradução minha): «Sempre tomávamos banho nus na YMCA e nos acampamentos de verão durante os anos 50 e nos princípios dos 60, quando isso acabou!» YMCA é a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Young Men’s Christian Association&lt;/span&gt; (Associação Cristã de Homens Jovens), de ũa de cujas piscinas já tinha publicado ũa foto no meu artigo referido antes. Este comentário anónimo é interessante porque situa o começo da repressão do corpo nu nos lugares públicos já nos anos sessenta, antes da florida «revolução sexual» do 68 e muito antes, portanto, da contra-revolução neoconservadora que ainda padecemos. (Tudo isto, claro está, referido aos Estados Unidos e outras sociedades democráticas ocidentais; Espanha e Portugal, com as suas respectivas ditaduras, têm dinâmicas próprias e diferentes.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-1721188995431560969?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/1721188995431560969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=1721188995431560969' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1721188995431560969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1721188995431560969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/02/piscina-juvenil.html' title='Piscina Juvenil'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S30hBRCL1kI/AAAAAAAACHg/XFhxp4TzoIo/s72-c/Eliot+Elisofon+USA+1930s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-6557934358665050282</id><published>2010-01-25T19:52:00.010Z</published><updated>2010-02-15T17:02:14.233Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Imagens da Pederastia na Antiga Grécia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zMMtgKqlI/AAAAAAAACAw/ShjRrefYQ6E/s1600-h/book-ImagesAncientGreekPederasty.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0 0; float: left; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zMMtgKqlI/AAAAAAAACAw/ShjRrefYQ6E/s200/book-ImagesAncientGreekPederasty.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430439769446984274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A antiga Grécia (a antiga Héllade, para chamar às coisas pelo seu nome, não com denominações herdadas do imperialismo romano) criou ũa cultura brilhante e poderosa que haveria de marcar, de maneiras diversas e às vezes contraditórias, todo o desenvolvimento posterior das culturas europeias e que também influiu, em maior ou menor grau, nas culturas islâmicas, hindus e doutras partes do mundo. Para nós, a cultura helénica é de suma importância porque nela a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paederastía&lt;/span&gt;, o amor aos rapazes, ocupou (como também a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gymnasía&lt;/span&gt;, exercício do corpo nu) um lugar central na organização social que não se voltou a repetir em nenhũa civilização posterior na história da humanidade. Por isso sempre foi usada como referência ou exemplo por todos aqueles que defendem a diversidade sexual, contra o moralismo anti-sexual judaico-cristão ou de qualquer outra cor.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É certo que desde modernas posições puritanas, feministas ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;genderistas&lt;/span&gt;, também foi objecto de «revisões» nas quais os autores (ou «autrizes») parecem projectar as suas próprias frustrações e ressentimentos com a sociedade actual (os USA, em geral) em vez de tentarem descobrir com distanciamento o que sentiam, diziam e faziam na realidade os antigos helenos. Mas essa incapacidade para pôr a um lado as próprias crenças ou para não se deixar seduzir pelas ideologias do momento, é um mal que afecta ũa grande parte da produção «científica» ou «investigação» do sistema universitário ocidental, pelo menos no que diz respeito às chamadas ciências sociais e humanidades, e não vale a pena dedicar-lhe mais tempo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zQRZZtIqI/AAAAAAAACBA/WsasHAdHgYU/s1600-h/youth+with+erection.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0 0 15px; float: right; cursor: pointer; width: 266px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zQRZZtIqI/AAAAAAAACBA/WsasHAdHgYU/s320/youth+with+erection.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430444247997031074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se falo aqui da cultura helénica e da pederastia é porque quero expor à vossa leitura ũa resenha do professor Thomas K. Hubbard, do Departamento de Estudos Clássicos da Universidade do Texas, sobre o livro de Andrew Lear e Eva Cantarella &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Images of Ancient Greek Pederasty: Boys were Their Gods&lt;/span&gt; (Imagens da pederastia na antiga Grécia: os rapazes eram os seus deuses, Londres e New York: Routledge, 2008). Na realidade, é só a segunda parte da resenha, porque a primeira parte está dedicada a outro livro do mesmo tema, da autoria de James Davidson. Este, a julgar pelos termos críticos da resenha, parece ser um autêntico GYP ao qual se poderia aplicar o dito no parágrafo anterior. Por isso prefiro não incluir a parte relativa à sua obra. O livro de Andrew Lear e Eva Cantarella, pelo contrário, é ũa obra rigorosa e muito útil, que parece chamada a converter-se nũa referência obrigada nos estudos da antiga pederastia e da sua representação gráfica. Atrevo-me a recomendá-lo a todos aqueles que gostem das artes plásticas helénicas ou que simplesmente tenham curiosidade pelo tema do amor aos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao autor da resenha, Thomas K. Hubbard, é autor ou editor de vários livros entre os quais merece a pena destacar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Greek Love Reconsidered&lt;/span&gt;, de 2000, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homosexuality in Greece and Rome&lt;/span&gt;, de 2003 (veja-se referências completas no final do artigo). Deste último, o autor tem um interessante sítio web com o mesmo título, &lt;a href="http://www.laits.utexas.edu/ancienthomosexuality/index.php"&gt;Homosexuality in Greece and Rome&lt;/a&gt;, no qual se pode aceder aos dois primeiros capítulos completos, bem como a ũa extensa galeria de imagens excelentes e muito bem organizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zSS6IVBdI/AAAAAAAACBI/M-D0y27jA7o/s1600-h/Symposium+scene+in+the+Tomb+of+the+Diver+at+Paestum,+ca+480+BC.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zSS6IVBdI/AAAAAAAACBI/M-D0y27jA7o/Symposium+scene+in+the+Tomb+of+the+Diver+at+Paestum,+ca+480+BC.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430446472985642450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resenha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H-Net Book Review. &lt;a href="http://h-net.msu.edu/cgi-bin/logbrowse.pl?trx=vx;list=H-Histsex;month=0902;week=b;msg=Ug%2BYuljwHAbsmjyw%2BhMXhQ"&gt;Publicada por H-Histsex&lt;/a&gt; (Fevereiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste com o sensacionalismo de Davidson, o livro de Andrew Lear e Eva Cantarella &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Images of Ancient Greek Pederasty&lt;/span&gt; (Imagens da Pederastia na Antiga Grécia) oferece ũa análise mais subtil e menos tendenciosa num âmbito muito mais reduzido. A contribuição de Cantarella limita-se a passar revista ao material bibliográfico em 23 páginas que, por desgraça, partilham muitos dos defeitos de Davidson, apresentando escassas provas para afirmações exageradas. Enquanto Davidson se engana ao negar a actividade sexual dos rapazes de menos de 18 anos, Cantarella comete o erro oposto de postular um «código social» uniforme no qual o amado nunca tinha mais de 18 ou o amante menos de 20 anos, apesar das provas que sugerem que tanto os estóicos (Athénaeos 13.563e) como os espartanos (veja-se Plútarchos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lycúrgos&lt;/span&gt; 25.1) amaram jovens vintaneiros. O epigrama de Stráton AP 12.4 (do século segundo da nossa era) sobre as suas idades preferidas não deveria ser usado como prova para práticas de 600 anos antes, que, de todas as maneiras, não deveram ser uniformes em toda a Grécia. Como Davidson, Cantarella assume que os mitos pederásticos derivam necessariamente de primitivas origens rituais, em vez de surgirem como variantes literárias de histórias que antes não eram pederásticas. Também comete o erro de ler passagens literárias de grande colorido de autores como Aristophánes, Aeschínes e Pláton como se constituíssem provas de atitudes universais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13R_SgN21I/AAAAAAAACBQ/oBL8HDGUDVA/s1600-h/man-boy+courtship+0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0 0; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 319px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13R_SgN21I/AAAAAAAACBQ/oBL8HDGUDVA/s320/man-boy+courtship+0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430727610907614034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O cerne deste livro é o estudo iconográfico oferecido por Lear, do qual pode aprender muito tanto o novato como o erudito com experiência. Lear adverte-nos que não devemos tratar as pinturas dos vasos áticos como ũa transcrição naturalista da experiência vivida. Ao contrário, funcionam no contexto de preferências estéticas e convenções idealizadas. Por exemplo, os genitais costumam aparecer em proporções menores do que é natural, sugerindo moderação e contenção, mas são representados como maiores que o natural em orgias ou em cenas de sátiros (projecções fantásticas da parte bestial, desenfreada do homem). A presença ou ausência de erecções nas cenas de relação íntima não deveriam ser tomadas como evidência de quem é que está ou não está a receber prazer, mas há que interpretá-las no quadro da idealização geral dos membros mais novos, de aspecto juvenil. De maneira parecida, a presença ubíqua de frascos de óleo ou de estrígiles (raspadores usados para limpar o pó e o óleo do corpo dos atletas) nas mãos de rapazes ou na parede ao fundo das cenas de figuras vermelhas deveria ser tomada como ũa abreviatura por sinédoque do ginásio como o cenário mais frequente do namoro pederástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13TEjU42_I/AAAAAAAACBY/6ZmK_yoleiY/s1600-h/Boy+receives+a+piece+of+meat+as+a+gift.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0 0 15px; float: right; cursor: pointer; width: 265px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13TEjU42_I/AAAAAAAACBY/6ZmK_yoleiY/s320/Boy+receives+a+piece+of+meat+as+a+gift.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430728800834477042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os capítulos Um e Dois passam revista a vários tipos de cenas de namoro, prendas e gestos associados, mostrando ũa particular atenção à maneira como estão representadas as diferentes fases do namoro e as variadas respostas a este, mediante pormenores da postura do corpo, a vestimenta e o olhar. Além dos cenários familiares do ginásio e o banquete (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sympósion&lt;/span&gt;), Lear mostra que mesmo a guerra pode ser um contexto para o desenrolo do eros pederástico, pois vemos formosos guerreiros jovens armando-se diante dos admiradores. Acho esta discussão original e interessante, mas surpreende-me que não se faça referência aos famosos ensaios de J.-P. Vernant sobre o topos da «morte bela» na poesia arcaica.[1] Embora Lear não veja todas as prendas de namoro como de natureza directamente pedagógica, crê que pelo menos associam a relação de homens e rapazes com âmbitos de actividade que são amiúde pedagógicos; por exemplo, a música, a caça e o atletismo. Parece-me que pode ser conservador em excesso não reconhecendo entre estes as lutas de galos: por desagradável que nos pareça esta gratuita crueldade com os animais, os homens gregos consideravam-nas um meio adequado de endurecer os rapazes e instilar-lhes um desapiedado espírito competitivo. Outra prenda não infrequente que Lear não trata em absoluto, apesar das suas interessantes implicações (i. e. sacrifício, carniçaria, manutenção da família), é um grande pedaço de carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13UNXi1_YI/AAAAAAAACBg/dcRB7da4eIM/s1600-h/Man+in+gymnasium+soliciting+boy+for+sex+in+exchange+for+money.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0 0; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 317px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13UNXi1_YI/AAAAAAAACBg/dcRB7da4eIM/s320/Man+in+gymnasium+soliciting+boy+for+sex+in+exchange+for+money.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430730051802234242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos achados mais interessantes de Lear é que a iconografia não diferencia entre bolsas de dinheiro e outras prendas, como para desmentir os «sagrados limites entre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;erómenos&lt;/span&gt; e o prostituto» (p. 80). No entanto, eu penso que Lear não está no certo ao crer que as nossas fontes textuais antigas estabelecem uns limites tão claros. Em grande parte, é ũa ficção dos estudiosos modernos. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plútos&lt;/span&gt; (149-59) de Aristophánes indica precisamente a pouca diferença que há entre receber generosas prendas e receber dinheiro, implicando que aqueles que pretendem distinguir as duas coisas (como o ingénuo Chremýlos) não conseguem reconhecer a sua identidade essencial. O processo de Aeschínes ao seu rival Tímarchos por «ter-se prostituído» em rapaz, baseia-se precisamente nessa falta de distinção: Aeschínes nunca dá provas de que Tímarchos recebesse na realidade bolsas de dinheiro dos seus muitos amantes, mas sugere que o mero facto de Tímarchos viver com eles e gozar de esplêndidos entretimentos sem pagar por isso, era equivalente a ser prostituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13WQUfW0-I/AAAAAAAACBo/PQ6QEOcAecQ/s1600-h/man-boy+courtship+2+A.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0 0 15px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13WQUfW0-I/AAAAAAAACBo/PQ6QEOcAecQ/s320/man-boy+courtship+2+A.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430732301545165794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O capítulo Três dedica-se ao material mais explícito, mostrando cenas de consumação real bem como as várias formas de jogos físicos preliminares. Lear mostra que a  conhecida representação do coito intercrural, no qual o amante se agacha nũa postura bastante incómoda a fim de esfregar o seu pénis entre as coxas dum rapaz mais baixo, na realidade mostra-o nũa posição inferior, permitindo ao seu amado «sobressair» e «olhar por cima» dele (p. 114). De maneira parecida, o chamado «gesto acima», no qual um amante toca o queixo do amado, é interpretado correctamente como ũa atitude de súplica. No entanto, acho que o correspondente «gesto abaixo», no qual o amante acaricia os testículos ao amado, não é só ũa «solicitude de confiança» pedindo a «um rapaz que entregue o controlo das suas partes mais vulneráveis», mas ainda sugere, como o olhar de muitos amantes fito nos genitais do rapaz, ũa fetichização do membro pubescente em desenvolvimento como sinal visível e tangível do crescimento à madurez sexual e à virilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13YrZM3G-I/AAAAAAAACB4/U7Zu_NzIFHo/s1600-h/youths-in-homo-orgy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0 0; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 147px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13YrZM3G-I/AAAAAAAACB4/U7Zu_NzIFHo/s320/youths-in-homo-orgy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430734965689490402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como observa Lear, não encontramos representado sexo anal explícito em contextos pederásticos, mas pelo menos aparece duas vezes em cenas com jovens da mesma idade ou, em ânforas tirrénias, entre adultos bêbedos; outras cenas podem insinuar o desejo do amante ou o oferecimento do amado desse género de relações. Ũa secção interessante deste capítulo compara as convenções do namoro em vasos que representam cortesãs com os que incluem rapazes: em geral, são bastante parecidas, mas as cortesãs tendem a mostrar mais iniciativa. Ũa secção final examina os rapazes escravos, dos quais afirma que não eram nem cortejados nem forçados, mas eu não estou seguro de que possamos dizer sempre quem é um rapaz escravo e quem não; é bastante provável que os rapazes que serviam nos banquetes fossem nalguns casos rapazes livres que aprendiam as regras da celebração atendendo primeiro os convidados.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13ZO2UhZqI/AAAAAAAACCA/zzGJA5c7I-g/s1600-h/Zephyros+%26+Hyakinthos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0 0 15px; float: right; cursor: pointer; width: 268px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13ZO2UhZqI/AAAAAAAACCA/zzGJA5c7I-g/s320/Zephyros+%26+Hyakinthos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430735574801671842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O capítulo Quatro examina as cenas pederásticas que incluem os deuses. Só aqui vemos evidências dum amante forçando um rapaz, como dando a entender que os meros seres humanos estão sujeitos a um código de propriedade e moderação. Zeus e Ganymédes só estão representados em pinturas de figuras vermelhas do século quinto, sugere Lear, como um meio mais aceitável de tratar o tema ũa vez que as cenas explícitas de consumação pelos mortais se tornam raras. Acho que está enganado ao sugerir que a águia do ceptro de Zeus na Figura 4.3 alude ao meio de sequestro de Ganymédes; a águia introduz-se no mito de Ganymédes a partir do século quarto, provavelmente seguindo o modelo da sedução de Hyácinthos por Apóllon em forma de cisne (do qual temos ilustrações sólidas do século quinto). De maneira parecida, creio que a interpretação de Lear de Apóllon como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;erómenos&lt;/span&gt; nas Figuras 4.1 e 4.2 é claramente incorrecta: a primeira representa-o a ponto de combater Idas pelos românticos favores de Márpessa, e a última mostra-o proporcionando epifânica inspiração a ũa musa contemplativa. Que o próprio Apóllon parece um formoso jovem não está em questão, mas o mito representa-o de maneira típica como um activo (embora algo ineficaz) amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S2iyFk78qAI/AAAAAAAACDY/OAiceypRUZI/s1600-h/MFA+08.293+A.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 320px; height: 202px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S2iyFk78qAI/AAAAAAAACDY/OAiceypRUZI/s320/MFA+08.293+A.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433788759306708994" /&gt;&lt;/a&gt;A segunda metade deste capítulo constitui ũa interessante discussão sobre o deus Éros como personagem nos vasos pederásticos. Representado ele mesmo como um formoso jovem, Éros costuma ser indistinguível em idade do jovem que persegue, penetra, coroa ou agasalha com ũa prenda. Como com a representação de Zeus e Ganymédes, Lear sustém que a sua presença é ũa maneira mais codificada de representar o eros pederástico num período em que cessaram as representações mais explícitas. A isto eu acrescentaria a observação de que a sua igualdade em idade com o jovem amado produz ũa entonação de brincadeiras adolescentes que, para os gostos dos finais do século quinto e inícios do quarto, eram menos ofensivas que as antigas cenas de namoro com idades muito diferenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13jS4EI_7I/AAAAAAAACCQ/RMUfQbQn94c/s1600-h/man-boy+kissing+B.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0 0 15px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 210px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13jS4EI_7I/AAAAAAAACCQ/RMUfQbQn94c/s320/man-boy+kissing+B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430746639105589170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O capítulo Cinco ocupa-se com brevidade, mas com muita destreza, das assim chamadas «inscrições de kalós» que se encontram em muitos vasos, muitos deles mesmo sem material pederástico, declarando quer dum rapaz concreto mencionado, quer do «rapaz» genérico, que é «formoso» (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;kalós&lt;/span&gt;). Lear rejeita a teoria de que os próprios vasos fossem pensados como prendas, oferecendo em troca a explicação mais plausível dessas inscrições como celebrações. Assinala que alguns desses vasos têm a palavra menos apreciativa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;katápygon&lt;/span&gt; («sodomita») arranhada em cima por ũa mão posterior, embora não especule se o motivo foi o cinismo ou a indignação moralista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13k7TEjDYI/AAAAAAAACCY/9Z5OqhP_FE4/s1600-h/symposium+scene+with+man+and+boy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0 0; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 299px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S13k7TEjDYI/AAAAAAAACCY/9Z5OqhP_FE4/s320/symposium+scene+with+man+and+boy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430748433061449090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O capítulo Seis trata da questão do desenvolvimento cronológico ainda com maior brevidade. Como muitos já indicaram antes, as conhecidas cenas pederásticas de namoro e consumação desaparecem em grande parte depois da década de 470 AEC, mas passa-se o mesmo com a actividade heterossexual explícita. Lear indica com razão que isto não significa que a pederastia desapareça como motivo de representação, só que muda: mais avançado o século quinto, vemos mais cenas de deuses, banquetes e «jovens conversando». O homoerotismo ou é deslocado para o reino do mito ou torna-se mais implícito e codificado. O autor atribui esta mudança não a algũa variação na condição social da pederastia, mas a «ũa tendência geral ao puritanismo» (p. 175), mas não estou certo de que estas duas tendências possam ser segregadas com tanta nitidez: as sociedades mais puritanas são em geral menos tolerantes com as práticas das minorias sexuais. Lear não examina quais factores contribuem para este crescente puritanismo nos meados do século quinto. Eu argumentei noutra parte que a pederastia foi sobretudo ũa prática de élite em Atenas, e que o aumento do domínio político daquilo a que poderíamos chamar «classe média» na democracia ateniense levou a privilegiar os gostos da classe média, como manifestam a postura anti-élite da comédia, a dicção simplificada da tragédia euripideana, a decadência da pedagogia com fundamento erótico, e a marginalização da sexualidade explícita na arte. Agora, eu matizaria esta visão só com a observação de que conforme crescia o nível de vida geral das classes populares urbanas no cimo do império ateniense, os vasos pintados deixaram de ser um produto de luxo, fazendo-se correntes mesmo em muitos lares não de élite; isto explica a feitura inferior que vemos nos finais do século quinto, quando os vasos pintados chegam a ser produzidos em massa e o mercado de luxo se dirige aos recipientes de prata, os quais foram quase todos fundidos e assim desapareceram do nosso registo arqueológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ũa das características mais valiosas deste livro é o longo apêndice do final, baseado no trabalho de Keith DeVries, que relaciona mais de 700 vasos com conteúdo pederástico, discriminados por período, com descrições da decoração de cada lado. Isto substitui a lista similar (e filtrada ideologicamente) do final do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Greek Homosexuality&lt;/span&gt; de Sir Kenneth Dover. Esta lista terá um valor de referência fundamental para os futuros investigadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S14bQ-Ep2DI/AAAAAAAACCo/R0-VB94rtoY/s1600-h/flute-playing-youth-and-reveler-A.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0 0 15px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S14bQ-Ep2DI/AAAAAAAACCo/R0-VB94rtoY/s320/flute-playing-youth-and-reveler-A.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430808179009771570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho duas queixas a propósito do formato e a organização deste livro, as duas relacionadas com as ilustrações. Embora no livro estejam representados mais de 100 vasos, as ilustrações são tão pequenas que amiúde não se pode ver os pormenores comentados no texto. Para um livro tão caro, esperaríamos fotos maiores, incluídas, quando fossem precisas, imagens de detalhe. A minha segunda queixa é que a datação deveria ser discutida ao longo de todo o texto, em vez de ser confinada a um breve capítulo e ao apêndice de DeVries no final. Todas as ilustrações deviam apresentar ũa data aproximada como parte da sua legenda, de maneira que os leitores pudessem julgar por si mesmos as linhas do desenvolvimento cronológico e talvez advertissem algũas tendências que pudessem ter escapado aos autores dos rótulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1]  J.-P. Vernant, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mortals and Immortals&lt;/span&gt; (Princeton: Princeton University Press, 1991), 50-91.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2]  Veja-se  J. Bremmer, «Adolescents, Symposion, and Pederasty», en O. Murray (ed.), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sympotica&lt;/span&gt; (Oxford: Clarendon Press, 1990), 135-48.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zNYYMMUrI/AAAAAAAACA4/M1KPaYHCXuI/s1600-h/book-GreekLoveReconsidered.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0 0; float: left; cursor: pointer; width: 130px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zNYYMMUrI/AAAAAAAACA4/M1KPaYHCXuI/s200/book-GreekLoveReconsidered.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430441069396120242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livros recomendados do autor da resenha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas K. Hubbard (editor) 2000. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Greek Love Reconsidered&lt;/span&gt;. New York: W. Hamilton Press.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas K. Hubbard (editor) 2003. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homosexuality in Greece and Rome: A Sourcebook of Basic Documents&lt;/span&gt;. Berkeley / Los Angeles: University of California Press.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-6557934358665050282?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/6557934358665050282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=6557934358665050282' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6557934358665050282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6557934358665050282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2010/01/imagens-da-pederastia-na-antiga-grecia.html' title='Imagens da Pederastia na Antiga Grécia'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S1zMMtgKqlI/AAAAAAAACAw/ShjRrefYQ6E/s72-c/book-ImagesAncientGreekPederasty.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-5752201172495003042</id><published>2009-12-18T17:56:00.017Z</published><updated>2010-02-15T17:08:27.852Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lewis Thompson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indicæ'/><title type='text'>Os Rapazes de Lewis Thompson. 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_6dkqSwc3WJk/S3RTKQ8TPGI/AAAAAAAACEE/bG5RhUVeIbM/s1600/LewisThompson1942.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; height: 200px;" src="http://lh5.ggpht.com/_6dkqSwc3WJk/S3RTKQ8TPGI/AAAAAAAACEE/bG5RhUVeIbM/s200/LewisThompson1942.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437065452363483170" /&gt;&lt;/a&gt;Lewis Thompson (1909-1949) foi um poeta e um místico fora do comum, que praticou a escrita não como ũa destreza literária mas como ũa disciplina espiritual. Depois de vagar por vários lugares da Europa, decide deixar o Ocidente e ir-se para a Índia. Aos 23 anos embarca rumo a Sri Lanka (então Ceilão) e lá, na Índia, viverá até à sua morte, acontecida na cidade santa de Benares (Banāras ou Vārāṇasī) aos 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dedicado por completo à realização espiritual, conheceu e frequentou grandes mestres espirituais, tais como Ramana Maharshi, Aurobindo, Krishna Menon ou Anandamayi, bem como eruditos e artistas (por exemplo, Alain Daniélou), estando sempre aberto ao conhecimento e à experiência do Real, com qualquer pessoa e dentro de qualquer tradição espiritual. De facto, nunca renunciou à sua cultura europeia nem à sua educação cristã, mas, seguindo nisso o caminho dos grandes sábios hindus de todos os tempos, soube ampliar a sua base para integrar a sabedoria buddhista e sufi, e sobretudo as tradições especificamente hindus, em especial o Tantra e a Bhakti (a Via do Amor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En plena coerência com a sua predisposição tântrica e a sua identificação bháktica (bem como com a rica tradição sufi florescente em todo o norte da Índia) a sensualidade e o amor ocupam um lugar central na sua experiência espiritual. Em concreto, a sensualidade e o amor com os rapazes. Assim, nũa carta a um amigo chegará a escrever (15 de Novembro de 1943) que se algũa vez chegar a alcançar algũa perfeição espiritual «será devido, sem dúvida, nũa medida muito maior do que eu posso entender, aos rapazes que amei».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3RZM7-ve0I/AAAAAAAACEw/lrl5mCXflj8/s1600-h/Kids+skinny+dipping+in+India.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3RZM7-ve0I/AAAAAAAACEw/lrl5mCXflj8/s320/Kids+skinny+dipping+in+India.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437068728937184066" /&gt;&lt;/a&gt;O erudito e artista Richard Lannoy, que é autor de diversas obras sobre a cultura e a espiritualidade da Índia, é também o responsável pela edição e publicação de todas as obras de Lewis Thompson que chegaram a ver a luz em forma de livro: em 1984, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mirror to the Light: Reflections on Consciousness and Experience&lt;/span&gt; (Londres: Coventure), um denso livro de aforismos e breves reflexões; em 2001, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black Sun&lt;/span&gt; (Prescott, Arizona: Hohm Press), os seus poemas; em 2006 e 2009, dois volumes de selecções dos seus extensos diários, intitulados dũa maneira um tanto incoerente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lewis Thompson: Journals of an Integral Poet, Volume One&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Integral Realist: The Journals of Lewis Thompson, Volume Two&lt;/span&gt; (Burgess, Virginia: Fourth Lloyd Productions).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses quatro livros, no número 1 da revista científica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paidika&lt;/span&gt; (The Journal of Paedophilia), do Verão de 1987, publicou-se um artigo anónimo de 14 páginas que, sob o título «The Journals of Lewis Thompson» incluía ũa interessante selecção de textos dos diários, dedicados às relações do poeta com os rapazes. A publicação, sem dúvida, é devida à amizade de Richard Lannoy com Joseph Geraci, redactor chefe da revista. Dos textos incluídos na selecção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paidika&lt;/span&gt;, poucos são os que voltaram a aparecer nos dois volumes publicados dos diários e mesmo estes poucos, com algũas discrepâncias e suspeitosas «ausências» que não são próprias dum editor sério e rigoroso da obra alheia. Dado que a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paidika&lt;/span&gt; teve no seu dia ũa difusão muito limitada e hoje é impossível de encontrar fora dalgũas poucas bibliotecas especializadas, parece-me importante recuperar os textos desse artigo e oferecê-los aqui traduzidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_6dkqSwc3WJk/S3RWONysiCI/AAAAAAAACEo/wuzGrahC_GI/s1600/Mowgli%2002.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 320px;" src="http://lh5.ggpht.com/_6dkqSwc3WJk/S3RWONysiCI/AAAAAAAACEo/wuzGrahC_GI/s320/Mowgli%2002.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437065452363483170" /&gt;&lt;/a&gt;Por razões práticas, dada a extensão do original, divido a minha tradução de maneira arbitrária em três artigos de blog, ordenados com o correspondente número depois do desta introdução. Quanto à tradução em si, deve considerar-se ũa aproximação, ũa tentativa, em nenhum caso definitiva, pois o meu domínio do inglês é bastante limitado e Lewis Thompson faz uso dũa linguagem especialmente difícil, mesmo para falantes nativos com estudos universitários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-5752201172495003042?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/5752201172495003042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=5752201172495003042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5752201172495003042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5752201172495003042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/12/os-rapazes-de-lewis-thompson-1.html' title='Os Rapazes de Lewis Thompson. 1'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_6dkqSwc3WJk/S3RTKQ8TPGI/AAAAAAAACEE/bG5RhUVeIbM/s72-c/LewisThompson1942.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8727777969273080141</id><published>2009-12-17T19:12:00.019Z</published><updated>2010-02-15T17:11:47.133Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lewis Thompson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indicæ'/><title type='text'>Os Rapazes de Lewis Thompson. 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SBY-RgY9I/AAAAAAAACE4/x0kYaQ7RxRk/s1600-h/Mowgli+01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0;cursor:pointer; cursor:hand; width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SBY-RgY9I/AAAAAAAACE4/x0kYaQ7RxRk/s200/Mowgli+01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437112916176298962" /&gt;&lt;/a&gt;(1919): Quando, aos dez ou onze anos, com um companheiro da mesma idade, junto à sebe dum jardim nũa tranquila rua residencial, estávamos a praticar o que nunca ouvíramos chamar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;felação&lt;/span&gt; e um adulto surgindo de repente da sua casa murmurou a sua reprovação para nós, podíamos entender a sua atitude apenas como algo de exótico. Não parecia em nada relevante para o que estávamos a fazer de maneira tão inocente no nosso próprio mundo. Decerto, a sua reprovação não tinha nada que ver com a excitação da nossa curiosidade, gozo e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pudor&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(1924, 15 anos): O director menciona diante de toda a escola que Turner e eu íamos agarrados com o braço pela cintura. Eu não era consciente em absoluto de que tivéssemos feito isso ou de que eu andasse com Turner em especial. Eu apenas sentia, simples como um perfume, o seu ar distinguido, a clara e solitária delicadeza dos olhos cinzentos de escuras celhas. Longe de me sentir incómodo ou envergonhado pela repreensão, senti-me como se a estivesse a fazer a outrem, ou muito abstraído, num mundo de meras ideias peculiar aos grandes, irrelevante, inquestionável, inexplicável como Euclides.&lt;br /&gt;Quantas vezes as lembranças da nossa meninice mostram que nós éramos totalmente inocentes de qualquer concepção dos medos e os preconceitos e a lógica dos adultos: vivíamos noutro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SEHi7q_4I/AAAAAAAACFA/uTJz34Lx76M/s1600-h/15497474LTq-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 690px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SEHi7q_4I/AAAAAAAACFA/uTJz34Lx76M/s800/15497474LTq-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437115915314069378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sri Lanka, 1933.&lt;br /&gt;Subtil, inconsequente, encantador, com a graça dum fauno e olhos risonhos, um garoto contou-me no mercado que na aldeia próxima, enquanto estava a dormir nũa noite perto da árvore bodhi, viu um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;deva&lt;/span&gt;(1), branco, majestoso, belo. Combinamos ir lá dormir para vermos se aparecia outra vez.&lt;br /&gt;Ao regressar, à terna luz da manhã seguinte, revivendo com um lenço esse cheiro incomparavelmente rico, fresco, doce, subtil, penetrante, profundamente comovedor, eu parecia tão contente que todos os que se cruzavam comigo me sorriam espontaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 de Março de 1940&lt;br /&gt;Neste rapaz rica e ternamente formoso, doce, tímido, indiferente, malicioso, experimental, presumido, acaso não estou a beijar a minha juventude sacrificada por algũa profunda perversidade da vontade ou da desesperação?&lt;br /&gt;E cada forma de frescura, doçura, vigor não me apresenta de novo o mesmo mistério comovedor e insondável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 de Novembro de 1943&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como é na realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SIBl09RdI/AAAAAAAACFI/Cg62mjVq3xY/s1600-h/15452002fhl.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SIBl09RdI/AAAAAAAACFI/Cg62mjVq3xY/s400/15452002fhl.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437120211058509266" /&gt;&lt;/a&gt;Há ũa semana vi passar na rua mesmo diante da casa do Dr. Ranganathan, onde costumo falar afectuosamente com as crianças da escola, um garoto, de aspecto delicado, com ũa ampla testa e cara pura como ũa flor. Se calhar meio percebi um certo reconhecimento no seu olhar, um abrandar da sua marcha, pois quando parei e lhe falei resultou que era parente de K.T.K. e que lhe ouvira falar de mim. Eu só perguntei com distracção onde estava a estudar e esqueci-me dele.&lt;br /&gt;Há uns dias, ao voltar dum passeio pela praia, caminhando rápido, mal cheguei a surpreender de esguelha como me reconhecia sorridente um atractivo e aristocrático rapaz que me pareceu ter visto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tarde, depois de ter visto ũas crianças a brincar — e não havia nada que fazer, ao pôr do sol, mais que ir embora da praia — notei que alguém me adiantava: era o mesmo garoto com o seu delicado sorriso. Sentamo-nos na areia (vinha com ele um companheiro de colégio) e dei mais atenção ao que respondia às minhas perguntas. Raju, brahman vaisnava(2), de Tanjore mas desde há quinze anos em Madrás, dezassete anos, especializando-se em física.&lt;br /&gt;Sou naturalmente agradável e afectuoso com alguém simples, sensível, inteligente e encantador. Caminhei com ele de regresso ao quarto onde estuda.&lt;br /&gt;O meu deleite e espanto são tão conscientes como os dum actor — totalmente sinceros embora não aplicados ao caso actual — não aplicáveis a nenhum caso actual. Tudo o que poderia ter feito há anos levado pelo afecto, o deleite, a excitação, o desejo (mas fui sempre demasiado humilde e inexperto mesmo para pensar nisso com plena consciência), mas que agora elaboradamente analisei, experimentei, esgotei em corpo e em mente, não tem nenhum verdadeiro interesse para mim. Mesmo o olhar dentro desses formosos olhos — ternos, misteriosos, subtis como talvez só possam ser os olhos hindus — é possível apenas como um concentrado ritual no qual contemplas, te moves, te exploras a ti mesmo com erudição. Ainda que talvez o meu próprio olhar seja mais profundo ou muito mais simples do que creio.&lt;br /&gt;Olhando com espanto, deleite e ternura, fui superado por algo totalmente incompreensível num primeiro momento: aqueles olhos maravilhosos derreteram-se, inundados, os delicados lábios, subtilmente perfilados, tremeram, mudaram — as lágrimas fluíram, difusas, desbordando-se. «Quando Krisna estava a ponto de lhe tocar, ela afastou as mãos dele com as suas; quando Krisna olhou para o rosto dela, as lágrimas brotaram dos seus olhos.» (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Govindasa Kaviraja&lt;/span&gt;(3)) E isto aconteceu várias vezes. O seu profundo olhar, além da individualidade, poderia conter as carícias mais infantis e íntimas.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SJusijcZI/AAAAAAAACFQ/Exa5BNL5F0Y/s1600-h/104667CyG.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SJusijcZI/AAAAAAAACFQ/Exa5BNL5F0Y/s400/104667CyG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437122085466108306" /&gt;&lt;/a&gt;Onde nada é necessário ou adequado, tudo é possível. Com certeza, a antiga alma hindu cresceu calada muito tempo por cima de tudo o que provavelmente se pode saber do amor; com certeza, aí não fica nenhum cru eticismo; com certeza, isto é bastante certo para mim também. «Entra em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nirvikalpa-samādhi&lt;/span&gt;(4) ou usa a tua vontade para o superar.» O Jñāni.(5)&lt;br /&gt;Como não se vai estar assustado, quase, perante a simples resposta dũa alma tão pura e subtil? Quê profundo reflexo... Quê ritual tão terrivelmente sofisticado. Todos os efeitos do encanto vital, da interpenetrante atmosfera psíquica, de emoção, prazer, deleite, talvez já não sejam eles mesmos porque subsumiram totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 de Novembro de 1943&lt;br /&gt;Carta a um amigo.&lt;br /&gt;Quero dizer-te algo sobre um tema a propósito do qual até agora tenho sido um completo desastre contigo.&lt;br /&gt;Se chegar a alcançar perfeição espiritual algũa, será devido, sem dúvida, nũa medida muito maior do que eu posso entender, aos rapazes que amei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 de Novembro de 1943&lt;br /&gt;Raju: O significado no pacífico e deslumbrante mar do Amor, feito e ordenado por si mesmo; o obstáculo é a mente, um não-existente, ũa abstracção, ũa das lantejoilas que pretendem conter tudo, por isso convertida por si mesma nũa lantejoila de escuridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 de Fevereiro de 1944&lt;br /&gt;Estes rapazes de dez ou doze anos, nas suas conversas e brincadeiras, irradiam ũa intensa electricidade de emoção, imaginação, fantasia; algo de nascente, sem tempo nem fronteiras. Leve e delicado como a espuma, poderia armar frotas, socavar continentes. O que teria acontecido à história se a cruzada das crianças de 1212 não tivesse fracassado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 de Dezembro de 1944&lt;br /&gt;Com as crianças na Escola de Rajghat. Faria falta o maior dos génios para exprimir perfeitamente sequer uns poucos momentos da beleza, fantasia, paixão que estas raparigas e rapazes proporcionam ao seu jogo. Sinto como se, no delicado desenfreio deste, eu tivesse sido mergulhado num elemento faiscante, um milhar de vezes mais límpido e intenso que a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 de Janeiro de 1945&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SM6FimL4I/AAAAAAAACFY/1xWHyuyKIRY/s1600-h/104670AXo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px;cursor:pointer; cursor:hand; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SM6FimL4I/AAAAAAAACFY/1xWHyuyKIRY/s320/104670AXo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437125579690618754" /&gt;&lt;/a&gt;Está claro que a imaginação é a chave para a energia: o factor psíquico é decisivo. Eu estou cansado e rançoso, em parte por ter vivido toda a vida na minha própria substância, esterilizado por rigorosas normas críticas e exigências a mim mesmo em todos os âmbitos, esgotado pelos violentos ou melancólicos fracassos em cumpri-las! Mas a natureza psíquica é algo de relativo que não pode viver sem influências e intercâmbios.&lt;br /&gt;Esta tarde veio Prabhakar, delicado, radiante, como ũa rica flor, tão encantadoramente esperto e digno, e com tão boas maneiras; o cultivado brahman, embora só com treze anos de idade. Com os seus finos dedos afiados, os olhos brilhando com suavidade como um «nó de abelhas». E Harikrishna, o seu amigo kashmiri, com o cabelo perfumado, muito elegante com as calças brancas de algodão bem justas ao joelho e à perna, franzidas em «pulseiras» no tornozelo. Com o seu perfil delicadamente firme, a sua esbelta graça e ágeis mãos. Isto, junto com os suaves membros dourados, é a sua «nota» essencial para mim. Ũa qualidade impossível de nomear, que também está expressa na combinação de firmeza e moleza das suas mãos, mas que na sua directa expressão é puramente lírica: no seu peculiar carácter brincalhão, doce e abandonado embora duro e radiante.&lt;br /&gt;Não queriam tomar o chá sem mim e a chávena que bebi caiu-me bem. Depois dum dia pesado e interminável (não podia fazer nada seguido, tomar interesse por algo), logo me reanimei. A sua graça e encanto, a sua subtil simplicidade, refresca-me.&lt;br /&gt;Reparo neste pequeno efeito; se bem nada disso é na verdade espontâneo, mas, como descrições, etc., forçado, sustido, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;inventado&lt;/span&gt; pela mente, a vontade, a imaginação... As quais, desesperadamente, na beira mesma do precipício, recusam aceitar que não têm nem podem ter senão um Objecto. Interminável, subtil, freneticamente labiríntica, oca, louca demora...&lt;br /&gt;Na minha atenção às crianças ou a qualquer outro aspecto da natureza (mas sem fazer disto ũa escusa mental para a falta de castidade &lt;span style="font-style:italic;"&gt;integral&lt;/span&gt;, a determinação do homem completo), decerto que estou a procurar continuamente esses momentos subtis, faíscas, reflexos, em que reside ũa qualidade preciosa e pura, ou bem intensa, como a luz; ũa Beleza que nenhũa coisa nem pessoa pode encarnar ou possuir, algo de raro, delicado, fugidio. Mas ao imaginá-la, ao percebê-la, como qualquer artista obténs recursos e paciência sem fim para a sua consecução, continuidade, estabilização. Para mim isto é toda a actividade do Eros, a sua relação com a sexualidade puramente incidental, o seu modo físico.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SPxv92tmI/AAAAAAAACFg/E964JO5t910/s1600-h/104699NpK.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SPxv92tmI/AAAAAAAACFg/E964JO5t910/s400/104699NpK.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437128734995297890" /&gt;&lt;/a&gt;Constróis toda a pessoa, a cena, o acontecimento em torno da possibilidade dũa tal felicidade, em torno dum raro e invisível centro. Daí a desproporção, no mundo exterior (ou melhor, para a gente pragmática) entre tal atenção (cujo propósito não podem ver) e o seu objecto aparente (o qual, se se trata dũa pessoa, o mais provável é que também sejam inconscientes da qualidade que nele cintila fugitivamente). Neste mundo exterior, não me importo do tolo que pareço nessa contínua atenção, busca, ideação. Quando E.M. acha que a minha atenção a Prabhakar o faz consciente de si mesmo («todas as crianças são actores»), trata-se dũa irrelevante consideração psicológica, humanística, social. Quando a criança é de maneira pura e desinteressada um actor entendemo-nos um ao outro; quando já está condenada a ser ou mesmo já é um indivíduo, só há «um corpo de morte», irrelevância. Este «corpo de morte» é a esfera da moralidade por sempre inconcludente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;1. Um deus.&lt;br /&gt;2. Que pratica o culto do deus Viṣṇu ou dalgum dos seus avatares, em especial Rāma e Kṛṣṇa.&lt;br /&gt;3. Um poema épico sobre Kṛṣṇa na sua época juvenil de vaqueiro (Govinda).&lt;br /&gt;4. Estado superior de consciência, alcançado mediante a concentração meditativa.&lt;br /&gt;5. «Homem de conhecimento», sobrenome de Krishna Menon, um dos mestres espirituais de Thompson.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8727777969273080141?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8727777969273080141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8727777969273080141' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8727777969273080141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8727777969273080141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/12/os-rapazes-de-lewis-thompson-2.html' title='Os Rapazes de Lewis Thompson. 2'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SBY-RgY9I/AAAAAAAACE4/x0kYaQ7RxRk/s72-c/Mowgli+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8796173547114220790</id><published>2009-12-16T19:13:00.021Z</published><updated>2010-02-15T17:14:44.573Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lewis Thompson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indicæ'/><title type='text'>Os Rapazes de Lewis Thompson. 3</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SUr0gbeSI/AAAAAAAACFo/HYHcEKHQlq8/s1600-h/104700IIo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SUr0gbeSI/AAAAAAAACFo/HYHcEKHQlq8/s200/104700IIo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437134130692978978" /&gt;&lt;/a&gt;19 de Fevereiro de 1945&lt;br /&gt;Quê puro e purificador o beijo que pelos seus simbólicos movimentos entendi que Harikrishna esperava, pelo menos de maneira inconsciente, enquanto, no seu quarto com outros dois rapazes, descansava com a cabeça no meu joelho e ao qual, com tanta delicadeza e simplicidade, responderam os seus lábios com pequenas pressões vacilantes. Mais tarde, jazia, brincando e não brincando, como se estivesse morto.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A compreensão menos desinteressada do desejo faz-nos voltar à transparência da meninice, na qual tudo é ainda indiferenciado, na qual o desejo e a sua consciência de si mesmo ainda estão por nascer. Se eu não tivesse respondido a esta pura linguagem sem palavras teria havido nele, sem dúvida, ũa escura supressão, apaziguando-se. Mas assim tudo permaneceu límpido, água que se junta com a água, sem turbidez e sem limitações.&lt;br /&gt;Que esta lúcida pureza sem palavras possua a minha vida inteira. E que eu, em especial com este sensível rapaz que confiou em mim essa doce virgindade, mantenha a mais perfeita sensibilidade, a mais irrepreensível, resistente delicadeza, a liberdade completa de qualquer escurecimento do pensamento, ideias preconcebidas, não-iluminada sensualidade, dúvida ou desejo. Quê adorável esta perfeita transparência dos sentidos e a mente, quê livre por completo de todas as demais normas limitadas. Até a ternura mesma se subsome: a criança é o meu próprio eu. Então toco a minha responsabilidade da minha própria existência, além de todo o propósito e todo o cuidado, como se fosse a carícia do meu anjo-da-guarda. Quê próxima e simples essa doçura; inesgotavelmente fresca e doce como orvalho, saudação sem acento da minha meninice a si mesma. É aí (com efeito!) que a meninice, sem a menor superioridade, torna absurdas todas as palavras dos adultos.&lt;br /&gt;Perguntou-me quando ia começar as suas lições especiais. Devo começar tão cedo como seja possível e estender a todos os âmbitos a especial e delicada relação que agora tenho em particular com esses três ou quatro rapazes.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SWkj48oRI/AAAAAAAACFw/h8Nv_SaAaxU/s1600-h/104661msP.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SWkj48oRI/AAAAAAAACFw/h8Nv_SaAaxU/s400/104661msP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437136204996583698" /&gt;&lt;/a&gt;Ah, quê subtil campo do conhecimento e a perfeição espirituais mais delicados.&lt;br /&gt;Em todo o seu jogo com as &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gopis&lt;/span&gt;(6) Sri Krisna continuou a ser ũa Criança.(7) O desejo é perfeito se continua a ser a própria pureza. Esse é um estado subtil demais. Os modos do desejo são os modos da pureza.&lt;br /&gt;A verdade intrínseca do desejo é que, como tal, nunca foi nem pode ser. Esta é a verdade do amor. O desejo é a onda e o amor o mar. Quando o desejo sabe que é amor, o amor sabe que nunca houve desejo. É só pelo ego que o desejo é isolado e se torna num paradoxo. O segredo do Amor é o segredo aberto da Meninice.&lt;br /&gt;Por todos os meios devo estimular esta poesia esquisita, como ũa flor. Tudo o que eu ensinar (!) no Colégio deve ser mediante este amor límpido e sem desejo, não limitado por nenhũa referência fora da sua própria pureza. A sua delicadeza sempre reduz tudo o que é mental a puro ar e luz. Isto poderia ser para mim ũa maravilhosa purificação da mente.&lt;br /&gt;A proximidade das crianças à Poesia expressa-se no facto de este incidente ser isolado, puro, não se referir a nenhum indivíduo (ũa criança não é ainda um indivíduo limitado), não estar prolongado ou falsificado pela memória.&lt;br /&gt;É pela própria Pureza que os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;saṁskāras&lt;/span&gt;(8) do desejo se resolvem por si mesmos de imediato. E a Perversidade é a luta infrutuosa contra a Pureza, ũa luta cujo motivo é a própria Pureza.&lt;br /&gt;Este beijo poderia ser a chave para a ligação irreversível de Cabeça e Coração aqui e agora, nesta quotidiana impregnação actual de cada acção, pensamento e estado de ânimo, enfim da nossa mesma essência, pelo amor e a compreensão mais profundos e delicados. Só aqui a «vontade» e a «seriedade» são cumpridas, a sua irrelevância, a sua impossibilidade, superadas. Tudo pode ter, por fim (mediante a arte mais resoluta, louca na sua total concentração), a única e verdadeira «seriedade» do Jogo Perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 de Fevereiro de 1945&lt;br /&gt;Cegado, iluminado pelo Sol, compreende tudo sem fazer uso da compreensão.&lt;br /&gt;Quando voltava do bazar cerca das 20:00 horas, achei ũas poucas flores sobre a mesinha de fora do meu quarto. O pensamento de que pudesse ter sido P. ou M. ou mesmo Harikrishna quem as trouxe, restaurou toda a calma, a transparente felicidade, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;prasāda&lt;/span&gt;(9), da última noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SYU5abv9I/AAAAAAAACF4/DhpYW7aE23Y/s1600-h/104671qlm.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand ;width: 268px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SYU5abv9I/AAAAAAAACF4/DhpYW7aE23Y/s400/104671qlm.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437138134919528402" /&gt;&lt;/a&gt;2 de Março de 1945&lt;br /&gt;Indescritível impressão, estímulo para a imaginação, quando o jovem soldado americano menciona o seu compatriota que, em Calcutá, procura rapazes negros («carne escura») e a ganja que põe frenéticos os baterias de jazz de New York.&lt;br /&gt;Dou-me conta de que esta estranheza enfeitiçada de si mesma, o não-mental organizado com precisão mais que mental, a frialdade ao rubro, risco petrificado, loucura aprendida de assassinato, incesto, empenho espiritual, tão bem exprimido por Cocteau, é ũa nota importante no Tantra; Tantra ainda a sua perfeita elaboração, o Śiva ébrio de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bhang&lt;/span&gt;, Consciência Absoluta, a sua Origem e a sua Essência. Vejo, se calhar pela primeira vez, quão profunda e clara é esta possibilidade em mim; embora, acho eu, perfeitamente integrada nũa «clássica» simplicidade e cordura! Inocência. Qualquer vestígio de desfrute do «vício» ou do «peculiar» nela, embora tão fácil de sentir e entender para mim, parece impuro, romântico, mesmo sentimental. (Um sinal fundamental de que o jovem em questão é passivo, romântico, é que, segundo o amigo, é um mentiroso sem remédio.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 de Julho de 1945&lt;br /&gt;Esta noite eu estava na residência Sangam da escola, sentado nũa cama enquanto falava com M. e H., que estavam deitados. Um rapaz novo este trimestre, que chegou há apenas uns dias (é um marwari de treze anos) veio sem estar convidado e sentou-se ao meu lado. Enquanto eu estava voltado para H., apoiado nos seus joelhos levantados e passando-lhe de vez em quando as mãos pelas firmes coxas e as delicadas ancas e cintura, este rapaz, que ainda não me dirigira a palavra, começou a fazer-me dedilhamentos lentos e delicados na virilha, apertando cada vez mais perto do entrepernas. Deixei-o continuar, para estar certo de que era deliberado. Quando me mexi um pouco, começou de novo de maneira manifesta por baixo, até que me afastei mais. Olhar velado, furtivo, mãos muito expressivas; expressivas demais. Obsessão? ou quê outros professores teve para que tivesse de começar no momento desse modo? (Nenhum rapaz sem preparação prévia podia, com certeza, ter interpretado mal no momento os meus gestos com H.)&lt;br /&gt;Mas H. levantou-se de repente, e uns minutos mais tarde encontrei-o deitado ao lado de S., um rapaz de olhos brilhantes e aspecto florido, detrás dũa toalha estirada até ao mais baixo possível desde a corda em que colgava, para tapar a vista da porta. Quando cheguei levantaram-se à vez e foram embora para a reunião geral, parando apenas H. na sua estante para passar um pente pelo cabelo.&lt;br /&gt;Quê interessante seria se se pudesse chegar a conhecer por dentro esses amores semiconscientes, como plantas, e se se pudesse encontrar ũa linguagem o bastante delicada para expressá-los. Quê ordinárias e arbitrárias, ao lado da poesia das suas vidas reais, as coisas que têm de aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 de agosto de 1945&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SaqPdOJdI/AAAAAAAACGA/LG-qv9KErJk/s1600-h/Mowgli+04.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 269px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SaqPdOJdI/AAAAAAAACGA/LG-qv9KErJk/s400/Mowgli+04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437140700637308370" /&gt;&lt;/a&gt;À tarde. Pradyuman (a sua alcunha carinhosa é Capitão, «Kaptan») Singh, sete ou oito anos de idade, um rajput do Estado de Dholpur, fez-se um grande amigo meu e mostra-me o mais encantador afecto, cheio de viveza. Muito formoso, os caracóis sedosos da sua longa cabeleira castanho escuro com um brilho de cobre. Muito rápido, caprichoso, inteligente. Nariz afiado; boca larga, móvel, complexamente modelada, tragicamente sensível. Como descrever os nossos jogos, a sua subtil viveza? Quando com as mãos como garras, cara decidida e olhar fixo, pretende ser um monstro e eu finjo medo, horror, terror, a sua imaginação veloz e livre assusta-se do meu «medo». Adora jogar com essa perigosa sensação.&lt;br /&gt;Diálogo feroz. Disputa com o exuberante Birendra, de intensos olhos. Parvo! — Patife! — Merda! — Burro! — Macaco! — Macaco russo! — Macaco japonês! Isto último foi a sério... e quase levou a ũa briga, intercalada com calão hindi igualmente staccato que eu não podia entender. Birendra durante a comida: Estás casado? — Não. — És um ermitão?&lt;br /&gt;As crianças podem absorver o amor mais extravagante. Ao ver esta nova atenção, Birendra contou-me que Pradyuman é seu amigo especial, seu irmão. Pela primeira vez, apoiou a cabeça no meu colo, disse que eu deveria dormir esta noite na residência. Com um gesto rápido, doce e impaciente, estira a sua mano inquieta e sensível sobre o meu braço. Pradyuman também aconchegou a cabeça em cima do meu braço. Outros dois rapazes que entraram ao mesmo tempo responderam à atmosfera forte e delicada assim criada. Nesses momentos, há ũa bela extravagância e vê-se o ávidos de amor que estão estes tenros espíritos em crescimento. Eles fazem possível a ternura mais pura e mais luminosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 de Agosto de 1945&lt;br /&gt;Na outra tarde, Kaptan, mostrando um envelope, disse que ia escrever a seu pai para lhe pedir dinheiro: todos os outros rapazes têm dinheiro mas ele não. Era a véspera de Janmashtami(10), ũa festa de dois dias. Meti-lhe cinco rupias no bolso (estávamos sós) mas ele não ia aceitar. Pensando que talvez pudesse aceitar ũa quantidade menor, esta tarde tentei outra vez com ũa rupia, mas assim que viu o que era atirou-a detrás dele.&lt;br /&gt;Cerca do anoitecer levou-me fora da residência e pediu que o levantasse. Do flamboyant(11) dormido arrancou ũas poucas frondes dobradas — fecham-se à noite — e quando o pus no chão contou-as na minha mão: ũa, duas, três, quatro, cinco rupias. Então quis que o levasse, sentado no meu ombro, por baixo dos ramos e pôs-se a arrancar punhados de frondes: tudo dinheiro. Comemos juntos e quando o sino tocou para a reunião geral levantei-me para ir-me. Tomou-me das mãos e saímos. Assim que estivemos fora da luz da galeria, com voz suave, vacilante, de cumplicidade, pediu-me: «As tuas cinco rupias?»&lt;br /&gt;«Namaste» — «Namaste»(12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SbutqF9CI/AAAAAAAACGI/cRboSv8CGEE/s1600-h/KALOS087.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 690px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SbutqF9CI/AAAAAAAACGI/cRboSv8CGEE/s800/KALOS087.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437141876975465506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;8 de Setembro de 1945&lt;br /&gt;De repente ũa voz fresca e juvenil no piso de abaixo e esse menino encantador e travesso, D., tão elegante com ũa jaqueta semi-militar branca de muitos bolsos, estava remexendo tudo e acendendo fósforos cheio de alegria no meu quarto, tirando as minhas gavetas, guardando para si dinheiro, amêndoas. O seu pai disse-me o outro dia: quer-lhe muito. Rara vez o vejo, e sempre mais ou menos nũa multidão, mas sempre acho deliciosa a inteligência picante e travessa dos seus olhos cor de tabaco. À sombra, de todas as maneiras, são na realidade de cor castanha escura, mas estão cheios dũa intensa luz que, na minha memória, parece subir o seu tom. Muito levemente oblíquos, perfilados com engenho como os dum fauno. Brahman bengali, diz ter treze anos, eu acho que pode ter doze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca o tivera a sós mais duns poucos minutos, pensei que outro rapaz viera com ele e poderia aparecer em qualquer momento (ele subiu as escadas a correr), por isso no momento, embora esquivasse o meu beijo (segundo parece, poucos rapazes hindus gostam de ser beijados, apesar de conhecer duas excepções notáveis), acariciei-o com atrevimento, obtive a sua resposta imediata e ele procurou ao mesmo tempo a minha. Corri a trancar a porta das escadas. No meu divã, com o sorriso mais tranquilo e resplandecente, deixou-me desabotoar aquela complicada jaqueta e tirar-lhe as calças curtas. Eu logo tinha deitado a minha própria roupa nũa cadeira.&lt;br /&gt;O corpo docemente grácil desta idade! Beijei-lhe a cara, os ombros, os mamilos, o umbigo, a tenra virilha e a coxa. Mas mais que tudo à espera dũa boca engenhosa: moreno, escuramente lustroso, tenro, duro e ávido como a cabeça dũa cobra, o pistilo negro do lírio de ouro queimado.&lt;br /&gt;Quando me dei a volta a seu lado, mostrou-se bastante tímido para corresponder; natural (pensei) no início. Portanto levantei-o, dócil mas atento, pus debaixo a almofada para subir aquela escura fenda e, mais por diversão que por qualquer intenção séria (Quanto tempo mais estaríamos sem ser incomodados? e devia ser difícil, talvez impossível), fiz por penetrá-lo. Depois, para a minha satisfação, quis tentá-lo também ele... mas na realidade não podia consegui-lo. Em geral, parecia mover-se num terreno bastante familiar.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SdcpcjkxI/AAAAAAAACGQ/NIXjQTsluJY/s1600-h/15452001alb.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 400px; height: 270px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SdcpcjkxI/AAAAAAAACGQ/NIXjQTsluJY/s400/15452001alb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437143765630554898" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo isto com a mais encantadora e simples leveza, e a inocência mais deliciosamente natural. Nisso descobres a afável sabedoria antiga dos hindus: livre de moralismo mas muito diferente do paganismo. Em todo o caso, não vejo como é que ũa «moralidade» que parece cobrir ao mesmo tempo questões de propriedade, veracidade e prazer físico ou da imaginação (tudo de diferentes modos e níveis) pode ser algo mais que ũa estúpida abstracção: um assunto de tábuas de pedra!&lt;br /&gt;Mas então batem e sacodem a porta à entrada das escadas: o seu companheiro. Pomos a roupa (ele não tem pressa), aliso o lençol, deixo entrar com um sorriso J., da mesma idade; não inocente: com olhos sombrios, ansiosos, hipócritas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Talvez&lt;/span&gt; D. lhe disse em hindi: não sabes o que fez; e J., respondendo em voz baixa, usou a palavra «foder». De qualquer maneira, quando lhe perguntei o que tinha dito sem lhe dar importância, deu a entender (o que me pareceu ũa mentira improvisada) que usara a palavra «actuar». Na realidade, ele não é inocente mas ansioso, atormentado, doble. Ainda que D., como qualquer criança, possa imitar e jogar com ideias ao seu redor, e nunca esteja condenado a tornar-se puramente mundano, a sua inocência, no seu próprio nível &lt;span style="font-style:italic;"&gt;natural&lt;/span&gt;, parece perfeita na actualidade e tem o resplendor mais encantador e brincalhão. Embora, de facto, eu possa ser mais criança que qualquer dos dois...&lt;br /&gt;Mais tarde ocorreu-me que a chegada de J. depois de dez minutos, embora devessem ter vindo na mesma bicicleta ou a diferença teria sido maior (ou bem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ambos&lt;/span&gt; deviam ter vindo num &lt;span style="font-style:italic;"&gt;rickshaw&lt;/span&gt;(13)), mesmo pôde ser planeada entre os dois! e essa é a razão por que D. não parecia ter muita pressa em pôr a roupa; quando entrou J., de facto, ainda estava a colocar as peúgas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sannyās&lt;/span&gt;(14). Por que as pessoas não podem simplesmente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;incluir&lt;/span&gt; o que é doce e inocente? Essa dolorosa, abstracta literalidade! Assim que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;recusas&lt;/span&gt; algo de real estás enganado: isso é limitação, não liberdade. Toda a moralidade e mais de metade do pensamento humano parecem torcidos pelo medo, as evasivas, a duplicidade: a falta de todas as qualidades próprias da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;criança&lt;/span&gt;, a falta de cordialidade. De maneira que poucas pessoas parecem o bastante fortes (ou o bastante inteligentes) para serem inocentes.&lt;br /&gt;São nove e meia.&lt;br /&gt;Noite sem lua, água e céu são um, em perfeita calma. Retrocedo da minha cama solitária. Devo sair e vagar pelos caminhos? por desgraça, sem nenhum objectivo. Ou devo ir ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;āśram&lt;/span&gt;(15) de Anandamayi(16)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SepXqy-vI/AAAAAAAACGY/McOtk0vs2Zc/s1600-h/104675ruZ.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SepXqy-vI/AAAAAAAACGY/McOtk0vs2Zc/s400/104675ruZ.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437145083708373746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;6. Pastoras, vaqueiras.&lt;br /&gt;7. O jogo de Kṛṣṇa com as gopis é o símbolo místico hindu da sexualidade brincalhona e inocente.&lt;br /&gt;8. Pegadas ou resíduos das experiências passadas.&lt;br /&gt;9. Condição mental de generosidade.&lt;br /&gt;10. Festa do nascimento de Kṛṣṇa.&lt;br /&gt;11. A árvore &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Delonix regia&lt;/span&gt;, chamado no inglês da Índia &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gold Mohur&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;gulmohar&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gul mohr&lt;/span&gt; nalgũas línguas índias). O nome da árvore coincide com o dũa antiga moeda de ouro.&lt;br /&gt;12. «Obrigado» em hindi.&lt;br /&gt;13. (Inglês) Carrinho de transporte puxado por um homem.&lt;br /&gt;14. Vida de renunciante.&lt;br /&gt;15. Comunidade e retiro espiritual criado em torno dum mestre.&lt;br /&gt;16. Importante mestra espiritual hindu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8796173547114220790?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8796173547114220790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8796173547114220790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8796173547114220790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8796173547114220790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/12/os-rapazes-de-lewis-thompson-3.html' title='Os Rapazes de Lewis Thompson. 3'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SUr0gbeSI/AAAAAAAACFo/HYHcEKHQlq8/s72-c/104700IIo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-5343765095171382504</id><published>2009-12-15T19:14:00.017Z</published><updated>2010-04-10T14:10:44.900+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lewis Thompson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indicæ'/><title type='text'>Os Rapazes de Lewis Thompson. 4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S8B3UonvRoI/AAAAAAAACNg/suU0dTWmDqE/s1600/I2905445kTVmirror.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0px 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 142px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S8B3UonvRoI/AAAAAAAACNg/suU0dTWmDqE/s200/I2905445kTVmirror.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458493944758224514" /&gt;&lt;/a&gt;14 de Outubro de 1946&lt;br /&gt;Não se deve permitir à mente que decida as coisas de antemão, em teoria. Isso não é assunto dela: a mente é ũa faculdade de percepção e expressão, não um órgão de acção. A verdadeira «vontade» é o ser mesmo, a integridade central, a qual não pode permanecer consciente nem manifesta sem a flexibilidade da superfície.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Voltei a ver esta noite, por exemplo, que não se pode excluir em absoluto ligeiros namoros com alguns dos rapazes: há vezes em que não só é o esperado, desejado, pedido, como ainda, com exactidão e no momento, expressa ũa relação puramente não-mental. Logo a sua perfeita ligeireza e transparência é doce e encantadora para ambas as partes. O que há que fazer é nunca forçar nem ũa negativa nem ũa resposta: ser deveras perceptivo, nem teórico nem perverso. O tacto mais ligeiro possível, nenhũa prossecução &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mental&lt;/span&gt;, ou resulta falseado. Resposta directa ao encanto, expressão directa de deleite neste, ou a ternura que procura. O mercúrio não deve ser convertido em chumbo.&lt;br /&gt;Boa parte da minha fadiga procede, sem dúvida, precisamente da minha tensão mental. Senti-me renovado depois de brincar com Raju e os seus amigos na residência, esquecendo todas as intenções! Mas elevo-me nisso parcialmente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;usando&lt;/span&gt; a minha imaginação, de maneira que não dura. Tem que haver ũa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;reserva&lt;/span&gt; psíquica muito maior para experimentar um encanto espontâneo, ũa fragrância subtil e persistente.&lt;br /&gt;Não é bom questionar o material («constranger a natureza»); mas deve ser &lt;span style="font-style:italic;"&gt;usado&lt;/span&gt; totalmente: em direcção ao verdadeiro discernimento, a verdadeira experiência imaginativa e a subtileza.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deves&lt;/span&gt; aprender hindi. Quê encantadoras poderiam ser as pequenas conversas com esses rapazes. Eu não podia seguir a Raju contando hoje como perdeu seis rupias apostando; sem dúvida, no jogo de conto de fadas ao qual vi jogar no domingo algũas crianças pelos caminhos; com elaboradas formas de cores, verde, amarelo, vermelho, coladas nũa base de papel, e dados dũa polegada quadrada com as mesmas formas nas caras.&lt;br /&gt;Esta tarde vieram Alain e Reymond. Parece que não aturo a sociedade dos adultos. Mas para voltar a desfrutar a das crianças devo perder toda a obstinada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tensibilidade&lt;/span&gt; mental, recuperar a florescência, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;imaginatio&lt;/span&gt;, peso e lógica, pesada como ũa rosa, que eu quero, agora, na poesia: a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fusão&lt;/span&gt; de intelecto criativo e perspicaz imaginação. A continuidade destas crianças é um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;voo&lt;/span&gt;, ou ũa transformação perpétua.&lt;br /&gt;Não confundas isto com o amor consciente mais maduro que nunca existiu para mim, ainda que possa muito bem imaginá-lo.&lt;br /&gt;Há que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;dar passagem&lt;/span&gt; por completo, por exemplo, a Raju, concentrar-se na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;criança&lt;/span&gt; nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SkLT3O8oI/AAAAAAAACGo/hfv7GMsUBcY/s1600-h/7922567fIK.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand; width: 690px; height: 459px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SkLT3O8oI/AAAAAAAACGo/hfv7GMsUBcY/s800/7922567fIK.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437151164360487554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;29 de Novembro de 1946&lt;br /&gt;Raju: doce, dourado, sorridente, no sol. É simplesmente um delicioso e robusto animal sem complicações, ũa vigorosa flor. A reacção a isto é simples e directa, e quanto mais o deixo em paz, no seu próprio nível natural, mais simples será a sua resposta. Todas as regras, a disciplina e os enredos da mente, simplesmente irrelevantes; estúpidos, um escurecimento aqui. Contudo, qualquer tipo de busca ou acolhida seria igual de erróneo: o desprendimento da minha imaginação tem que ser mais livre e com mais recursos que o seu desprendimento animal. Se eu não infrinjo isso (como não o faz a simples sensualidade) ele quer-me, um amigo amável, encantador, com a simples, robusta, infantil lealdade nepalesa. No entanto, este desprendimento, com certeza, é um com o seu encanto, ũa inviolabilidade: é o brilho mesmo do seu corpo, ao mesmo tempo a força que sinto quando luta brincalhão comigo e a sua florida fusão de riqueza e simplicidade. É por isso que a pura sensualidade é necessariamente violenta: deve faiscar através deste abismo sem fundo e fazer dele ũa corrente: então irresistível. A corrente, o intercâmbio, no amor é, como diria D.H. Lawrence, o fluxo mesmo da alteridade, mas dirigido, unilinear: algo elementar que está enredado, disperso, abafado debaixo de cinzas, por todas as tentativas de unidade na mente, ou mentalizações da possibilidade de unidade. O lutar de Raju é um instinto directo e puro, exprime de maneira directa a frescura doce e acre da virgindade. M., com quinze anos, já se rendeu mentalmente à necessidade de prazer.&lt;br /&gt;É por esta pureza, a sua inacessibilidade, que aquilo que inspira amor, mesmo o mais simples encanto, é um símbolo da Infinita Beleza Divina: pura Transcendência.&lt;br /&gt;Até surgirem com ele momentos de simples sensualidade, genuína, sem mediação, toda a relação com Raju deve ser o tremeluzir, o jogo, puro e involuntário, de forças eléctricas intensas (sensualidade, imaginação): sem tender a mão, mas sempre fiéis a si mesmas, incipientes, virginais, funcionando e escangalhando-se quando agem, de repente, sem cálculo, como fogo, puramente fora da sua própria imediação, sem reserva. Reintegração da simples sensualidade, carcomida, dessecada pela mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SsimK-TfI/AAAAAAAACGw/fGH66CEzqNU/s1600/74India2002.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 690px; height: 508px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3SsimK-TfI/AAAAAAAACGw/fGH66CEzqNU/s800/74India2002.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437151164360487554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;27 de Janeiro de 1947&lt;br /&gt;Quanto à pederastia, decerto não tem nada que ver com a moralidade, é simplesmente um assunto de gosto, de sensibilidade. De facto, a sexualidade em geral não pertence em si mesma ao domínio moral: tudo o que concerne à moralidade aqui, como noutras partes, é o egoísmo o a crueldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 de Fevereiro de 1947&lt;br /&gt;Drama de Boccaccio. M. viera, estávamos nus no meu leito no soalho. Eu tinha-lhe posto grinaldas, as flores vermelhas e brancas muito formosas contra a sua pele escura. (Nisso, quando eu ia com gravidade, ele parecia um pouco consternado, e vendo que eu não mostrava, até então, nenhum sinal de excitação.) Ele esperava, primeiro, que eu manifestasse a minha intenção. Eu imaginara tudo subtil e lento, mas não é assim, à sua idade (catorze anos). Por último, fiz que se deitasse, esse grande corpo tão esbelto, mas eu não pensara mais que na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;felação&lt;/span&gt; a dois. E a minha excitação era a tal ponto cerebral que secava um pouco os nervos. Vendo-me duvidoso sem compreender, sentou as suas coxas sobre as minhas, levantando-se para que eu penetrasse por baixo. Tentei-o, depois quis que primeiro me excitasse um pouco mais. Então supôs que não gostava da postura e deitou-se sobre a cara.  Balbúrdia à porta. Pelo menos são dois. Ele levantou-se a toda a pressa, começou a vestir-se rapidamente. Eu disse: «Quem é? Tenho trabalho». Vesti-me um pouco também, procurei pôr um pouco de ordem. M. escapou pela varanda fora. Ũa das vozes disse «Sou Raju»; um rapaz grácil e muito bonito a quem tinha pedido amiúde (e sempre em vão) que viesse visitar-me; irmão de um mais velho aos olhos do qual eu sou suspeito, mas que, durante os últimos três o quatro dias, tem sido mais amável.&lt;br /&gt;Então abri, com um caderno na mão. O outro era também da Residência Sul: quase não o conheço e não o acho agradável. Explicaram-me que nessa noite havia um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sammelan&lt;/span&gt; de poetas ao qual assistiam alguns dos rapazes. Não ficaram mais que uns minutos. Ao ir-se, ele levantou a mão para que não lhe beijasse a face.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3Su6sPhLjI/AAAAAAAACG4/cDu1YPywSlU/s1600-h/104676nad.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3Su6sPhLjI/AAAAAAAACG4/cDu1YPywSlU/s400/104676nad.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437162973474926130" /&gt;&lt;/a&gt;Procurei M., falando-lhe em voz baixa. Não apareceu até depois duns minutos. Começava a pensar se se teria escondido pela cornija da parede de acima... nada provável, de todas as maneiras. Assim que entrou no quarto, lançou-se em direcção à porta, abriu, descobriu Raju a escutar, agarrou-o, torceu-lhe a mão. Com suavidade, fi-lo desistir, dizendo-lhe que quero ao garoto. Expliquei que estávamos a ler (tão-só imaginara, um pouco mais adiante, que de dia poderíamos tentar ler alguns dos Sonetos de Shakespeare que abrira esta noite). M. pediu-me que lhe desse «esse livro». Entrei outra vez, peguei num livro qualquer. Queria que ficasse, ele negou-se. Eu pedira-lhe perdão: «Não sabia que viriam». Insistiu em ir-se rápido e disse de Raju: «Não sabes o que é». É certo que é brigão, talvez malicioso; e tem no olho direito um pequeno traço branco. O seu companheiro também é vesgo do olho esquerdo. Pedi a M. que voltasse à meia-noite. Ao descer a escada disse «Claro!», mas naturalmente duvido muito.&lt;br /&gt;Depois de ter escrito isso, vou buscá-lo discretamente. Apesar de ter convidado o pequeno V. (que viera sobre as seis) para as oito (hoje foi muito «Cupido»).&lt;br /&gt;Encontrei-o a estudar sozinho no seu quarto. Foi muito amável: ia ser-lhe muito difícil vir à meia-noite, mas virá outra noite. Expliquei-lhe que eu ia lento porque acreditei que ele pudesse ficar ũa hora ou duas.&lt;br /&gt;Estive a ensinar-lhe um pouco de inglês. Não quis que subisse quando ia deitar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 de Fevereiro de 1947&lt;br /&gt;Raju, na noite passada e de novo esta manhã. Restabelecida a nossa melhor relação. Disse-lhe outra vez quanto lhe quero. Quando se levantou para ir-se deteve-se um momento, os olhos brilhantes, com o indescritível olhar, doce e simples, que tem em tais momentos, e compreendi que podia beijá-lo com sinceridade e com doçura. —«Quantas rupias tens?» (Tinha-lhe perguntado: «O que posso dar-te, o que posso fazer por ti?»)&lt;br /&gt;Quando eu passava em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;rickshaw&lt;/span&gt;, Piyare na sua varanda com outra criança mais pequena, meio rindo, meio compungido, fiz o gesto de «Coitado! o que vamos fazer?» e ele meio trocista imitou-o.&lt;br /&gt;Hoje S. parecia, dũa maneira muito subtil, mais maduro: ũa nova sugestão, especialmente na linha da sua boca. Diz que ontem se sentia «muito amoroso».&lt;br /&gt;E como se poderia descrever, nalgũa língua que não seja dũa lenda hindu ou sufi, o caminho de volta a Rajghat, todo o tempo por ruelas? O rapaz sikh de Gudhaulia; Hari Prasad e Devi Prasad na loja de pichelaria; mais um ou dois nessa rua; o estranho gujarati (quinze anos) na sua loja um pouco além, com jóias de turquesa colgando-lhe do bordo da orelha (a verdade é que tenho que desenhar e pintar estes tipos perfeitos, quase lendários). No entanto, de facto, a sua extravagância é um pouco deliberada, não é de todo autêntico. Ouvi que alguém se referia a mim como «Prem Sahib»(17). Mas, de facto, com o sādhu(18) tâmil desconhecido de Dasaswamedh e todos aqueles que me falavam, senti um afecto tão livre e rico, e de nenhũa maneira modifiquei a franqueza da minha veneração e deleite, e tampouco nenhum rapaz, mesmo em plena rua, se resistiu aos meus beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3Sw0WcZbRI/AAAAAAAACHA/uf26gAnj64M/s1600-h/GhatBoys3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand;width: 690px; height: 459px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S3Sw0WcZbRI/AAAAAAAACHA/uf26gAnj64M/s800/GhatBoys3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437165063567404306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;28 de Fevereiro de 1947&lt;br /&gt;Febre. Raju ficou depois que os outros se foram (Moti estivera a cantar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;rāgas&lt;/span&gt; nocturnos) e quando se levantou para ir-se, aproximou-se e beijou-me com muita doçura enquanto eu descansava no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;chauki&lt;/span&gt;, e disse-me que devia pôr o mosquiteiro. A qualidade da independência, simples, serena, lúcida e masculina, desta criança é muito formosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;17. Homem de Amor.&lt;br /&gt;18. Homem dedicado em exclusivo à vida espiritual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-5343765095171382504?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/5343765095171382504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=5343765095171382504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5343765095171382504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5343765095171382504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/12/os-rapazes-de-lewis-thompson-4.html' title='Os Rapazes de Lewis Thompson. 4'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/S8B3UonvRoI/AAAAAAAACNg/suU0dTWmDqE/s72-c/I2905445kTVmirror.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8520478780243152121</id><published>2009-11-19T12:51:00.036Z</published><updated>2010-02-15T17:21:58.036Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Pederastia e Homossexualidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWS2oMlphI/AAAAAAAAB7o/SbljM7avgnM/s1600/WillMcBride04.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 10px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWS2oMlphI/AAAAAAAAB7o/SbljM7avgnM/s200/WillMcBride04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405888394928956946" /&gt;&lt;/a&gt;David Thorstad é um veterano activista e historiador da causa da homossexualidade, com ũa ampla experiência prática e com uns profundos conhecimentos teóricos sobre as origens e o desenvolvimento do movimento pelos direitos dos homossexuais. É autor, junto com John Lauritsen do primeiro livro dedicado à história do movimento, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Early Homosexual Rights Movement (1864-1935)&lt;/span&gt;, publicado em 1974 e com edição revista de 1995. Como pederasta reconhecido, foi membro fundador da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;North American Man-Boy Love Association&lt;/span&gt; (NAMBLA) em 1978 e continua a ser desde então um dos seus representantes mais destacados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo contém o texto íntegro da comunicação apresentada por ele na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Semana Cultural Lésbica-Gay&lt;/span&gt;, na Cidade de México, a 26 de Junho de 1998. Apesar dos onze anos decorridos, o texto continua a ter plena validez. En primeiro lugar, porque contém ũa informação muito valiosa sobre as primeiras organizações pederásticas na Alemanha dos finais do século dezanove e sobre as suas relações com o resto do movimento homossexualista. Em segundo lugar, porque as tendências que descreve e denuncia no movimento gay contemporâneo dos Estados Unidos, não só não mudaram ali, como ainda, por efeito do mimetismo palerma que sofrem as sociedades europeias e americanas em geral, vão estendendo-se e contagiando-nos de maneira irremediável.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWV9ZU2WRI/AAAAAAAAB7w/bWKQAEReABI/s1600/NakedSport.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand; width: 650px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWV9ZU2WRI/AAAAAAAAB7w/bWKQAEReABI/NakedSport.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405891809731041554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O tema do amor entre homens e rapazes entremeia-se com o movimento homossexual desde finais do século dezanove, com o aparecimento do primeiro movimento pelos direitos dos homossexuais na Alemanha. Nos Estados Unidos, o movimento, claudicando da sua visão de libertação sexual em favor da integração e assimilação nas estruturas sociais e políticas existentes, procurou cada vez mais marginalizar e ainda demonizar o amor inter-generacional. A pederastia — isto é, o amor entre um homem e um rapaz adolescente — segundo dizem os gays, lésbicas e feministas de classe média, não tem nada que ver com a libertação homossexual. Alguns vão ainda mais longe, sustentando, de maneira absurda, que é um fenómeno heterossexual ou até um «abuso sexual». Quanta mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pederastia é a forma principal que adquiriu a homossexualidade masculina em toda a história da civilização ocidental, e não só no Ocidente! A pederastia é inseparável dos pontos culminantes da cultura ocidental: a antiga Grécia e o Renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Alemanha, nos finais do século dezanove, a pederastia era ũa parte integrante do novo movimento homossexualista. O primeiro periódico homossexualista do mundo — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Der Eigene&lt;/span&gt;, que se começa a publicar em 1896 (um ano antes da formação do primeiro grupo pelos direitos dos homossexuais, o Comité Humanitário e Científico de Magnus Hirschfeld) — foi um periódico anarquista e pederástico «para a cultura masculina», com ũa perspectiva anarquista individualista baseada nas ideias de Max Stirner (autor de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Der Einzige und sein Eigentum&lt;/span&gt;). O seu editor, Adolf Brand, foi ũa destacada figura do movimento homossexualista durante as primeiras décadas, até os nazis chegarem ao poder. O periódico continuou a sair até 1933. Brand morreu durante um bombardeamento aliado de Berlin em 1945.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destacado pederasta e escritor, Benedict Friedlaender, foi também dirigente do Comité de Hirschfeld até 1908, quando se suicidou. De modo não muito diferente a hoje, os dois grupos — os pederastas da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gemeinschaft der Eigenen&lt;/span&gt; (a Comunidade dos Donos de Si Mesmos) e o grupo de Hirschfeld — constituíam duas facções do movimento homossexualista. Embora colaborassem nalgũas coisas (por exemplo, opunham-se à lei de sodomia, parágrafo 175), separavam-nos grandes diferenças científicas e ideológicas. De maneira misteriosa, muitas dessas diferenças persistem nas circunstâncias, bem diferentes, de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Swcu3XmcgSI/AAAAAAAAB8g/R_5VHEKQ9F8/s1600/Guglielmo+Pl%C3%BCschov20bw.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand;width: 650px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Swcu3XmcgSI/AAAAAAAAB8g/R_5VHEKQ9F8/Guglielmo+Pl%C3%BCschov20bw.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406341406444519714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com a extensão do modelo médico de homossexualidade nos finais do século dezanove, produziu-se ũa influência crescente de psiquiatras e médicos no movimento homossexualista. Estes viam os homossexuais como um «terceiro sexo», ou como «tipos sexuais intermédios» (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Zwischenstufen&lt;/span&gt; em alemão), um «espírito feminino apanhado num corpo masculino» (ou vice versa para as lésbicas), ũa visão avançada por Hirschfeld. Os pederastas combateram activamente este ponto de vista. Estes acreditavam nũa bissexualidade inerente aos seres humanos e opinavam que a influência da profissão médica dava ao movimento a aura dum hospital. A maioria sentiam que os rapazes e os homens adultos se atraíam mutuamente e que a pederastia era algo benfazejo para a sociedade, pois ajudava a socializar os jovens e permitia-lhes satisfazer as suas necessidades sexuais, reduzindo deste modo fenómenos sociais indesejáveis como a prostituição ou as prenhezes não desejadas. Uns poucos (Hans Blüher, por exemplo, famoso pelo seu livro sobre o movimento &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt;) criam que a pederastia e as relações masculinas supunham ũa base para ũa nação e um estado mais fortes, ũa visão que, nũa forma pervertida, encontrou a sua expressão distorcida no militarismo das Juventudes Hitlerianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friedlaender, por exemplo, escarneceu o conceito de «um pobre espírito de mulher desfalecendo no corpo de um homem» e atacou o conceito de terceiro sexo como «degradante e esmoleira súplica por compaixão». Insistiu nũa aproximação histórica que tivesse também em conta as provas antropológicas, e escreveu: «Ũa olhadela às culturas de países de antes e de fora da cristandade basta para mostrar a falta total de fundamento da teoria dos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Zwischenstufen&lt;/span&gt;. Sobretudo na Grécia antiga, a maior parte dos chefes militares, artistas e pensadores deveriam ter sido hermafroditas psíquicos.»(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua crítica do conceito do terceiro sexo e no reconhecimento das ambiguidades e a bissexualidade potencial do animal humano, os pederastas tiveram os seus pés mais firmemente assentados no chão que a parte maioritária do movimento homossexualista. O argumento do terceiro sexo foi desacreditado por completo há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais, os grupos assimilacionistas gays e lésbicos dos Estados Unidos, nũa espécie de salto atrás ao século dezanove, […] procuram um tratamento especial para um tipo especial de pessoa que adoptou ũa identidade «gay» — «os gays» — em vez de procurarem a libertação das potencialidades sexuais reprimidas de cada um. Para eles o que interessa é a identidade, não a prática. O argumento básico do movimento gay de hoje reduz-se ao seguinte: Os homossexuais nascem assim e os heterossexuais nascem assim; portanto, a libertação homossexual não supõe nenhũa ameaça para o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; e para a dominação da supremacia heterossexista. Este é o velho argumento de «natureza versus cultura» disfarçado com novas roupas conformistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobreza teórica desta visão pode apreciar-se em que muitas pessoas — incluídas sem dúvida algũas das [que lêem isto] — mudam a sua conduta sexual segundo as circunstâncias ou durante o curso das sus vidas. Se há ũa base genética para a homossexualidade e a heterossexualidade — isto é, se a nossa conduta está determinada pelos nossos genes, mais que por milhares de variáveis sociais e culturais que diferem de ũa pessoa para outra — não o é na forma de categorias distintas e mutuamente exclusivas, mas como potencialidades para variedades de expressão sexual que estão ao alcance de cada um. (Esta linha de pensamento antigueto foi expressada com eloquência pelo desaparecido activista italiano Mario Mieli no seu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Homossexualidade e Libertação&lt;/span&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Swbbx9R0aAI/AAAAAAAAB8Y/WLzMolet1z0/s1600/100NR23.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand;width: 650px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Swbbx9R0aAI/AAAAAAAAB8Y/WLzMolet1z0/100NR23.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406250054014232578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os verdadeiros motivos que estão detrás desta recuperação do argumento «inatista» são políticos, não científicos. Os assimilacionistas gays querem fazer parte da injusta sociedade capitalista existente, não mudar esta sociedade em nenhum elemento fundamental. A sua aproximação é inerentemente egoísta, não altruísta. Pretendem uns arranjos menores no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;, não ũa transformação social radical. Foram integrados como membros pela estrutura de poder da supremacia heterossexista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ũa contradição clara na posição assimilacionista é que se a identidade homossexual é inata, como eles dizem, então por que se opõem à liberdade de expressão sexual dos menores? Os assimilacionistas argumentam que a identidade sexual se fixa ao redor dos seis anos, mas negam aos jovens o direito de gozarem do prazer sexual com a pessoa que queiram. Para eles a palavra chave é «protecção», não «libertação»; pedem ao estado que «proteja» os jovens de exprimirem e explorarem a sua própria conduta sexual. Querem «proteger» os jovens dos «velhos babosos» (por acaso, eu estou a falar como um «velho baboso», algo que tenho por positivo) mas na verdade estão a protegê-los de si mesmos. Eles apoiam a criminalização da sexualidade dos menores, sobretudo se supõe relação sexual com um homem adulto. Eles condenam qualquer adulto que ajude um menor a explorar a sua sexualidade. São como pais, mas piores, porque pretendem oferecer ũa guia para o futuro dos homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro também tem um papel importante em tudo isto, sem dúvida. Está muito claro, por exemplo, nos diversos escândalos desatados nos Estados Unidos por causa das relações sexuais entre sacerdotes e rapazes, nos quais a Igreja Católica pagou milhões de dólares para tentar resolvê-los. Se, como acontece amiúde nesses casos, a) o rapaz voltou regularmente durante um período de vários anos para ter relações sexuais com o sacerdote, e b) a «vítima» esperou vinte ou trinta anos antes de o denunciar, podemos suspeitar se o motivo não terá sido financeiro por cima de tudo. E se existe um sentimento de culpa, este resulta sobretudo da atitude hipócrita e medieval da igreja, e não de maneira automática nem necessária, da relação sexual em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também um número crescente de agências de protecção do menor gay (eu chamo-lhes «sociedades de protecção do caralho do rapaz»), organizações de apoio ao menor, grupos que trabalham com crianças objecto de abusos e escapadas (vítimas da violência familiar) que estão a receber dinheiro do estado. Mas este dinheiro está disponível só se essas agências repetirem como papagaios a linha oficial anti-sexual (ou anti-homossexual) dos financiadores do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu estado de Minnesota, por exemplo, essas agências gays não combatem para suprimir a lei de sodomia. Minnesota está considerado um dos estados mais liberais dos Estados Unidos (e tem tido homossexuais e lésbicas declarados como legisladores desde há mais de ũa década), mas os assimilacionistas gays quase não sabem que o estado ainda tem ũa lei de sodomia quando mais de metade dos outros já eliminaram as suas; e isto, mais de duzentos anos depois de a Revolução Francesa ter abolido a lei francesa. São cães de trela dos partidos da classe dominante, que preferem alternar com o opressor nas suas festas como um modo de protestar contra a opressão. Também recusam pedir a diminuição ou a abolição da idade de consentimento legal (em Minnesota a idade de consentimento para as relações heterossexuais — claro, porque as homossexuais ainda não são legais a nenhũa idade — é 18 anos). O estado tampouco tem ũa lei de «emancipação de menores», algo que se precisa desesperadamente para dar poder aos menores que não podem viver com famílias abusivas; mas as agências de protecção de menores gays mantêm um silêncio de surdos sobre a necessidade da tal lei. Não querem defrontar-se com as políticas anti-sexuais do estado, porque o estado está a pagar os seus salários e eles são estômagos agradecidos. Como disse ũa vez o grande dirigente negro Malcolm X: «Quando te proporcionam uns dólares, adeus aos teus sentimentos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWe3SFhCJI/AAAAAAAAB8I/4_eWsg5CwAk/s1600/JPP-FC25.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 650px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWe3SFhCJI/AAAAAAAAB8I/4_eWsg5CwAk/JPP-FC25.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405901600313116818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O código penal alemão no século dezanove estabelecia a idade de consentimento aos 14 anos. Em 1897 o Comité Científico Humanitário começou a difundir ũa petição para conseguir a abolição da lei de sodomia (ũa campanha que durou vinte e cinco anos, sem sucesso). O Comité pretendia fazer a sua proposta mais agradável às autoridades propondo que, em troca da abolição da lei, fosse elevada a idade de consentimento aos 16 anos! Deste modo começava ũa tendência, que se mantém no movimento gay até aos nossos dias, para desviar o foco de atenção da natureza voluntária dos actos sexuais a fim de conseguir um maior espaço de liberdade para o sexo entre adultos em detrimento directo dos demais, menores e pederastas, cujas relações eles sabem (ou têm o dever de saber) não serem menos voluntárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor John Henry Mackay exprimiu a sua indignação perante os esforços do Comité de Hirschfeld para mercadejar um incremento na idade de consentimento sexual pela abolição do Parágrafo 175. No seu panfleto de 1907 &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gehör! Nur einen Augenblick!&lt;/span&gt; (Ouve! Um momento!) anotou que «Nenhũa lei pode proteger a juventude da sedução. Só o conhecimento pode fazê-lo.» Em vez de nas leis, temos que confiar na «lei do amor», não escrita. Denunciou os «sedutores profissionais da juventude» que quereriam seduzir um rapaz «antes que tenha alcançado a madureza», mas indicou que cada um é diferente e, portanto, a idade não pode ser o critério: «É aí que está o limite, e não na estipulação artificial dũa idade. Ũa pessoa é madura, mas ainda parece ũa criança; outra é ainda ũa criança, embora a consideremos madura em razão da sua idade.»(2) Resumindo os seus combates, em 1912 concluía: «é o nosso labor, o daqueles que amamos os jovens, ganhá-los para nós; não mediante a persuasão e a sedução, mas mediante o amor e a amizade.»(3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1924 Mackay clama amargamente contra as pretensões de Hirschfeld e outros de se conformarem aos preconceitos contra o amor entre homem e rapaz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«Porque já se voltou a mostrar nestes anos que esse amor tem que cuidar-se dos seus piores inimigos entre aqueles que se consideram «líderes» nesta luta e que se assumem os responsáveis, nũa das suas petições degradantes e ridículas aos que detêm o poder, que defenderam publicamente ũa «idade de consentimento» — não para as crianças, mas para rapazes e moços maduros — e em consequência a perseguição e o castigo daqueles que eles, melhor que ninguém, sabem serem tão inocentes como eles mesmos. E mais ũa vez aqueles que amam idades mais velhas tentaram salvar-se a si mesmos à custa dos seus companheiros de destino; ũa traição da causa mais desgraçada em intenção e mais aterradora no resultado do que se pode imaginar.»(4)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo mais recente desta tendência a procurar benefícios para alguns em prejuízo doutros, foi a decisão do estado de Wisconsin em Maio de 1983 de despenalizar as relações homossexuais entre adultos. Incluída na medida foi ũa emenda para aumentar de falta para delito as relações sexuais entre um adulto e um adolescente de 16 ou 17 anos! Este ataque aos direitos sexuais da juventude passou pelos legisladores sem nenhũa queixa do movimento gay e lésbico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWeu0l7f8I/AAAAAAAAB8A/WIskxk5s1D8/s1600/JPP-FC15.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 600px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWeu0l7f8I/AAAAAAAAB8A/WIskxk5s1D8/JPP-FC15.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405901454957051842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos princípios do século vinte os pederastas reagiram à atmosfera abafante e repressiva da Alemanha de antes da primeira Guerra Mundial celebrando a nudez e a beleza do corpo. Glorificação do corpo masculino... a antiga Grécia fez possível representar e discutir um aspecto universal da sexualidade humana ante a ignorância generalizada, a crescente medicalização da homossexualidade e a legislação repressiva. Junto com a glorificação do corpo masculino, no entanto, chegou ũa tendência nalguns pederastas a denegrirem outras formas de expressão sexual — sobretudo entre membros adultos do «terceiro sexo» — e mesmo a misoginia. Friedlaender, por exemplo, chegou a rejeitar o marxismo e a social-democracia baseando-se em que o seu apoio ao direito a voto das mulheres demonstrava que tinham cedido às pressões das mulheres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais pontos de vista foram criticados duramente por outros pederastas. Um deles, Edwin Bab, escreveu no início deste século vários artigos que continuam a ser surpreendentemente contemporâneos nas suas análises. Para ele a meta do movimento pederástico era «ũa reforma fundamental dos nossos princípios morais», e isto não se poderia alcançar isolado do movimento das mulheres, muito menos em oposição a ele. Acusou Friedlaender de ter desenvolvido «os pontos de vista mais reaccionários», e advertiu os pederastas do perigo de deixarem que «o culto do amor aos amigos arraste consigo um desprezo às mulheres semelhante à posição da mulher na antiga Grécia.» O movimento dos pederastas e o movimento das mulheres, sustentava ele, «sem nenhũa dúvida devem trabalhar ombro com ombro». Se os dois movimentos pudessem unir esforços, confiava, «num futuro não muito distante, floresceria ũa cultura verdadeiramente humana».(5) Adolf Brand, Mackay e Elisar von Kupffer opuseram-se às posições misóginas de Friedlaender. Por desgraça, no entanto, à vista das tendências anti-sexuais no interior do movimento das mulheres durante os últimos vinte anos, as ideias de Bab foram excessivamente optimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mackay considerava que os maiores erros do movimento homossexualista alemão eram os seguintes: a) a tentativa de apresentar o seu amor como «mais nobre e melhor», quando se trata dum «amor como qualquer outro, nem melhor nem pior», e igual de capaz de levar a felicidade se é um amor verdadeiro; b) a tentativa de «promover a liberdade do homem para amar, a expensas da mulher»; e c) um erro final, que foi «mais desastroso, em minha opinião, que todos os outros»: «Este amor, perseguido pelos juízes e condenado pelos sacerdotes, correu aos braços dos médicos, como se fosse ũa doença que tivesse que ser curada por eles.»(6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo ao primeiro movimento pederástico, e solapando-se com ele, desenvolveram-se na Alemanha os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt; e os movimentos juvenis. O primeiro grupo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt; foi fundado em 1896, o ano em que apareceu o primeiro número de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Der Eigene&lt;/span&gt;. Ao redor de 1913 havia aproximadamente 800 grupos diferentes de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt;, com mais de 25 000 membros. Os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt; (nome que significa literalmente «ave migratória») foram no princípio só masculinos e organizavam os rapazes em actividades ao ar livre tais como marchas e acampadas. Representavam ũa reacção às limitações da sociedade burguesa. O movimento continuou com altos e baixos até ser absorvido na maior parte pelas Juventudes Hitlerianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era um movimento homossexual e a sua ideologia foi «dirigir e ser dirigido». Os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt; institucionalizaram o sentimento homoerótico, mas não necessariamente o sexo entre os guias e os seguidores. Esta perspectiva supunha ũa ambiguidade inerente: institucionalizava algo assim como a relação de mentor grego por um lado, mas continha um implícito potencial militarista por outro. Hoje em dia, a maioria de nós encontraria esta combinação de homoerotismo e mando menos atractiva que o livre desenvolvimento de todas as formas de ternura e verdadeira democracia.(7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ũa das personalidades mais importantes do movimento &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt; foi Hans Blüher, que se uniu a ele em 1902, com 14 anos de idade. Foi um misógino que acreditava na inferioridade inata da mulher, ainda que também na bissexualidade como condição humana natural. Os homens homossexuais e bissexuais, em sua opinião, eram os melhores mestres para os rapazes, ũa opinião expressada de maneira surpreendente também por Friedlaender: «Só aquele que é um bom pederasta pode ser um perfeito pedagogo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blüher detestava abertamente o círculo de Hirschfeld e disse que a campanha para abolir o Parágrafo 175 «carece por completo de interesse para mim». A homossexualidade, disse, tem que ser aceitada, não tolerada. Todos temos ũa componente homossexual, logo o conhecimento sobre a homossexualidade beneficia a todos. A homossexualidade é mais social que a heterossexualidade, que conduz à formação de pares isolados, enquanto que o homoerotismo dá lugar de modo natural a unidades sociais maiores, tais como as nações-estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais opiniões contêm algũa intuição, mas têm também os seus problemas e não são de muita importância para a actualidade. Onde o movimento &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt; defendia a direcção e guia dos rapazes (ainda preferível à «protecção» dos assimilacionistas gays de hoje) o movimento pederástico actual destaca a libertação e a tomada de poder da juventude. Em vez de pedagogia, democracia. Melhor que ũa relação de amor de mentor grego, o companheirismo de indivíduos independentes e autónomos. Antes que supremacia masculina, ũa visão de libertação política, económica e sexual para todos. A liberdade é indivisível. A libertação das crianças, a das mulheres, a dos pederastas, a dos homossexuais em geral, só poderão ser realizadas como partes complementares dum mesmo sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwXIlOZ7QmI/AAAAAAAAB8Q/MMirW8MyBx4/s1600/JPP-MS23.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 650px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwXIlOZ7QmI/AAAAAAAAB8Q/MMirW8MyBx4/JPP-MS23.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405947469575701090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de repassar uns poucos aspectos ideológicos e históricos do nosso tema, quereria concluir com ũa nota mais pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que os gays de classe média vão tornando-se parte do sistema e viram as costas às ideias que deram lugar e que inspiraram o seu movimento — e até aos camaradas que combateram a ditadura heterossexista antes de eles aparecerem — e à medida que a classe governante aumenta os esforços por controlar, reprimir e incutir medo na população, e à medida que aprova leis criminalizando mais e mais coisas, e levanta prisões a toda a pressa para albergar os milhões que criminalizou (boa parte dos quais estão presos por actividades tão inócuas como a posse de ganja), a vida para os homens e os rapazes que se amam está a fazer-se extremamente perigosa. Ser um pederasta activo nos Estados Unidos de hoje é como ser um judeu na Alemanha nazi. Os Estados Unidos estão a tornar-se — igual já se tornaram — num estado policial. A reacção compensatória pela crescente visibilidade da homossexualidade desde os distúrbios de Stonewall em 1969 consiste em combater os pederastas com maior severidade. Milhares estão na actualidade em prisão nos Estados Unidos por relações puramente consentidas, e o movimento gay não vai mover um dedo ou ũa voz em sinal de protesto. Todos os movimentos de libertação dos anos 60 — negros, mulheres, homossexuais, a esquerda — ou se deslocaram para a direita ou, no caso da esquerda, na prática desapareceram. O movimento das mulheres e o dos gays estão apaixonados pelo estado e não parecem capazes já de diferenciar entre os amigos e os inimigos. De facto, nestes dias, o movimento gay dos Estados Unidos funciona mais como um adjunto da polícia que como um movimento de libertação. Hoje em dia, eu sinto que às vezes preciso de ser libertado dos gays e lésbicas assimilacionistas tanto como do heterossexismo, do capitalismo e da repressão policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil identificar-se com um movimento que tem por metas principais conseguir a aprovação oficial do casamento gay, das famílias gays, e a aceitação no exército imperialista. Os homossexuais nos Estados Unidos parecem empenhados em demonstrar que eles podem ser tão convencionais como os heterossexuais. Nos nossos dias, eu tenho que lutar contra mim mesmo para não ser antigay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Abril deste ano (1998) morreu Edward Brongersma, um distinguido político e escritor neerlandês, pederasta. Era muito conhecido porque ũa vez esteve no cárcere por causa da sua sexualidade, mas depois conseguiu um lugar no Senado neerlandês. Na sua condição de senador propôs ũa lei para baixar a idade de consentimento sexual aos 16 anos e essa lei foi aprovada com amplo apoio, mesmo da igreja. Mas a histeria anti-sexo que se organizou nos Estados Unidos nos finais da década de 70 alcançou também os Países Baixos, bem como outros lugares da Europa. Brongersma foi obrigado a deixar a sua casa temporariamente por causa de manifestações hostis provocadas pela vaga de histeria desatada pelo caso Dutroux na vizinha Bélgica. Brongersma viu arruinado em dezoito meses tudo aquilo por que tinha trabalhado durante a sua vida. Morreu como um homem desfeito. Foi incinerado em privado às 48 horas de morrer e não houve nem obituários nem notícias da sua morte, por temor a reacções públicas hostis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Minnesota, um homem gay importante e bem considerado, que estivera a trabalhar com rapazes durante anos em organizações financiadas pelo estado, foi obrigado a demitir-se há pouco, quando os pais descobriram que tinha um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;amigo&lt;/span&gt; de 18 anos (portanto, nem sequer menor). O movimento gay manteve um silêncio cúmplice nisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu próprio caso, o meu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;amigo&lt;/span&gt; tem agora 18 anos, mas quando tinha 16 eu não podia ir a nenhum serviço gay ou do estado para pedir ajuda na escolarização ou qualquer outro tema, por temor a que os moralistas e os jornalistas da televisão pudessem converter as nossas vidas num inferno. A legislação estabelece que toda a pessoa que trabalhe em assessoria, psiquiatria, psicologia, assistência social, ensino, etc., e possa suspeitar da existência dũa relação sexual ilegal, tem o dever de informar as autoridades. Investigação, assédio, publicidade falsa e histérica, arresto e prisão, são os resultados que cabe esperar. Dez ou vinte anos atrás, o movimento gay teria sido um apoio em tais relações. Hoje, é virtualmente impossível de distinguir da própria ditadura heterossexista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pederastia, como a homossexualidade, existiu, e existe, em todas as sociedades que foram estudadas. O homoerotismo é um traço ubíquo da experiência humana, como confirmam os próprios esforços por reprimi-lo. Os homens e os rapazes sempre se sentiram atraídos uns pelos outros e, tal como a homossexualidade em geral, o seu amor é irrefreável. Mesmo quando está longe de triunfar ou de florescer com a liberdade que merece e de que gozou nalgũas outras culturas (por exemplo, no oásis Siwa do Egipto), não pode nunca ser reprimido. Continuará a encontrar meios de expressão apesar de todos os esforços para o demonizar e suprimir. Como John Henry Mackay escreveu em 1924 nos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Livros do Amor sem Nome&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«Eles matam o nosso amor e no entanto ele vive.&lt;br /&gt;Eles esganam o nosso grito e o eco devolve-no-lo desde o futuro.»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Citado por John Lauritsen &amp; David Thorstad, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Early Homossexual Rights Movement (1864-1935)&lt;/span&gt;, edição revista (Ojai, CA: Times Change Press, 1995), p. 54.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Die Bücher der namenlosen Liebe&lt;/span&gt;, vol. 1 (Berlin: Verlag Rosa Winkel, 1979), pp. 463-64.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Ibid., p. 66.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Mackay, Prefácio à segunda edição dos seus &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bücher&lt;/span&gt;. Citado por Hubert Kennedy, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Anarchist of Love: The Secret Life of John Henry Mackay&lt;/span&gt; (New York: Mackay Society, 1983), p. 10 (A partir da tradução de Kennedy).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Frauenbewegung und Freundesliebe: Versuch einer Lösung des geschlectlichen Problems&lt;/span&gt; (O movimento das mulheres e o amor dos amigos: Para ũa solução do problema sexual) (Berlin-Charlottenburg: Adolf Brand / Der Eigene, 1904), pp. 22-23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bücher&lt;/span&gt;, pp. 62-63.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Para ũa análise mais profunda do movimento &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wandervogel&lt;/span&gt;, veja-se Friedrich Kröhnke, «Wandervogel und Homosexuellenbewegung», in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Der Eigene: Ein Blatt für männliche Kultur&lt;/span&gt;, ed. Joachim S. Hohmann (Frankfurt am Main / Berlin: Foerster Verlag, 1981), pp. 345-73.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Créditos das fotografias:&lt;/span&gt; Will McBride (1), autor desconhecido (2), Wilhelm «Guglielmo» Plüschow (3), Hajo Ortil (4, 5, 6), Joscha (7).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8520478780243152121?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8520478780243152121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8520478780243152121' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8520478780243152121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8520478780243152121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/11/pederastia-e-homossexualidade.html' title='Pederastia e Homossexualidade'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SwWS2oMlphI/AAAAAAAAB7o/SbljM7avgnM/s72-c/WillMcBride04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-2684926720637453929</id><published>2009-11-07T20:18:00.015Z</published><updated>2010-02-14T19:06:45.078Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Abortar aos 16 Anos</title><content type='html'>O Governo de Espanha prepara ũa reforma da lei do aborto que inclui, entre outras coisas, a possibilidade de as raparigas poderem abortar a partir dos 16 anos sem necessidade de contarem com o consentimento dos pais. Esta proposta está a causar um grande debate, mesmo no interior do próprio partido do governo, o PSOE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre o muito que se vem escrevendo e falando sobre o tema, incluo a seguir o artigo «&lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Abortar/puede/sola/elpepisoc/20090313elpepisoc_1/Tes"&gt;Abortar a los 16 se puede, pero ¿sola?&lt;/a&gt;», publicado pela jornalista Cristina Castro no diário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;El País&lt;/span&gt; de 13 de Março de 2009. Parece-me interessante porque descreve dũa maneira muito honesta a absurda situação, cheia de incongruências e contradições, em que se movem os adolescentes entre as leis da nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Permito a mim mesmo fazer algũas correcções de tipo linguístico e de estilo, bem como introduzir algum comentário entre parênteses, que não afectam de modo nenhum o conteúdo do texto original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A decisão de outorgar às raparigas maiores de 16 anos a potestade de abortar sem conhecimento dos pais na futura lei irrita a direita, mas também semeia dúvidas ao pôr em questão o papel dos pais na sua educação e tutela. A maioria dos expertos coincide: sim, elas são maduras para decidirem. Mas, é melhor que o façam sem contar com os pais? A lei pode ser positiva para as raparigas cujos pais ou tutores queiram impor-lhes ũa decisão, mas também pode excluir os que queiram ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adolescentes ouvem mil vezes isso de «só és grande para o que queres». Embora o sistema lhes outorgue grandes responsabilidades nalguns âmbitos, protege-os e controla-os de forma restritiva noutros. Os chamados «menores maduros», dentre 16 e 18 anos, estão inscritos num quadro normativo complexo e, às vezes, contraditório. Por exemplo, a estas idades um rapaz pode casar sem o consentimento paterno, mas não comprar tabaco. Pode trabalhar, mas não abrir ũa conta bancária. Ou pode pôr um implante no peito, mas não um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piercing&lt;/span&gt;. A polémica que suscitou a proposta do comité de expertos que assessora o anteprojecto de Lei do Aborto [e agora o próprio anteprojecto] levanta dúvidas sobre em que medida é que são maduros estes jovens a cavalo entre a puberdade e a idade adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madureza depende do ambiente, da experiência vivida e, com certeza, da própria pessoa. Em Novembro passado, a menina inglesa de 13 anos Hannah Jones foi considerada capaz de se negar a receber um transplante de coração. A rapariga preferiu passar os últimos dias de vida em casa antes que receber outro tratamento sem garantias depois de ter lutado durante oito anos contra a doença. «A noção que temos da vida é diferente segundo a perspectiva do vivido e o porvir. O discernimento depende em boa medida da experiência», explica Lourdes Gaitán, socióloga e coordenadora do grupo de trabalho sobre infância e adolescência do Colégio Oficial de Politólogos e Sociólogos de Madrid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aborto entre adolescentes é ũa realidade. As cifras em mulheres menores de 20 anos (as cifras oficiais não concretizam mais por idades) multiplicaram-se praticamente por três entre 1998 e 2007. A proporção de interrupções voluntárias de gravidez passou de 5.7 por mil a 13.8 neste grupo de idade, o que mais cresceu, até quase 15 000. O total de abortos realizados na Espanha foi de 112 000. Um crescimento alarmante que questiona a educação sexual. «É relevante a falta de informação sobre anticoncepção, ou o uso dessa informação, entre os jovens; o meio em que se desenvolvem tem muito que ver com isto», assinala Gaitán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei de Autonomia do Paciente, de 2002, estabeleceu pela primeira vez a maioria de idade sanitária, situando-a aos 16 anos. Isto implica que a partir desta idade há capacidade para decidir sobre tratamentos sem necessidade de consentimento nem conhecimento paterno, excepto para três supostos: participar em ensaios clínicos, submeter-se a tratamentos de reprodução assistida e abortar. O que conclui o informe do comité de expertos, integrado por profissionais do direito e a medicina, é que este último se elimine das excepções. «A legislação espanhola, nos últimos anos, vem reconhecendo mais direitos aos menores de forma progressiva. Os menores podem decidir sobre as suas intervenções cirúrgicas desde há sete anos e ninguém se escandaliza. A única explicação é que os problemas aduzidos são mais de tipo moral que da capacidade do menor», afirma Patricia Laurenzo, catedrática de Direito Penal e membro do comité de expertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de se tornar público o informe, muitas vozes fizeram especial ênfase nas críticas a este ponto. María Dolores de Cospedal, secretária geral do Partido Popular, qualificou a proposta de «aberrante» porque a essa idade «não podem comprar tabaco». O psicólogo Javier Urra, Defensor do Menor da Comunidade de Madrid entre 1999 e 2001, também mostra reticências: «Estamos ante um tema muito complicado. Nos chamados menores maduros a responsabilidade está matizada. Se compararmos o aborto com a administração da pílula do dia depois ou com a possibilidade de trabalhar, a norma é lógica, mas se o fizermos com a proibição de fumar ou votar, há ũa contradição». Também Enrique Castillejo, pedagogo e presidente do Colégio Oficial de Pedagogos e Psicopedagogos de Valência, mostra a sua preocupação pela capacidade dos rapazes para tomarem decisões relevantes e anteciparem as consequências: «A madureza não se compra no supermercado, e no processo de alcançá-la representam um grande papel os pais. Dar-lhes a possibilidade de abortar sem permissão seria como pôr outro pau na roda da já difícil educação dos adolescentes.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pais, logicamente, podem sentir-se preocupados pelo que pode supor ũa maior independência dos filhos adolescentes e pelas consequências que possa ter nas suas relações com os rapazes e a sua capacidade para os educarem. No plano legal, Laurenzo afirma que «o Código Civil estabelece que os direitos personalíssimos dos jovens ficam à margem da pátria potestade, de maneira que neste sentido não há conflito nenhum». A socióloga Lourdes Gaitán acrescenta que, embora o conflito seja natural e seja preciso aceitá-lo, os pais deveriam limitar-se a «escutar, informar, compreender e acompanhar», e não restringirem, mas reconhecerem os direitos dũas pessoas que «não adquirem automaticamente a madureza ao fazerem os 18 anos, mas antes vão formando-se e o seu processo de dotação mental pode ser muito mais temporão».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei estabelece em 13 anos a idade mínima para manter relações sexuais com adultos (ainda que o Congresso tenha aprovado em Fevereiro que o Governo modifique o Código Penal para subi-la a 14), e em 14 anos a idade mínima para contrair matrimónio com a dispensa dum juiz. Estes são alguns dos critérios que o comité de expertos teve em conta. «Não é lógico que não possam atender às consequências próprias do exercício da sua sexualidade», expõe Laurenzo. As consequências dão-se e, segundo fontes médicas, «dá a impressão de que os certificados paternos são falsificados. Quando ũa rapariga o sofre, vivem-no todas as amigas do grupo e solucionam-no entre elas». Estamos a falar dũa prática que é, hoje por hoje, ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se se fizesse um exame psicológico às menores? A Junta da Andaluzia foi além da Lei de Autonomia do Paciente e endureceu-a com um decreto publicado este mês [Março] para regular a cirurgia estética, segundo o qual, para pôr «ordem e rigor no incremento que experimentam estas intervenções», os menores terão de submeter-se a um exame psicológico «para avaliar o seu nível de madureza e pôr de lado desordens que contra-indiquem a intervenção». O decreto acrescenta, e é aqui que dá mais um passo, que «os pais deverão ser informados e a sua opinião será tida em conta». A Consejería de Salud da Junta justifica a decisão porque «qualquer operação de cirurgia estética entranha grave risco» e porque «ao serem as operações de estética próprias da saúde privada, são os pais que as pagarão, maioritariamente; portanto, devem sabê-lo». A Lei de Autonomia do Paciente estabelece, no entanto, que os pais só serão informados e a sua opinião tida em conta «em caso de intervenção de grave risco, segundo o critério do facultativo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não todos os adolescentes são iguais, nisso há acordo. O polémico é determinar a responsabilidade que pode dar-se-lhes. Gaitán afirma que a relação que a sociedade mantém com os menores é ambígua: «Em teoria regemo-nos pelo interesse superior do menor, mas quem é que o interpreta? Os adultos, e segundo nos convém». Para a socióloga, «marginamos as crianças como nũa reserva índia num acto próximo à nostalgia» sem as termos em conta. «Ũas vezes queremos baixar a idade penal porque cremos que são responsáveis pelos seus actos, e outras, consideramos que não estão capacitados para decidir sobre o seu próprio corpo.» O professor de Ética e Antropologia da Universidade Complutense José María Barrios também opina que «a pauta de maduração é pessoal. Nela intervém a biologia, mas também aspectos psicossomáticos ou culturais». Acha que «os adolescentes estão nũa etapa de busca em que o seu critério principal ante a vida é fundamentalmente sentimental. Têm capacidade para ponderar, mas talvez os seus elementos de juízo não sejam os mais completos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos expertos consideram que contra o aborto a melhor arma é a educação. O psicólogo Javier Urra crê que «não se pode valorar cada rapariga, não há ũa solução ideal, sempre há prós e contras, e a única saída é fomentar ũa educação no respeito, para evitar que se produza, porque, afinal, o aborto não é mais do que um fracasso que acarreia sequelas físicas e emocionais muito importantes». Laurenzo também não acredita na necessidade de fazer um exame às menores, pois que «se estão capacitadas para decidirem sobre operações de gravidade, não há razão para que não o estejam para escolherem sobre algo que terá consequências durante toda a sua vida».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Javier Martínez Salmeán, chefe do serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital Severo Ochoa de Madrid e membro do comité de expertos, permitir que as menores maduras abortem é ũa questão prática: «Não se trata de aborto sim ou não, porque já os há e vai continuar a havê-los. O lógico é regulá-los, é questão de transparência.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave parece estar aí, em que a sociedade compreenda que o do aborto é um problema que é preciso tratar. «A idade das primeiras relações sexuais, como a da primeira ingestão de álcool, está a descer. Há ũa pressão de consumo muito grande. Por isso, acho que a solução está no respeito, no amor, no saber dizer ou aceitar um não. Transmitir-lhes um critério de prevenção, com a responsabilidade do uso do preservativo como exigência.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa, a legislação é variada, mas os países com menor índice de abortos, Alemanha, Bélgica e os Países Baixos, são também os que têm a legislação mais permissiva. Os planos de estudos dos países com menores índices incluem a matéria de educação sexual. O advogado Federico de Montalvo, do gabinete de advogados especialistas em Direito Sanitário Asjusa, indica que noutros países, como o Reino Unido, é o médico quem determina a madureza da rapariga menor; nos Estados Unidos, é o juiz quem tem este critério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei propõe, no entanto, o quadro para realizar as intervenções como a última opção desejável. A catedrática de Direito Penal Patricia Laurenzo indica: «Com a lei pensamos em quem é que tem a última palavra. Evidentemente, o mais desejável é que, chegado o caso, a jovem possa apoiar-se nos seus pais. Eles devem normalizar as relações com os seus filhos quanto ao exercício da sua sexualidade. Se esta fosse normal, não haveria problema.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer caso, a melhor solução passa por ũa boa educação que reduza a proporção de gravidezes (prenhezes) não desejadas e, em caso de se produzirem, que haja a confiança e a compreensão necessárias para se poder tomar a decisão correcta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com 16 anos pode-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ter um trabalho&lt;/span&gt;. A educação obrigatória chega em Espanha até aos 16 anos. A partir de então os rapazes podem trabalhar a jornada completa. [No entanto, há pouco que o ministro da educação avançou a possibilidade de aumentar a escolarização obrigatória até aos 18, com o qual os menores de idade seriam privados também deste direito.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ter relações sexuais com adultos&lt;/span&gt;. O Código Penal estabelece que a partir dos 13 anos os menores podem ter relações sexuais consentidas com adultos (embora esteja previsto que o Governo aumente proximamente a idade mínima aos 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dar o consentimento para qualquer operação cirúrgica&lt;/span&gt;. A Lei de Autonomia do Paciente estabelece a maioria de idade sanitária em 16 anos, de maneira que o menor não precisa de autorização legal para se submeter a tratamentos ou para os recusar. Há três excepções: aborto, reprodução assistida e participação em ensaios clínicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contrair matrimónio&lt;/span&gt;. O Código Civil estabelece que os jovens podem casar-se a partir dos 16 anos, mas também desde os 14 se tiverem a dispensa dum juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conduzir um ciclomotor&lt;/span&gt;. Os rapazes podem conduzir, a partir dos 15 anos, um ciclomotor de menos de 50 cc (mas não levarem um passageiro; em Setembro de 2008 esta possibilidade passou dos 16 aos 18 anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ter responsabilidade penal&lt;/span&gt;. A Lei do Menor estabelece que a partir de 14 anos os menores têm responsabilidade penal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com 16 anos não se pode&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comprar tabaco&lt;/span&gt;. Os menores de 18 anos não estão autorizados, segundo a Lei 28/2005 a comprar tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comprar e consumir álcool&lt;/span&gt;. Os jovens não estão autorizados a comprar ou consumir álcool nem a entrarem em discotecas onde esteja à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pôr um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piercing&lt;/span&gt; ou fazer tatuagens&lt;/span&gt;. Os menores de idade precisam do consentimento informado dos seus pais ou tutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abrir ũa conta bancária ou contratar ũa hipoteca&lt;/span&gt;. Os menores não emancipados precisam de autorização paterna para realizarem estes e quaisquer outros contratos legais, ainda que sim possam estar a trabalhar e a cobrar um salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conduzir um carro&lt;/span&gt;. À diferença doutros países, onde desde os 16 anos é possível conduzir só ou acompanhado dum adulto, em Espanha têm que aguardar à maioria de idade para poderem conduzir um carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Votar&lt;/span&gt;. Até fazer 18 anos em Espanha não é possível eleger os governantes. (Alguns partidos políticos pediram em ocasiões que se baixe o limite aos 16 ou 17 anos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adoptar&lt;/span&gt;. Apesar de se poder estar casado, em Espanha não se pode adoptar até aos 25 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-2684926720637453929?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/2684926720637453929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=2684926720637453929' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/2684926720637453929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/2684926720637453929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/11/abortar-aos-16-anos.html' title='Abortar aos 16 Anos'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4038813184279134570</id><published>2009-10-24T12:30:00.045+01:00</published><updated>2010-02-15T17:32:40.209Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Respiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLrJhYK9SI/AAAAAAAAB5g/RTTaOFq6XRs/s1600-h/Fisga.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 200px; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLrJhYK9SI/AAAAAAAAB5g/RTTaOFq6XRs/s200/Fisga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396133852354376994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Respiro&lt;/span&gt; é um filme italiano do ano de 2002. Bom, na realidade é ũa co-produção ítalo-francesa mas, além da produção, não tem nada de francês. O director, que é também o escritor do guião, é o italiano Emanuele Crialese. Os protagonistas e quase todos os demais actores são italianos. E o lugar onde foi rodado também é italiano: a ilha de Lampedusa, que faz parte da região da Sicília, embora do ponto de vista geográfico esteja mais próxima da costa tunesina e pertença, de facto, à placa continental africana.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLsa4J88hI/AAAAAAAAB5o/nAIW2L-D-AQ/s1600-h/Respiro-France.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 0 15px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLsa4J88hI/AAAAAAAAB5o/nAIW2L-D-AQ/s320/Respiro-France.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396135250038157842" /&gt;&lt;/a&gt;O argumento de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Respiro&lt;/span&gt; está ambientado, com um olhar muito realista, na vila de pescadores de Lampedusa (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lampidusa&lt;/span&gt; em siciliano). Ali, Grazia, ũa mulher casada com Pietro, pescador, e mãe de três filhos, Marinella, Pasquale e Filippo, sofre a incompreensão e a hostilidade da pequena comunidade, por causa dũa suposta doença mental que a leva a comportar-se de maneiras pouco convencionais, quando não em aberto desafio dos rígidos costumes sociais estabelecidos. O filme retrata com aspereza — justa aspereza, com toda a probabilidade — a subordinação feminina aos homens, com cenas não carentes de comicidade, como aquelas em que o Filippo, o filho mais novo da Grazia, ainda um menino impúbere, dá ordens à sua mãe ou se intromete no namoro da sua irmã mais velha com um jovem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;carabiniere&lt;/span&gt;. A falta de sensibilidade geral com os cães da ilha é outro dos aspectos em que a «tola» da Grazia não se conforma e, de facto, será um incidente com ũa sua cadela, protagonizado pelo Pietro, que desencadeará a sua fugida de casa e a sua ocultação, com a ajuda cúmplice do seu filho Pasquale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLuZbExPtI/AAAAAAAAB5w/uyyaaEA-cNg/s1600-h/ruina+good.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand;width: 640px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLuZbExPtI/AAAAAAAAB5w/uyyaaEA-cNg/ruina+good.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396137424075177682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a história da Grazia, os seus problemas de integração e as suas relações com o Pietro, são somente um dos fios do argumento. O outro, que corre paralelo ao longo de todo o filme, é o interpretado pelos rapazes e o seu mundo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Respiro&lt;/span&gt; começa com um primeiro plano do Pasquale, concentrado, em tensão, no momento de disparar a sua fisga para caçar um pássaro. Quase nu, como o resto dos rapazes do seu bando, vestidos tão-só com os breves calções (em todo o filme não há um só &lt;span style="font-style:italic;"&gt;burqa-short&lt;/span&gt;, ou seja, ũas bermudas) e com as camisolas atadas à cabeça qual lenço de pirata ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;kufiyah&lt;/span&gt; árabe, Pasquale abre o filme e abre ao mesmo tempo ũa longa série de cenas em que se nos mostra o mundo dos rapazes e se marca o tom do que será o resto do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLziK_TU5I/AAAAAAAAB54/bHbtEIMwc_4/s1600-h/fisga-moto+big.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 20px;cursor:pointer; cursor:hand; width: 345px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLziK_TU5I/AAAAAAAAB54/bHbtEIMwc_4/s400/fisga-moto+big.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396143071934239634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLz6j3iqTI/AAAAAAAAB6A/jhb7RNf3Gzo/s1600-h/Grazia-cana-Pasqua+big.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 20px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 345px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLz6j3iqTI/AAAAAAAAB6A/jhb7RNf3Gzo/s400/Grazia-cana-Pasqua+big.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396143490929436978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo dos rapazes nesta pequena e remota Lampedusa é semelhante ao que poderíamos descrever em qualquer outra comunidade não-urbana que ainda se mantenha a coberto do processo de aburguesamento da modernidade ocidental. Um mundo adolescente e masculino que tem o seu lugar nos espaços naturais — campos, penedos, mar... — e entre as ruínas ou os depósitos de lixo e entulho, sempre fora dos espaços ocupados pelos adultos na actividade diária normal. Um mundo marcado pela actividade incessante, pela acção, na qual o rapaz explora, conhece, amplia... mas também dá saída à necessidade premente do corpo, mesmo que seja mediante a violência. Um mundo em que o corpo, a nudez, ocupa um lugar central. Em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Respiro&lt;/span&gt; não há nenhũa cena de actividade sexual, nem explícita nem encoberta. Nem sequer há cenas de beijos, abraços ou quaisquer outras manifestações de paixão e desejo. No entanto, há ũa presença permanente do corpo nu. E, excepto nũa ocasião em que esse corpo é o de Grazia tomando banho no mar, ao longo de todo o filme aquilo que se nos mostra é o corpo dos rapazes. Corpo completamente nu em várias cenas em que a nudez é parte da agressão e do contacto físico violento entre os dois grupos rivais de rapazes. Ou corpo quase nu, coberto apenas por um calção curto ou ũas cuecas justas e mais curtas ainda — cuecas pela noite ou para tomar banho no mar, calções nas actividades diárias normais, quer no mundo dos rapazes quer no mundo dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMZHHkB23I/AAAAAAAAB6g/SdJgBoolAuU/s1600-h/nu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 20px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 345px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMZHHkB23I/AAAAAAAAB6g/SdJgBoolAuU/s400/nu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396184388599929714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMZiKCbfyI/AAAAAAAAB6o/2orkxre1vQc/s1600-h/sullacqua-1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 20px;cursor:pointer; cursor:hand; width: 345px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMZiKCbfyI/AAAAAAAAB6o/2orkxre1vQc/s400/sullacqua-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396184853120778018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha opinião, o filme é ũa verdadeira celebração do corpo masculino adolescente, do corpo dos rapazes. À diferença daquele que podemos considerar o enredo principal, centrado em Grazia e os seus conflitos, o outro fio do argumento, o centrado no mundo dos rapazes, não tem desenvolvimento nem desenlace. Tal como o próprio universo adolescente, é intemporal, permanente. Está constituído por acções, por factos, por acontecimentos... mas não por um enredo coerente. E não tem enredo porque a sua finalidade única é mostrar. Mostrar os rapazes, mostrar os seus corpos. Não mostrá-los como objectos passivos, como quem mostra a beleza das escarpas e os areais ao pé do mar, mas mostrá-los na sua essência, na acção, na culminação da energia que os desborda e os consome. Como o fogo que, no final do filme, devora as imensas fogueiras acendidas na noite de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;san Vartulu&lt;/span&gt; (24 de Agosto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMbvrVCZtI/AAAAAAAAB6w/8XgxwXDNWpc/s1600-h/Fal%C3%B2+big.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0 0; cursor:pointer; cursor:hand; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMbvrVCZtI/AAAAAAAAB6w/8XgxwXDNWpc/s320/Fal%C3%B2+big.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396187284418750162" /&gt;&lt;/a&gt;O elemento que serve de ligação a esses dois planos do argumento, dando coerência ao filme, é precisamente o Pasquale, o filho adolescente da Grazia e, sem dúvida, o seu favorito. O Pasquale faz parte do mundo dos rapazes por direito próprio e nele desempenha um papel destacado, em certa medida de cabecilha ou chefe. Mas também representa um papel central no enredo principal, não só pelo facto de ser filho da protagonista, mas porque mantém com ela ũa relação especial. Parece haver um certo fascínio edipiano do rapaz, que tem correspondência da mãe, quando o acaricia, o abraça, brinca com ele, quando lhe manifesta com sincera admiração o bonito que lhe parece, o fortes que são os seus braços... e parece também que é ele o único que a compreende e a aceita tal como ela é. É esta relação especial que faz possível a permanência da Grazia oculta de todos depois de ter fugido, coisa difícil sem a participação cúmplice do filho. Por isso, em minha opinião, o autêntico protagonista do filme é o Pasquale, o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMdpCSJ8II/AAAAAAAAB64/kAYrSLF4fiU/s1600-h/abbraccio+good.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0px 0px 15px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 174px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMdpCSJ8II/AAAAAAAAB64/kAYrSLF4fiU/s320/abbraccio+good.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396189369344848002" /&gt;&lt;/a&gt;Em suma, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Respiro&lt;/span&gt; é mesmo um respiro, um alívio. No panorama cinematográfico actual, marcado pelo abafante puritanismo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;yankee&lt;/span&gt;, é um respiro achar um filme consagrado a celebrar a beleza íntegra dos rapazes na adolescência. Parece-me importante assinalar que o director e guionista do filme, o italiano Emanuele Crialese, fez os seus estudos de cinematografia na universidade de New York, nos Estados Unidos. Por isso a sua obra é duplamente meritória. Ou, se calhar, é que ele mesmo, depois de ter estudado e realizado os seus primeiros projectos na América, precisava também de conceder a si próprio este respiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMgIV0zgyI/AAAAAAAAB7A/5BGFWIh2-Zc/s1600-h/azeite.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 20px;cursor:pointer; cursor:hand; width: 345px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMgIV0zgyI/AAAAAAAAB7A/5BGFWIh2-Zc/s400/azeite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396192106189652770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMgsfcQ0MI/AAAAAAAAB7I/5tplWpgoWRk/s1600-h/spogliatelo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 20px;cursor:pointer; cursor:hand; width: 345px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuMgsfcQ0MI/AAAAAAAAB7I/5tplWpgoWRk/s400/spogliatelo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396192727246360770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1. Respiro, 2002. Escritor e director: Emanuele Crialese. Actores principais: Valeria Golino (Grazia), Vincenzo Amato (Pietro), Francesco Casisa (Pasquale), Veronica d’Agostino (Marinella), Filippo Pucillo (Filippo), etc. Mais informação na &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0286516/"&gt;Internet Movie Database&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;2. De todos os actores que participam no filme, só Valeria Golino era profissional quando se rodou. O resto, na sua maioria, nem sequer eram actores mas autênticos nativos da comunidade de pescadores de Lampedusa, que no filme falam siciliano, italiano, ou ũa mistura variável das duas «línguas», tal como acontece na sua vida real. Esta situação linguística, que tão familiar pode parecer a muitos galegos, é um motivo para ver — ouvir — o filme na versão original, sem dobragens.&lt;br /&gt;3. Mais fotografias do filme, &lt;a href="http://picasaweb.google.com/tiago.vidala/Respiro?feat=directlink"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4038813184279134570?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4038813184279134570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4038813184279134570' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4038813184279134570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4038813184279134570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/10/respiro.html' title='Respiro'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SuLrJhYK9SI/AAAAAAAAB5g/RTTaOFq6XRs/s72-c/Fisga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-6511520915649306709</id><published>2009-10-21T13:02:00.005+01:00</published><updated>2010-02-14T18:30:45.926Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Boy. A Short Film</title><content type='html'>O seguinte vídeo é um filme curto, ũa curta-metragem, escrita, produzida e dirigida por Drew L. Wilson. A edição e a música são de Nathan Barnes. O protagonista e único actor é o rapaz Jancy Jet Wilson. Foi publicado em YouTube em Agosto de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução da cópia publicada é muito pobre. Por isso, se gostardes do filme, recomendo-vos dirigir-vos ao autor no seu canal de YouTube (&lt;a href="http://www.youtube.com/user/wolfsyndicate"&gt;wolfsyndicate&lt;/a&gt;) para lhe pedir que ponha ũa versão com boa qualidade de imagem.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PWQsxK86Gqg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PWQsxK86Gqg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-6511520915649306709?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/6511520915649306709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=6511520915649306709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6511520915649306709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6511520915649306709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/10/boy-short-film.html' title='Boy. A Short Film'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1459449787247970839</id><published>2009-10-21T11:47:00.011+01:00</published><updated>2010-02-14T18:31:21.369Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lewis Thompson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>A Criança</title><content type='html'>Ninguém, nem sequer ũa criança muito pequena, é inocente no sentido de que não tenha desejos; a inocência é ũa qualidade espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o adulto a Inocência é algo de abstracto. Pensa que ela supõe a ausência do que pudesse prejudicá-la. O único que supõe é a ausência dos seus preconceitos. Por isso é inconcebível para ele.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É Horus, e não Osiris, quem herda da Mãe, quem partilha os seus segredos. O universo, mágico e sempre novo, renasce continuamente na Criança.&lt;br /&gt;Tão-só o adulto foi desterrado do Éden. A Criança come da Árvore da Vida: para ela as leis do universo são mágicas.&lt;br /&gt;Esta Meninice e esta Magia restabelece-as o Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter a decisão, a intensidade, a virgindade da experiência e a sensibilidade da meninice exige o maior atletismo de todos, o atletismo do Poeta que domina todos os valores adultos (humanísticos) no referente aos seus recursos mais sérios e desenvolvidos com o fim de exprimir e restabelecer continuamente o indivisível Homem mítico — a sua intensa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;contradança&lt;/span&gt; com os deuses e titãs na épica divertida e ressonante do próprio Poeta Supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subtileza e inventiva necessárias para sustentar e completar a delicadeza e complexidade da meninice são exasperadas — atiradas em desertos de perversidade, em abismos de Tédio — que para ser adulto só é preciso ser tão torpe e estúpido, tão cobardemente falso consigo e satisfeito de si mesmo.&lt;br /&gt;Até que mediante ũa prolongada alquimia — mercúrio solidificado na pedra que descobre ouro em tudo — este lirismo e generosidade reprimidos alcançam a sua culminação no Amor.&lt;br /&gt;O de Cristo é o amor triunfante da Criança absorvendo todo o universo do adulto. Este amor recupera a paixão e o deleite, puros e exaltantes, da Meninice. Completa o círculo em milagre, recobra o Éden, «a verdade da imaginação», todos os nomes efectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança, que simplesmente desconhece ainda a Natureza e a sua separação dela, é ũa imagem, mas apenas ũa imagem, da felicidade auto-suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque são não-morais é que as crianças se tornam facilmente em símbolos — mas apenas símbolos — do espiritual. E isto também revela que todas as &lt;span style="font-style:italic;"&gt;formas&lt;/span&gt; do Divino são em si mesmas perigosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança e o poeta sabem que a Realidade é o que não precisa de ser realista.&lt;br /&gt;Os sonhos da criança desperta exprimem a sua inocência do realismo adulto bem como do romantismo adulto. A Criança feita consciente de si mesma e dos seus recursos, e empregando totalmente a vontade mental e o intelecto do adulto é o Mago, o Yogi, o Poeta; pois só &lt;span style="font-style:italic;"&gt;há&lt;/span&gt; Poesia e só devido à incapacidade para este facto é o universo «real» como Necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Adulto, verdadeiro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Homem&lt;/span&gt;, faz da Tragédia o seu instrumento atlético, escreve com as letras do Fado um poema além da compreensão do Fado; cumpre toda a lei, toda a necessidade, tornando-a convencional. Faz nascer o Amor e o Luxo, a irmandade do homem prevista pelo Cristo — o Jogo de Deus sobre a terra. E o mais doce de todos os amores é sempre a Criança: neste floresce ũa inesgotável fragrância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referência&lt;/span&gt;. Este texto é o capítulo quarto (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The child&lt;/span&gt;) do livro de Lewis Thompson &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mirror to the Light: Reflections on Consciousness and Experience&lt;/span&gt;, editado por Richard Lannoy anos depois da morte do autor (1984, Londres: Coventure Ltd.). Trata-se dum livro de aforismos e breves reflexões de muita densidade e, portanto, difícil de traduzir. A minha versão deve considerar-se ũa tentativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-1459449787247970839?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/1459449787247970839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=1459449787247970839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1459449787247970839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1459449787247970839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/10/crianca.html' title='A Criança'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-892276214751400772</id><published>2009-09-22T12:37:00.006+01:00</published><updated>2010-02-14T18:31:41.653Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>Operação Pandemia: A Quem Servem os Governos e os Meios</title><content type='html'>Em seguida incluo um interessante vídeo, feito em Julho de 2009 pelo argentino Julián Alterini, sobre a gripe A. Se perguntas a ti mesmo o que é que faz aqui um vídeo como este, a resposta vem dada já pelo meu título. Acho que a Operação Pandemia ilustra à perfeição o papel que  desempenham a classe política e os profissionais da informação mesmo em assuntos que — como este da gripe A — afectam a saúde de toda a população mundial. É importante sabê-lo, porque assim podemos entender o que podem chegar a fazer em temas que afectem sectores minoritários da sociedade ou outros que, como os menores de idade, carecem dos conhecimentos e os recursos para identificar e contrarrestar as suas campanhas de doutrinação.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="690" height="413"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gKwk8Kq8QXA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gKwk8Kq8QXA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="690" height="413"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota do autor&lt;/span&gt;: A referência à «Campanha de vacinação massiça contra a gripe porcina do ano de 2009» é um erro. Em realidade faz-se referência à campanha de vacinação massiça contra a gripe porcina do ano de 1976, que teve como resultado múltiplas mortes e paralisias, sendo, mais ũa vez, Donald Rumsfeld o secretário de defesa do na altura presidente dos Estados Unidos, Gerald Ford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota minha&lt;/span&gt;: No documentário usa-se a palavra «vacina» de maneira imprecisa, referida aos medicamentos usados contra a gripe, como o antiviral Tamiflu. Tais medicamentos não são vacinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-892276214751400772?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/892276214751400772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=892276214751400772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/892276214751400772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/892276214751400772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/09/operacao-pandemia-quem-servem-os.html' title='Operação Pandemia: A Quem Servem os Governos e os Meios'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-5837867385578987715</id><published>2009-08-19T17:49:00.024+01:00</published><updated>2010-02-15T17:36:53.920Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eugénio de Andrade'/><title type='text'>Da Poesia Japonesa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Sow79pcqE6I/AAAAAAAABz4/ae6LXhKF-T4/s1600-h/Naoki-f2134.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 0 15px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 138px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Sow79pcqE6I/AAAAAAAABz4/ae6LXhKF-T4/s200/Naoki-f2134.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371734385830269858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;«Da Poesia Japonesa» é um poema de Eugénio de Andrade, incluído no seu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vertentes do Olhar&lt;/span&gt; (1987).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotografias que ilustram o poema são dum fotógrafo japonês conhecido apenas pelo nome (ou apelido) Naoki.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxFEdaVqaI/AAAAAAAAB0A/TAsP0QVKXDI/s1600-h/Naoki-f2126.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:10px 5px 20px 0;cursor:pointer; cursor:hand; height: 343px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxFEdaVqaI/AAAAAAAAB0A/TAsP0QVKXDI/s800/Naoki-f2126.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371744398463052194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxFilPUCiI/AAAAAAAAB0I/3rooL8rA2wk/s1600-h/Naoki-f2095.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:10px 0px 20px 1px;cursor:pointer; cursor:hand; height: 343px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxFilPUCiI/AAAAAAAAB0I/3rooL8rA2wk/s800/Naoki-f2095.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371744915960367650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxF0olE17I/AAAAAAAAB0Q/abjaZMElvPo/s1600-h/Naoki-f2097.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:10px 0 20px 5px;cursor:pointer; cursor:hand; height: 343px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxF0olE17I/AAAAAAAAB0Q/abjaZMElvPo/s800/Naoki-f2097.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371745226094598066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esses caminhos que nos poetas japoneses conduzem ao crepúsculo, em mim levam sempre às dunas. Naturalmente, também nas dunas se pode surpreender o primeiro crepúsculo, mas quando eu chego a manhã é já um rapaz atirando pedras aos corvos marinhos, a não ser que sejam as nuvens o seu alvo — andam tão baixas, hoje. Demoro-me às vezes a olhá-lo, mas ele não me vê, está de costas e não tardará a correr para as ondas. Quando regressa é impossível separá-lo da luz, água e sol disputam-lhe o corpo em cintilações muito rápidas. É então que tropeça nos meus olhos e sorri. Para este sorriso inesperado também o oriente vem em meu auxílio com duas ou três sílabas à beira do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Janeiro, 1985&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxKoPExfvI/AAAAAAAAB0Y/maE-MSfA_B8/s1600-h/Naoki-f2124.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 500px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoxKoPExfvI/AAAAAAAAB0Y/maE-MSfA_B8/s800/Naoki-f2124.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371750510647934706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-5837867385578987715?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/5837867385578987715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=5837867385578987715' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5837867385578987715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5837867385578987715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/08/da-poesia-japonesa.html' title='Da Poesia Japonesa'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Sow79pcqE6I/AAAAAAAABz4/ae6LXhKF-T4/s72-c/Naoki-f2134.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-5071192934751204675</id><published>2009-08-14T20:11:00.012+01:00</published><updated>2010-02-15T17:40:52.568Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Sabem os Juízes o que é o Consentimento Sexual?</title><content type='html'>No passado dia 9 de Agosto alguns meios espanhóis difundiam ũa notícia da Agência Efe que incluo a seguir pelo seu evidente interesse. (A minha redacção, corrigida, está baseada na versão on-line disponível &lt;a href="http://www.lavozdegalicia.es/espana/2009/08/09/00031249809654477834907.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem foi absolvido pela Sala do Penal do Supremo Tribunal do delito de abusos sexuais pelo qual a Audiência Provincial de Logroño o condenara em 2005 a 12 anos de prisão, ao estimar que a relação sexual que manteve com ũa rapariga de 15 anos foi consentida e não constitui delito nenhum. O arguido cumpriu quase quatro anos em prisão preventiva, situação em que se encontrava desde 30 de Setembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoXwWeE2ycI/AAAAAAAABzg/qxVZ6ufXybk/s1600-h/LJ9-001.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0px 0px; float: left; cursor: pointer; width: 209px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoXwWeE2ycI/AAAAAAAABzg/qxVZ6ufXybk/s320/LJ9-001.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369962399530404290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A sentença, de que foi relator o magistrado Adolfo Prego, recorda que a idade mínima em que um menor pode manter relações sexuais consentidas, segundo o Código Penal, são os 13 anos e que para haver delito de abusos com prevalência — ausência de verdadeiro consentimento — é preciso que a vítima tenha menos dessa idade, padeça algum transtorno mental ou falta de desenvolvimento psicofísico, ou que o responsável actue nũa situação de superioridade manifesta que coarcte a liberdade da vítima. Como estas condições não se dão neste caso, o Supremo Tribunal admite o recurso apresentado pelo acusado, Igor S., natural da Moldávia, contra a sentença da Audiência Provincial de Logroño.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os factos remontam ao ano 2005, quando o arguido, que estava em situação irregular em Espanha e pendente de expulsão, foi contratado por um casal de La Rioja que lhe ofereceu trabalho em troca do mantimento e o alojamento na mesma casa, na qual também vivia a filha do casal, de 15 anos. Depois de ser denunciado por violação, um tribunal de Logroño condenou-o por abusos sexuais, aduzindo que o arguido se aproveitara da convivência sob o mesmo tecto da menor, da desproporção de idades e da sua maior experiência vital, para manter com ela relações sexuais até em cinco ocasiões durante esse verão, produzindo-se em todas a penetração vaginal. A sentença foi ratificada pela Audiência Provincial, que o condenou, como autor dum delito continuado de abuso sexual, a doze anos e seis meses de prisão e a indemnizar a vítima com 25 000 euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoXxNhX3BTI/AAAAAAAABzo/oVgFqHL_XBQ/s1600-h/TAYLOR.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0px 0px 15px; float: right; cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoXxNhX3BTI/AAAAAAAABzo/oVgFqHL_XBQ/s320/TAYLOR.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369963345308222770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A sentença do Supremo Tribunal, no entanto, estima que «nem a idade era tão relevante, tendo a jovem quinze anos e o acusado 28, nem a convivência no domicílio familiar dela colocava o acusado em posição de superioridade, sendo um empregado ou dependente da família, nem tampouco a sua maior experiência vital origina a inferioridade da jovem». Assim mesmo, considera que «são irrelevantes» os estudos da menor, que só tinha cursado até ao primeiro ano da Educação Secundária Obrigatória, aos quais alude a resolução judicial de instância. «Com efeito, ũa profunda incultura pode situar a vítima em posição de inferioridade manifesta se a sua ignorância chegar ao desconhecimento do significado e alcance das relações sexuais. Mas não por ter estudado só até ao primeiro ano da ESO está em condições limitadas para decidir as suas relações sexuais como ache oportuno, de modo absolutamente livre», conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No critério do Supremo Tribunal, os factos ajuizados não reúnem as exigências do delito de abusos sexuais com prevalência, pois que teria sido necessário que a vítima visse limitada a sua liberdade e reduzidas as suas possibilidades reais de decisão pela situação de superioridade do agressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoXxvPjdyqI/AAAAAAAABzw/g9wDZ8H9yWE/s1600-h/WIRED796.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0px 0px; float: left; cursor: pointer; width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoXxvPjdyqI/AAAAAAAABzw/g9wDZ8H9yWE/s320/WIRED796.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369963924640615074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Deixando a um lado os três anos e dez meses que o senhor Igor S. passou nas prisões espanholas sem ter cometido nenhum delito, parece-me que este caso merece ũa reflexão sobre o que é o conceito de «consentimento sexual» e a maneira como se aplica. Este homem foi condenado por um tribunal ordinário e depois a sentença foi ratificada pela Audiência Provincial. Quer dizer, o seu caso foi visto por juízes de dois tribunais de instâncias diferentes e neles teve-se em conta também a acusação elaborada pelos funcionários do Ministério Público. Não sei quantos juízes e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fiscales&lt;/span&gt; (equivalentes ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;procurador da República&lt;/span&gt; e os seus &lt;span style="font-style:italic;"&gt;delegados&lt;/span&gt;) estarão envolvidos no assunto, mas como mínimo tiveram que ser três: um juiz por cada tribunal e um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fiscal&lt;/span&gt;. Para estes magistrados, profissionais da administração da justiça, o que tinham entre mãos era um caso de abusos sexuais continuados. Esta coincidência num critério tão enganado, só pode significar duas coisas. Ou bem os juízes e os magistrados do Ministério Público, quando realizam o seu trabalho de administrarem justiça, se deixam guiar pelos seus próprios critérios morais, antepondo-os ao que marcam as leis. Ou bem o conceito de «consentimento sexual» é ũa enteléquia tão difícil de manejar na prática, que nem sequer os próprios profissionais da administração da justiça conseguem interpretá-lo e aplicá-lo de maneira correcta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-5071192934751204675?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/5071192934751204675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=5071192934751204675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5071192934751204675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5071192934751204675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/08/sabem-os-juizes-o-que-e-o-consentimento.html' title='Sabem os Juízes o que é o Consentimento Sexual?'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoXwWeE2ycI/AAAAAAAABzg/qxVZ6ufXybk/s72-c/LJ9-001.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4922660996443734006</id><published>2009-08-12T11:48:00.011+01:00</published><updated>2010-02-14T18:38:36.314Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eugénio de Andrade'/><title type='text'>Melancolia</title><content type='html'>«Melancolia» é um poema de Eugénio de Andrade, incluído no seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vertentes do Olhar&lt;/span&gt; (1987).&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoReXkNuCYI/AAAAAAAABzY/yBGUjaHnjvs/s1600-h/JPP0178.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoReXkNuCYI/AAAAAAAABzY/yBGUjaHnjvs/s800/JPP0178.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369520414683695490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era um verão vagaroso, só lá para o fim algumas folhas caíram nos canteiros. Eram escarlates sobre o muro.&lt;br /&gt;Não vou falar dos íbis brancos, que não são destes lugares. Quando os vi pela primeira vez, a caminho de Meknés, compreendi por que eram sagrados. Agora lembro-me deles por analogia: ao longe um pequeno bando de garotos nus corre para o mar. Mas há quem não corra por nunca ter sido jovem, há quem tenha vergonha de ter um corpo e se não dispa à sombra dos tamarindos, como outros se envergonham da mais leve hemorragia da alma.&lt;br /&gt;Era um jardim deserto, desses de areia. Havia aquelas folhas. Escarlates, como já disse. Talvez de vinha-virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;30.4.85&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.9.2%3A25489" flashvars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3602%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off&amp;amp;isEmbedCode=1" bgcolor="#63E4F9" scale="noscale" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="342" width="456"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4922660996443734006?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4922660996443734006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4922660996443734006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4922660996443734006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4922660996443734006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/08/melancolia.html' title='Melancolia'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SoReXkNuCYI/AAAAAAAABzY/yBGUjaHnjvs/s72-c/JPP0178.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-7107555847293712065</id><published>2009-07-26T23:05:00.017+01:00</published><updated>2010-02-14T18:39:11.148Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>O Obscuro Apelo das Águas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;«Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.&lt;br /&gt;Estou nu, e mergulhado na água da minha imaginação.»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirvam estes dois versos do Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) para introduzir este artigo, dedicado à água e aos seus poemas. Ora bem, não se trata de poemas escritos, mas daquilo a que poderíamos chamar vídeo-poemas. Ofereço-vos aqui três exemplos, que têm em comum os rapazes e as águas, os rapazes evoluindo mergulhados no interior das águas. Pelo demais, são três vídeos, três poemas, muito diferentes. Diferentes pela competência dos seus autores, e portanto pela complexidade e o grau de elaboração; diferentes pela sua duração (desde menos de um minuto a algo mais de sete); e diferentes, sobretudo, pela sua finalidade, pelas suas intenções expressivas. Exponho-vo-los por ordem, do mais simples ao mais complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.7.1%3A24936" FlashVars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3570%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off&amp;amp;isEmbedCode=1" width="456" height="344" bgColor="#63E4F9" scale="noscale" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Swimming in the Pool&lt;/span&gt;. Este primeiro vídeo-poema é muito simples. Não precisou de nenhum trabalho de edição nem elaboração. Está gravado de ũa só vez e não tem outra banda sonora que o som natural produzido pelas águas em movimento. O seu autor é Teddy, um rapaz dos Estados Unidos, que devia ter 13 anos quando o gravou, em Setembro de 2007. O rapaz que aparece no vídeo é ele mesmo. O vídeo procede do seu canal (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;94teddy94&lt;/span&gt;) em YouTube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.7.1%3A24936" flashvars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3566%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp; video_smoothing=on&amp;amp; autoplay=off&amp;amp; isEmbedCode=1" bgcolor="#63E4F9" scale="noscale" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="344" width="456"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pool Party&lt;/span&gt;. Este é também um vídeo-poema adolescente, não profissional, mas conta já com uns «actores» que interpretam defronte dum realizador, com um trabalho de edição das diferentes tomadas e com ũa banda sonora musical. O autor é Charles, «Fat Cow Productions», um rapaz das Ilhas Virgens (USA). Devia ter uns 17 anos no momento da produção, em Setembro de 2007. Os rapazes que actuam são o irmão dele, Shaiman, e dois amigos, Oshe e Tristan. O vídeo procede do seu canal (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;boxcar288&lt;/span&gt;) em YouTube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="288" width="480"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3987056&amp;amp; server=vimeo.com&amp;amp; show_title=1&amp;amp; show_byline=0&amp;amp; show_portrait=0&amp;amp; color=&amp;amp; fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3987056&amp;amp;%20%20server=vimeo.com&amp;amp;%20%20show_title=1&amp;amp;%20%20show_byline=0&amp;amp;%20%20show_portrait=0&amp;amp;%20%20color=&amp;amp;%20%20fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="288" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sæglópur&lt;/span&gt;. Por último temos um vídeo-poema profissional, o vídeo oficial da canção «Sæglópur», incluída no álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Takk...&lt;/span&gt; (2005), do grupo islandês &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sigur Rós&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sæglópur&lt;/span&gt; significa «perdido no mar» e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;takk&lt;/span&gt; significa «obrigado». O vídeo é de 2006, com licença de EMI Records Ltd, mas por enquanto não conheço mais informação técnica. É um vídeo um tanto perturbador, mas dũa beleza extraordinária, quer nas imagens quer na música que lhe dá sentido e o justifica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-7107555847293712065?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/7107555847293712065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=7107555847293712065' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7107555847293712065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7107555847293712065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/o-obscuro-apelo-das-aguas.html' title='O Obscuro Apelo das Águas'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8875793146570574894</id><published>2009-07-25T13:01:00.011+01:00</published><updated>2010-02-14T18:39:44.347Z</updated><title type='text'>Última Hora: Caça de Bruxas em Acção</title><content type='html'>Há pouco mais de ũa semana pus aqui um &lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/nao-estas-sozinho.html"&gt;artigo&lt;/a&gt; comemorando os 31 anos do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não estás sozinho&lt;/span&gt;). Então adverti que um dos vídeos que o próprio director, Lasse Nielsen, tinha em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;YouTube&lt;/span&gt; com imagens do filme, fora classificado como não apropriado e se impedia a sua visão aos menores de 18 anos. Agora, há apenas dois dias, a conta de Lasse Nielsen em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;YouTube&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.youtube.com/user/filmlasse"&gt;filmlasse&lt;/a&gt;) foi «suspendida» e os seus vídeos já não estão acessíveis para ninguém. Este não é um facto isolado, pois não é a primeira vez que lhe fecham a conta, nem ele é o único que sofre censura e perseguição em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;YouTube&lt;/span&gt; pela exibição de materiais que são, de todos os pontos de vista, completamente legais.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segundo me comunicou um usuário veterano em YouTube, a Lasse Nielsen já lhe clausuraram várias vezes a conta. Ele, o que faz é abrir outra e voltar a carregar vídeos até que voltam a censurá-lo e expulsá-lo da rede. O filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt; parece gozar em particular da antipatia dos administradores, porque o vídeo sobre ele de Nicky Anderson, mostrado também no meu artigo, foi assim mesmo censurado e retirado da rede em várias ocasiões. Neste caso, ao tratar-se de um só vídeo, a conta não foi clausurada e Nicky limitou-se a deixar passar um tempo e voltar a carregá-lo, até que de novo algum censor o voltou a retirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ũa sorte semelhante está a sofrer o vídeo musical &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gobbledigook&lt;/span&gt;, do grupo islandês &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sigur Rós&lt;/span&gt;. Consta-me que fora censurado no canal oficial do grupo em YouTube (&lt;a href="http://www.youtube.com/user/sigurros"&gt;sigurros&lt;/a&gt;), onde a impossibilidade de aceder a ele se justifica com ũa estranha escusa dos «direitos de autor no teu país» (na realidade, não se pode ver em nenhum país), e foi também censurado esta última semana no canal &lt;a href="http://www.youtube.com/user/SigurRosHD"&gt;SigurRosHD&lt;/a&gt;.  (Hoje voltaram a carregá-lo e está visível!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois casos, o material censurado é legal: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt; é um filme que se acaba de publicar há pouco em DVD, classificado como apto para todas as idades (edição USA, 2006) ou para maiores de 12 anos (edição da Alemanha, 2007), e está à venda em sítios públicos como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amazon&lt;/span&gt;; por seu lado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gobbledigook&lt;/span&gt; é um vídeo comercial que se pode ver e descarregar sem restrições no &lt;a href="http://www.sigur-ros.co.uk/"&gt;website&lt;/a&gt; oficial de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sigur Rós&lt;/span&gt; e no seu canal de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vimeo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nos dois casos a estratégia censora de YouTube é coincidente. Não há ũa eliminação completa dos materiais perseguidos. Nestes momentos, o vídeo oficial &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gobbledigook&lt;/span&gt; está acessível, com o seu próprio nome, em vários canais menores. E há assim mesmo canais em que se pode ver algum vídeo com fragmentos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt;, como o do próprio Nicky Anderson que comentei antes. O que não se sabe é por quê esses vídeos, de momento, foram respeitados, nem quanto tempo podem durar assim. Ao não haver um motivo objectivo, compreensível, para justificar a censura dos vídeos (e canais) eliminados, os usuários que têm materiais semelhantes estão nũa situação de indeterminação, de suspensão indefinida, temendo que em qualquer momento a mão da censura possa descer sobre eles. Esta técnica de emprego arbitrário e discricionário da repressão é típica dos regimes autoritários, que procuram com ela aterrorizar os cidadãos (os usuários, aqui) e provocar a autocensura e a delação. Como se vê, nos Estados Unidos não só a Administração é ũa aplicada aprendiz dos métodos fascistóides; as empresas privadas não ficam atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8875793146570574894?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8875793146570574894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8875793146570574894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8875793146570574894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8875793146570574894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/ultima-hora-caca-de-bruxas-em-accao.html' title='Última Hora: Caça de Bruxas em Acção'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4983085510367689535</id><published>2009-07-23T20:17:00.007+01:00</published><updated>2010-02-14T18:40:31.712Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>Thomas Daley, Medalha de Ouro Mundial 2009</title><content type='html'>Com o seu corpo quase nu ao sol do verão mediterrâneo, como outrora os grandes atletas helenos, Thomas Daley, o moço mergulhador inglês (21 de Maio de 1994), voltou a espantar-nos com a sua capacidade para ũa execução perfeita e com a correspondente madureza para que a sua mente esteja à altura e acompanhe essas capacidades dum corpo mutável, em pleno crescimento. Se na primavera do ano passado, com só 13 anos, conseguia a medalha de ouro na sua especialidade de mergulho (10 m) nos Campeonatos Europeus de Natação (Eindhoven, Março de 2008), agora, com 15 anos, acaba de se tornar no campeão mundial de mergulho mais novo de todos os tempos, ao ganhar o ouro da mesma especialidade, nos Campeonatos Aquáticos Mundiais que se estão a celebrar nestes dias em Roma (17 Julho - 2 Agosto, 2009).&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SmiwIjlupNI/AAAAAAAABw8/L6IPX_TIvcA/s1600-h/Tom+Daley+in+Roma+02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 610px; height: 352px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SmiwIjlupNI/AAAAAAAABw8/L6IPX_TIvcA/s800/Tom+Daley+in+Roma+02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361729017423504594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com este artigo quero render ũa pequena homenagem a Tom pelos seus sucessos e quero celebrar também — coisa que os nossos meios de comunicação nunca farão — a grandiosa beleza e perfeição do seu corpo, o artífice desses sucessos. Ofereço-vos para isso ũas fotografias e um pequeno vídeo, tirados das suas actuações nos campeonatos de Roma. O vídeo, gravado da televisão de alta definição (HD) mostra o sexto salto nas semifinais, ao fim das quais Tom Daley estava ainda na terceira posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gUQFERmDVr0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gUQFERmDVr0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bendito seja este desporto e todos os que se dedicam a ele, porque é o único — desde que a natação se pratica com &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;burqa&lt;/span&gt; cada vez mais amplos, com a escusa de melhorar o desempenho — em que podemos deleitar-nos na contemplação do corpo nu dos rapazes, tapado apenas naquilo que as nossas puritanas sociedades judaico-cristãs consideram o mínimo imprescindível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SmiwuemxgyI/AAAAAAAABxE/Uzwz2SUv5oc/s1600-h/Tom+Daley+in+Roma+01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand; width: 610px; height: 360px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SmiwuemxgyI/AAAAAAAABxE/Uzwz2SUv5oc/s800/Tom+Daley+in+Roma+01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361729668920738594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Embora de menos qualidade e gravado em piscina coberta, incluo assim mesmo um vídeo com mergulhos da outra especialidade em que também compete Tom Daley: a de pares, ou mergulho sincronizado na mesma plataforma de 10 m. (Desculpai-me a falta de precisão nos termos técnicos, mas os meus conhecimentos na matéria são muito poucos.) Este vídeo é das séries para o mundial que se celebraram em Sheffield no mês de Abril, quando Tom ainda não fizera os 15 anos. Acompanha-o Max Brick, um rapaz um par de anos mais velho que ele, que é o seu novo companheiro de competição desde que deixou Blake Aldridge. Sem ter nada contra este, e dum ponto de vista estritamente pessoal, alegro-me da troca porque me parece um autêntico prazer poder contemplá-los os dois juntos, Max e Tom, com os seus formosos corpos em acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HbzzESaPyiQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HbzzESaPyiQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os brilhantes sucessos de Tom Daley na competição mostram, sem nenhum género de dúvidas, que um rapaz pode desde bem novo escolher objectivos na sua vida e entregar-se a eles com dedicação e perseverança, obtendo resultados semelhantes aos dos adultos. Quer dizer, que tem vontade, capacidade de decisão, e não precisa de ter a sua vida pautada pelos medíocres objectivos escolares que impõem, a todos por igual, os poderes públicos. Que no seu país, o Reino Unido, Thomas Daley esteja capacitado legalmente para ganhar campeonatos internacionais competindo com adultos aos treze ou quinze anos, mas não se lhe reconheça a capacidade para decidir relações sexuais com qualquer um até aos dezasseis, é um escárnio à inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SmixaYBKNYI/AAAAAAAABxM/nJqGx48YqZE/s1600-h/Tom+Daley+in+Roma+03.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 auto 25px 0; cursor:pointer; cursor:hand; height: 455px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SmixaYBKNYI/AAAAAAAABxM/nJqGx48YqZE/s800/Tom+Daley+in+Roma+03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361730423066604930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Smix0bpROpI/AAAAAAAABxU/7OK77T_-U8s/s1600-h/Tom+Daley+in+Roma+04.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 25px auto; cursor:pointer; cursor:hand; height: 455px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Smix0bpROpI/AAAAAAAABxU/7OK77T_-U8s/s800/Tom+Daley+in+Roma+04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361730870716742290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por último, não seria justo ocultar o que Tom deve aos adultos que o rodeiam e, em especial, aos seus pais. O seu pai Robert, engenheiro de formação, deixou o seu trabalho para se dedicar a ajudar o seu filho. Tendo em conta que um mergulhador, por muito alta que seja a sua categoria, não é um futebolista, nem um tenista, nem um jogador da NBA — quer dizer, que a sua actividade desportiva nunca vai fazer ricos os seus pais — parece evidente que Robert Daley soube confiar no seu filho, apoiá-lo e dar-lhe margem para desenvolver os seus próprios interesses. Sem essa confiança e esse apoio, Tom nunca teria chegado ao que é hoje. Não creio que, por desgraça, essa atitude seja a mais comum nos pais e mães da nossa sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4983085510367689535?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4983085510367689535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4983085510367689535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4983085510367689535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4983085510367689535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/thomas-daley-medalla-de-ouro-mundial.html' title='Thomas Daley, Medalha de Ouro Mundial 2009'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SmiwIjlupNI/AAAAAAAABw8/L6IPX_TIvcA/s72-c/Tom+Daley+in+Roma+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-3705797037419585387</id><published>2009-07-16T20:02:00.011+01:00</published><updated>2010-02-14T18:41:03.792Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Não Estás Sozinho</title><content type='html'>Esta primavera fez 31 anos o filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt; (1978), mais conhecido fora da Dinamarca pelo título inglês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;You are not alone&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não estás sozinho&lt;/span&gt;). A terceira fita do director dinamarquês Lasse Nielsen, guionista também de todas elas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt; supõe um marco no cinema porque o seu argumento se ocupa, pela primeira vez na história, de nos mostrar ũa relação homossexual. E é um marco também porque os seus protagonistas não são duas pessoas adultas, mas dois rapazes adolescentes que estão a descobrir em si mesmos e na sua relação, a sexualidade, o desejo e o amor.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme não é muito conhecido entre nós, fora de âmbitos de culto. Em primeiro lugar, porque não é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yankee&lt;/span&gt;, o qual é ũa limitação para a difusão e o conhecimento de qualquer coisa que se faça no resto do mundo. Em segundo lugar, porque nunca foi dobrado nem legendado em português. As versões mais acessíveis para nós são a norte-americana (2006, DVD zona 1) e a alemã (2007, DVD zona 2), com banda sonora original em dinamarquês e legendas em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.5.1%3A24437" flashvars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3522%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off&amp;amp;isEmbedCode=1" bgcolor="#63E4F9" scale="noscale" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="312" width="555"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt; está ambientado nũa escola masculina em regime de internato, onde dois dos rapazes, Bo (interpretado pelo actor Anders Agensø) e Kim (Peter Bjerg), duns 15 e 13 anos de idade, desenvolvem ũa relação íntima abertamente erótica (com amor, desejo e sexo). A escola rege-se por um ideário moral cristão, o que não impede que o ambiente retratado esteja nos antípodas das sórdidas histórias de internato dos puritanos países anglo-saxões. Por isso, o filme não se limita à relação entre Kim e Bo, nem pretende fazer nenhũa apologia desta, mas ainda mostra em toda a sua riqueza e diversidade a efervescência dos impulsos sexuais e o florescimento das relações interpessoais, tão características da adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt; foi financiado pelo Instituto Dinamarquês do Cinema, que distribui filmes às escolas, bibliotecas e outras instituições dinamarquesas, e está permitido para a exibição a todas as idades, pelo Conselho de Meios do Ministério da Cultura da Dinamarca. No entanto, a sua distribuição foi controvertida já em 1978, nos Estados Unidos pelo menos (em Portugal não chegou a passar pelas salas de cinema), e a sensibilidade social não parece que tenha melhorado desde então, mas antes ao contrário. Valha como exemplo que um pequeno vídeo feito de fragmentos do filme em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=channel_page&amp;amp;v=mDxXsJiq6xE"&gt;YouTube&lt;/a&gt; foi catalogado como «impróprio» e exigem ter 18 anos para poder vê-lo. O que mais nos surpreende hoje ao contemplarmos este filme, é o frescor, a naturalidade, a inocência, com que se aborda não já a homossexualidade mas a sexualidade geral dos adolescentes. Ũa atitude típica do espírito liberal (libertário) que dominou a Europa dos anos setenta e que contrasta tanto com o obscurantismo puritano a que nos devolveu a «revolução moral neoconservadora» com todos os seus cúmplices (incluídos social-democratas e outras «esquerdas laicas», gays e feministas) e que hoje faria impossível realizar um filme como este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.5.1%3A24437" flashvars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3526%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off&amp;amp;isEmbedCode=1" bgcolor="#63E4F9" scale="noscale" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="360" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como aproximação e homenagem a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Du er ikke alene&lt;/span&gt;, ofereço-vos dois vídeos elaborados com fragmentos do filme. O primeiro (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;acima&lt;/span&gt;), está feito pelo próprio director, Lasse Nielsen, para comemorar o 31 aniversário, e pode-se ver no seu canal oficial em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;YouTube&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.youtube.com/user/filmlasse"&gt;filmlasse&lt;/a&gt;. A música é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nocturno em Si bemol menor opus﻿ 9&lt;/span&gt; de Chopin. O segundo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquí&lt;/span&gt;) foi feito e colocado na rede há pouco mais de um ano por Nicky Anderson, um rapaz norte-americano. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=d-W_jQUvKKc&amp;amp;feature=channel_page"&gt;A sua versão&lt;/a&gt;, com um ritmo e ũa selecção de cenas mais excitantes, está ambientada com a canção «Why Does My Heart Feel So Bad?», de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moby&lt;/span&gt;. Espero que os desfruteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/ultima-hora-caca-de-bruxas-em-accao.html"&gt;Última Hora: Caça de Bruxas em Acção!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-3705797037419585387?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/3705797037419585387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=3705797037419585387' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3705797037419585387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3705797037419585387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/nao-estas-sozinho.html' title='Não Estás Sozinho'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-6180974809264671746</id><published>2009-07-13T01:06:00.039+01:00</published><updated>2010-02-15T17:52:13.178Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>O Amor de Álvaro de Campos</title><content type='html'>Álvaro de Campos é o heterónimo de Fernando Pessoa mais autêntico, mais próximo da sua verdade oculta, ao ponto de haver momentos na sua vida em que a voz e a personalidade do heterónimo se confundem e se misturam com as do próprio «criador». A sua obra poética não só é a mais extensa dos heterónimos, como também é a mais original e inovadora no aspecto formal, e a mais profunda e tocante no conteúdo, dentre toda a produção pessoana. Como o próprio poeta confessou — «pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à vida» — é na sua criação, por meio da sua voz, que se atreve a revelar aquilo que ele mesmo não foi capaz de dizer.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsGpv4MIOI/AAAAAAAABwU/zy5QA1l-QxA/s1600-h/mike1144.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0px 0px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 310px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsGpv4MIOI/AAAAAAAABwU/zy5QA1l-QxA/s320/mike1144.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357883495983882466" /&gt;&lt;/a&gt;Aqui proponho-vos a leitura de dois textos atribuídos ao Álvaro de Campos, que coincidem em trazer à luz o que decerto deveu ser um dos grandes «mistérios» (por oculto e reprimido) da vida de Fernando Pessoa: o amor e o desejo, o Eros, do poeta. Nos dois textos, o uso de nomes em inglês, que se justifica na biografia fictícia do heterónimo por estar a trabalhar na Inglaterra, evoca-nos de facto os quase dez anos da infância e adolescência que o pequeno Fernando viveu na antiga província de Natal, território colonial britânico hoje integrado na República da África do Sul. Sem dúvida é nesse período que afundam as raízes, conscientes ou inconscientes, do seu despertar erótico, com todas as dramáticas consequências que isto pôde acarretar num rapaz sensível, com ũa estrita educação puritana, cristã e burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro texto é um soneto publicado com o título «Soneto Já Antigo» na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contemporânea&lt;/span&gt; em 1922, embora já estivesse acabado (com levíssimas diferenças) desde 1913.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Olha, Daisy,  quando eu morrer tu hás-de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Dizer aos meus amigos aí de Londres,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Embora não o sintas, que tu escondes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;A grande dor da minha morte. Irás de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Londres pra York, onde nasceste (dizes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Que eu nada que tu digas acredito),&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Contar àquele pobre rapazito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Que me deu tantas horas tão felizes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Embora não o saibas, que morri...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Nada se importará... Depois vai dar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;A notícia a essa estranha Cecily&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Que acreditava que eu seria grande...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 200px;"&gt;Raios partam a vida e quem lá ande!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsCx6tYBWI/AAAAAAAABwE/PtjQzD3COSY/s1600-h/mike1235.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 20px; text-align:center; cursor:pointer; cursor:hand; width: 500px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsCx6tYBWI/AAAAAAAABwE/PtjQzD3COSY/s800/mike1235.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357879238283756898" /&gt;&lt;/a&gt;O segundo texto é um fragmento de ũa das várias partes, ou talvez redacções alternativas, que nos chegaram inéditas, do que havia de ser «A Passagem das Horas» — outra das extensas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;odes&lt;/span&gt; que caracterizam a produção de Álvaro de Campos. Repare-se no contraste entre as palavras que dedica a Freddie e a Mary; a evocação do amor apaixonado, por um lado, e da vida da família burguesa acomodada, pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multipliquei-me, para me sentir,&lt;br /&gt;Para me sentir, precisei sentir tudo,&lt;br /&gt;Transbordei, não fiz senão extravasar-me,&lt;br /&gt;Despi-me, entreguei-me,&lt;br /&gt;E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino,&lt;br /&gt;E eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros,&lt;br /&gt;Acenaram no meu coração os lenços de todas as despedidas,&lt;br /&gt;Todos os chamamentos obscenos de gestos e olhares&lt;br /&gt;Batem-me em cheio em todo o corpo com sede nos centros sexuais.&lt;br /&gt;Fui todos os ascetas, todos os postos-de-parte, todos os como que esquecidos,&lt;br /&gt;E todos os pederastas — absolutamente todos (não faltou nenhum).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rendez-vous&lt;/span&gt; a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Freddie, eu chamava-te Baby, porque eras louro, branco e eu amava-te,&lt;br /&gt;Quantas imperatrizes por reinar e princesas destronadas tu foste para mim!&lt;br /&gt;Mary, com quem eu lia Burns em dias tristes como sentir-se viver,&lt;br /&gt;Mary, mal tu sabes quantos casais honestos, quantas famílias felizes,&lt;br /&gt;Viveram em ti os meus olhos e o meu braço cingindo e a minha consciência incerta,&lt;br /&gt;A sua vida pacata, as suas casas suburbanas com jardim, os seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;half-holidays&lt;/span&gt; inesperados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary, eu sou infeliz...&lt;br /&gt;Freddie, eu sou infeliz...&lt;br /&gt;Oh, vós todos, todos vós, casuais, demorados,&lt;br /&gt;Quantas vezes tereis pensado em pensar em mim, sem que o fizésseis,&lt;br /&gt;Ah, quão pouco eu fui no que vós sois, quão pouco, quão pouco —&lt;br /&gt;Sim, e o que tenho eu sido, ó meu subjectivo universo,&lt;br /&gt;Ó meu sol, meu luar, minhas estrelas, meu momento,&lt;br /&gt;Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referência&lt;/span&gt;: Álvaro de Campos (1993) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livro de Versos&lt;/span&gt;. Edição crítica de Teresa Rita Lopes. Lisboa: Editorial Estampa. pp. 69 e 166.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsEjvz-xhI/AAAAAAAABwM/itugM8ZZyww/s1600-h/mike1219.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 5px 20px auto; cursor:pointer; cursor:hand; height: 450px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsEjvz-xhI/AAAAAAAABwM/itugM8ZZyww/s800/mike1219.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357881193863759378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsLNvJfTVI/AAAAAAAABwc/3nhgqu5hoBc/s1600-h/mike1234.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px auto 20px 5px; cursor:pointer; cursor:hand; height: 450px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsLNvJfTVI/AAAAAAAABwc/3nhgqu5hoBc/s800/mike1234.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357888512309808466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota às fotografias&lt;/span&gt;: Ilustro os poemas com imagens do «Mike», Aleksey Yurevich, um rapaz russo dos nossos dias, muito conhecido como modelo erótico na internet. O seu companheiro nestas cenas entre os vidoeiros (o grande, que não tem por quê ser o mais velho) faz parte do grupo de rapazes que o acompanham, mas não sei o seu nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-6180974809264671746?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/6180974809264671746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=6180974809264671746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6180974809264671746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6180974809264671746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/o-amor-de-alvaro-de-campos.html' title='O Amor de Álvaro de Campos'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SlsGpv4MIOI/AAAAAAAABwU/zy5QA1l-QxA/s72-c/mike1144.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-7636720568049243916</id><published>2009-07-02T18:57:00.010+01:00</published><updated>2010-02-14T18:41:53.849Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>Síndrome GYP: Os Novos Moralistas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;LubeYourTube&lt;/span&gt; é um sítio erótico masculino de internet, de acesso livre e gratuito, no qual os membros abrem um perfil e carregam vídeos, fotografias e música sem limites, ainda que a música seja bastante escassa e as fotografias, tanto em qualidade como em quantidade, deixem muito que desejar. O que caracteriza o sítio e lhe dá fama, é sem dúvida a grande abundância de pequenos vídeos (é raro passarem de 10 minutos) de fabrico caseiro, feitos por amadores, com os recursos que as inovações tecnológicas põem ao alcance de qualquer um, tais como câmaras compactas, a câmara do computador (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;webcam&lt;/span&gt;) ou o telefone móvel.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante uns meses eu fui membro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;LubeYourTube&lt;/span&gt; (LYT) e, além de algũas fotos de mim mesmo, coloquei ali três ou quatro vídeos que antes descarregara doutros sítios de internet. Um certo dia, a fins de Abril, quis subir um novo vídeo. Era um vídeo trivial, gravado com ũa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;webcam&lt;/span&gt;, que mostrava um rapaz sentado diante do computador, batendo ũa gaiola (masturbação), mostrando o cu à câmara e mais nada. Talvez seja um vídeo autêntico, gravado na própria casa do rapaz nũa sessão de sexo virtual, ou talvez seja um de tantos vídeos comerciais que imitam o modelo dos vídeos caseiros. Tanto no conteúdo como na forma, o vídeo é semelhante a outros centenares dos que já há em LYT e em tantos outros sítios de internet. E, com certeza, a actividade sexual do rapaz é simples, limpa, sem nenhum tipo de complicações, parafernália ou sordidezes das que tanto abundam nos vídeos eróticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.4.1%3A23909" FlashVars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3482%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off&amp;amp;isEmbedCode=1" width="456" height="344" bgColor="#63E4F9" scale="noscale" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O caso é que o meu vídeo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aqui acima&lt;/span&gt;) não chegou a ser exposto e recebi ũa mensagem dos administradores com a seguinte justificação:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«The video was not suitable for display on this site.&lt;br /&gt;Content should be: Gay Adult Content, Publicly Acceptable, Legal &amp;amp; Moral.»&lt;br /&gt;Tradução:&lt;br /&gt;O vídeo não era apropriado para se exibir neste sítio.&lt;br /&gt;O conteúdo deveria ser: Conteúdo Adulto Gay, Publicamente Aceitável, Legal &amp;amp; Moral.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, a esquiva redacção não diz de maneira clara por que é que o vídeo não era apropriado (ou adequado) para LYT. A segunda frase contém ũa declaração genérica de princípios que deveria seguir o conteúdo, mas em nenhum caso se diz que o vídeo em questão violasse algum desses princípios nem, em tal caso, qual ou quais são os que violava. Não era adulto? Não era gay? Não era publicamente aceitável? Legal? Moral?…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além do problema anedótico de que admitissem ou não o vídeo carregado por mim, parece-me muito interessante e sintomática essa segunda frase, a declaração de princípios a que deve ater-se o conteúdo dos vídeos. Está claro o que significa «legal» e não é discutível nem o motivo nem os termos da sua aplicação. Relativamente claro me parece o de «adulto gay», entendendo por «gay» homossexual. Relativamente, porque dos 17 mil e tal vídeos que alberga o sítio, mais de metade são de masturbações (mais de oito mil), exibição de caralhos, cus, corpos nus e outros temas que, embora sendo muito masculinos, não há nenhum motivo para os considerar «gay». Por outro lado, o de «adulto» também é relativo, porque eu conheci vários membros de LYT que admitiam ser menores de idade e tinham fotos e vídeos deles mesmos; ainda que isto, como se pode supor, esteja à margem da legalidade. De modo que, em realidade, dizer «adulto» é repetitivo com «legal», porque os vídeos eróticos de rapazes menores de idade são ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.4.1%3A23909" FlashVars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3486%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off&amp;amp;isEmbedCode=1" width="456" height="344" bgColor="#63E4F9" scale="noscale" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas o que deveras me interessa são os outros dois princípios: «publicamente aceitável» e «moral». Pode alguém atrever-se a descrever o que é «publicamente aceitável» em matéria de pornografia homossexual masculina? E o «moral»? É evidente que não há em nenhum lugar nem um modelo nem um critério com que possamos definir ou delimitar, nem sequer dũa maneira aproximada, a moral ou o sentir público a que se referem estes princípios. Portanto, também é evidente que os administradores de LYT, ao incluírem esses dois princípios na sua declaração e ao aplicá-los depois a cada um dos vídeos carregados pelos membros, estão a pensar na sua própria moral e nos seus próprios critérios do que é aceitável ou inaceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta grosseira confusão entre os critérios morais particulares e a moral pública, em pessoas que se dedicam a um negócio estigmatizado na sociedade ocidental por partida dupla — por pornográfico e por homossexual — poderia parecer ũa brincadeira ou ũa ironia, mas não o é. Pelo contrário, em psicologia é bem conhecido um mecanismo que leva os membros de minorias sociais perseguidas ou discriminadas a converter-se em implacáveis perseguidores e repressores doutras minorias, podendo chegar a assumir como próprios os princípios de que foram vítimas, para passarem a impô-los aos demais. Nas sociedades urbanas modernas, para muitos homossexuais é mais importante conseguir a «normalidade» (mediante políticas de «integração» como o matrimónio, a adopção de crianças ou a entrada no exército) que combater a miséria sexual em que vive imersa toda a sociedade. Este meio social conformista é o caldo de cultivo óptimo para que brote e se difunda o que demos em chamar a «síndrome &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gay Yankee Puritan&lt;/span&gt;» (síndrome GYP), quer dizer, todas essas atitudes e comportamentos de carácter puritano, moralista e censor, que tornam em cabeça-de-turco das próprias frustrações e obsessões normalizadoras, todos aqueles que se «desviam» (real o supostamente) das normas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed wmode="opaque" src="http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=4.4.1%3A23909" FlashVars="config=http%3A%2F%2Fsexomasculino.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2431795%253AVideo%253A3062%26ck%3D-%26x%3DHXp9Gm82omXcsnAT0Ze9TUQWGiNolhqI&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off&amp;amp;isEmbedCode=1" width="456" height="344" bgColor="#63E4F9" scale="noscale" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em internet, a síndrome GYP é particularmente visível. Em primeiro lugar, porque a rede é um meio muito sensível aos discursos alarmistas de insegurança e delinquência, sobretudo no âmbito concreto da sexualidade. E em segundo lugar, porque o cargo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;webmaster&lt;/span&gt;, ou administrador dum sítio web, protegido pelo anonimato e a inacessibilidade (além da impunidade legal), é a situação mais propícia para que qualquer um possa exercer o poder com total arbitrariedade e para que os pequenos aprendizes de tirano dêem rédea solta aos seus impulsos censores e repressores. Lembro-me do caso dũa rede social de Lima (Peru), dedicada a contactos entre homens homossexuais adultos (mais de 18 anos) que, nas breves normas de conduta do portal de entrada incluía a frase «Pedófilos e pederastas não são bem recebidos». Nunca consegui entender o interesse que poderiam ter um pedófilo ou um pederasta por entrarem num foro de homens maiores de idade, nem qual é o dano que poderiam fazer a ninguém se entrassem, nem como é que se supõe que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;webmaster&lt;/span&gt; pensava descobri-los para lhes fazer saber que na sua rede social não eram bem recebidos... Mas está claro que na retorcida mente do GYP, ele sabia o que dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Postscriptum&lt;/span&gt;: O primeiro vídeo é o censurado e os outros dois são duas amostras do que há em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;LubeYourTube&lt;/span&gt;. Como se pode ver, no segundo sai o mesmo rapaz e no mesmo quarto do vídeo censurado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-7636720568049243916?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/7636720568049243916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=7636720568049243916' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7636720568049243916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7636720568049243916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/07/sindrome-gyp-os-novos-moralistas.html' title='Síndrome GYP: Os Novos Moralistas'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8573423252869370968</id><published>2009-06-28T23:46:00.008+01:00</published><updated>2010-02-15T18:02:53.852Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><title type='text'>Mais Sobre a Infantilização Ocidental</title><content type='html'>No artigo anterior indicava o aumento da «idade de consentimento» e a extensão da escolarização obrigatória como sintomas e manifestações dum processo de «infantilização» que padecem as sociedades ocidentais e cujas consequências negativas já estamos começando a padecer, ainda que a classe política e os grupos de poder que manejam os meios de informação prefiram manter um cúmplice silêncio sobre o tema. Para aqueles que duvidam da existência real de tal processo ou da importância das suas consequências, pensando que falar em infantilização social é ũa metáfora, ũa maneira de falar ou, no melhor dos casos, um exagero, trago aqui ũas amostras, encontradas por acaso na imprensa destes dias.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkeZlCw6HbI/AAAAAAAABuE/4qiCq8-rSpg/s1600-h/AlistairBrownlee+2009Washington01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px auto 20px 0; cursor:pointer; cursor:hand; width:; height: 310px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkeZlCw6HbI/AAAAAAAABuE/4qiCq8-rSpg/s320/AlistairBrownlee+2009Washington01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352415543829339570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkedNZx4ssI/AAAAAAAABuM/TPz9RU3KR6Y/s1600-h/AlistairBrownlee+2008Beijing03.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0 20px auto; cursor:pointer; cursor:hand; width:; height: 310px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkedNZx4ssI/AAAAAAAABuM/TPz9RU3KR6Y/s800/AlistairBrownlee+2008Beijing03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352419535737107138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na passada segunda-feira, 22 de Junho, na secção dos desportos, o jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Voz de Galicia&lt;/span&gt; apresentava ũa extensa notícia sobre triatlo com o título «&lt;a href="http://www.lavozdegalicia.es/deportes/2009/06/22/0003_7800900.htm"&gt;Un niño en el camino de Gómez Noya&lt;/a&gt;» (Um menino no caminho de G.N.). Javier Gómez Noya é um atleta galego de categoria internacional que nos últimos anos vem ocupando sempre lugares de cabeça nas competições mundiais de triatlo. A notícia informava da terceira prova do actual campeonato mundial, celebrada em Washington, na qual Javier ficou segundo, a 13 segundos do ganhador: «Realizou ũa grande corrida, mas não foi suficiente para ultrapassar a grande sensação da presente temporada, o novíssimo britânico Alistair Brownlee.» É a este «novíssimo» britânico que se refere o «menino» do título, que se interpôs no caminho de Gómez Noya, e esta mesma palavra se volta a repetir mais adiante na notícia: «O galego já sabe que o menino inglês é o rival a bater.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Skem646LVII/AAAAAAAABus/S1xJtSL_QA0/s1600-h/AlistairBrownlee+2009Madrid03.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0px 0px 15px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Skem646LVII/AAAAAAAABus/S1xJtSL_QA0/s400/AlistairBrownlee+2009Madrid03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352430212792145026" /&gt;&lt;/a&gt;À vista disto, se nos perguntarmos quantos anos é que tem esse «menino» portentoso que encabeça a classificação mundial de triatlo, a resposta dá-no-la a própria notícia: 21 anos! Aos 21 anos, um homem é maior de idade não só no Reino Unido e na Espanha, onde já o é desde os 18, como nos demais países europeus, mas também deve sê-lo (se não me engano) em todos os países do mundo. Aos 21 anos, muitos jovens dos dois sexos já têm filhos e são pais ou mães de família. Aos 21 anos, são muitos também os homens e as mulheres de todo o mundo que já acabaram os estudos universitários... Como se pode pretender que com 21 anos alguém seja um «menino»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao de «novíssimo», o qualificativo não pode ser mais desconcertante, tendo em conta que o próprio Javier G. Noya, agora com 26 anos, ganhou o campeonato de Espanha e a copa do mundo aos 23, e que é habitual ver rapazes de 18 anos ou menos a competir com desportistas absolutos de nível internacional nos mais diversos desportos: Thomas Daley, medalha de ouro nos campeonatos europeus de natação de 2008, com 13 anos; Ricky Rubio, titular do Joventut de Badalona na liga ACB de basquetebol, desde os 15 anos; Bojan Krkić, jogador do Club de Fútbol Barcelona na primeira divisão com 17 anos; Rafael Nadal, ganhador da Copa Davis de ténis aos 18 anos e medalha de ouro olímpica aos 22... Qualquer um com um mínimo de cultura desportiva pode ampliar a lista com muitos mais exemplos, de todas as idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, por estranho que possa parecer este modo de se referir a pessoas adultas de vinte-e-poucos anos, o artigo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Voz de Galicia&lt;/span&gt; não é um caso isolado. Entre os comentaristas desportivos, tanto da imprensa como da televisão, cada vez é mais comum ouvir apreciações desse género, destacando que tal o qual «novíssimo» desportista tem «somente» vinte ou vinte e tal anos. E não só no âmbito desportivo. A apresentadora dum conhecido concurso de dança dũa cadeia da televisão espanhola (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fama ¡A Bailar!&lt;/span&gt;) costuma referir-se aos participantes como «los chavales» (os miúdos, os garotos), ainda que estes, todos maiores de idade, passem na sua maioria dos vinte e cheguem até aos 36 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkeqCHKM5VI/AAAAAAAABu0/r59Q8OewHas/s1600-h/AlistairBrownlee+2009Washington02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 auto 20px 0;cursor:pointer; cursor:hand; width:; height: 327px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkeqCHKM5VI/AAAAAAAABu0/r59Q8OewHas/s400/AlistairBrownlee+2009Washington02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352433635411420498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkeqmRdDCyI/AAAAAAAABu8/qR0oUpl98OU/s1600-h/AlistairBrownlee+2008Vancouver01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 auto 20px; cursor:pointer; cursor:hand; width:; height: 327px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkeqmRdDCyI/AAAAAAAABu8/qR0oUpl98OU/s400/AlistairBrownlee+2008Vancouver01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352434256650111778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Skeq1Anv5dI/AAAAAAAABvE/RKU7EmWp7hc/s1600-h/AlistairBrownlee+2009Madrid02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 20px auto; cursor:pointer; cursor:hand; width:; height: 327px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Skeq1Anv5dI/AAAAAAAABvE/RKU7EmWp7hc/s400/AlistairBrownlee+2009Madrid02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352434509829629394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Só um par de semanas antes da notícia comentada, o mesmo jornal galego publicava na sua secção de sociedade ũa crónica sobre a depressão e outros transtornos mentais relacionados. De acordo com a sua informação, trata-se dum enorme problema de saúde pública «que afecta mais de seis milhões de espanhóis» e que, segundo estimações da Organização Mundial da Saúde, sobre o ano 2030 «se converterá na principal causa de incapacidade no mundo». A depressão avança sobretudo nas «sociedades desenvolvidas» e estende-se cada vez mais a todos os grupos de idade, incluídos crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Skewv1SATyI/AAAAAAAABvM/exPbsM_TB8k/s1600-h/AlistairBrownlee+2008Beijing01.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0px 0px 15px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 264px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Skewv1SATyI/AAAAAAAABvM/exPbsM_TB8k/s400/AlistairBrownlee+2008Beijing01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352441017956060962" /&gt;&lt;/a&gt;Alguns especialistas não duvidam à hora de diagnosticarem esta situação: Nas sociedades modernas está a diminuir a capacidade das pessoas para defrontar os problemas diários. Não é raro que às consultas médicas vão jovens para solicitarem ajuda porque os deixou o namorado ou porque reprovaram num exame. Ao mesmo tempo, a sobreprotecção cada vez é maior. Podemos resumir reproduzindo as palavras de José Ángel Arbesu, responsável pela saúde mental na Sociedad Española de Médicos de Atención Primaria: «Dum problema qualquer da vida diária faz-se um mundo. Estamos a passar por ũa infantilização da vida social e afectiva em que se verifica a falta de crescimento pessoal».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota às fotografias&lt;/span&gt;: Todas são do Alistair Brownlee, que nas duas primeiras aparece acompanhado de Javier Gómez Noya. A 1ª e a 4ª são em Washington, 2009; a 2ª e a 7ª, em Beijing, 2008; a 3ª e a 6ª, em Madrid, 2009; e a 5ª é em Vancouver, 2008. O rapaz tem nelas, portanto, vinte ou vinte e um anos. Por se alguém pensa, como o jornalista desportivo, que Alistair é um «menino», acho que o tamanho dos seus atributos sexuais masculinos, bem visíveis nos justos fatos de triatlo, deveria ser um argumento mais que suficiente para abandonar tal ideia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8573423252869370968?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8573423252869370968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8573423252869370968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8573423252869370968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8573423252869370968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/06/mais-sobre-infantilizacao-ocidental.html' title='Mais Sobre a Infantilização Ocidental'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SkeZlCw6HbI/AAAAAAAABuE/4qiCq8-rSpg/s72-c/AlistairBrownlee+2009Washington01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-3934785107233930012</id><published>2009-05-08T10:57:00.006+01:00</published><updated>2010-02-15T18:11:31.958Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Idade de Consentimento e Escolarização Obrigatória</title><content type='html'>Há pouco tempo, Portugal aumentou de golpe a sua «idade de consentimento» sexual de catorze a dezasseis anos, alinhando-se assim no bloco dos países europeus mais repressivos da sexualidade adolescente (Reino Unido, Rússia, etc.), só superados pela católica Irlanda com os seus dezassete anos. Agora sabemos que, além disso, o governo socialista português tem previsto estender a escolarização obrigatória até aos dezoito anos. É casual a coincidência destas duas iniciativas? Ou, pelo contrário, obedecem a ũa mesma motivação subjacente?&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SgQEmIaWi2I/AAAAAAAABfM/w-eX7Qic14A/s1600-h/Inquisition.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0px 0px 15px; float: right; cursor: pointer; width: 202px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SgQEmIaWi2I/AAAAAAAABfM/w-eX7Qic14A/s320/Inquisition.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333392911853063010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se nos fiamos dos discursos dos políticos e das suas elaboradas justificações, os dois aumentos de idade não têm nenhũa relação directa, a não ser que ambos pretendem velar pelos interesses dos menores, aumentando a sua protecção e a sua preparação, para sobreviverem nũa sociedade muito competitiva e não sempre solidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, para além das justificações políticas e das circunstâncias que possam ter motivado os governantes portugueses, o certo é que a «idade de consentimento» sexual e a escolarização obrigatória têm em comum algo muito mais profundo. Ambas são medidas que restringem de maneira apreciável as liberdades dos rapazes e as raparigas adolescentes afectados, aumentam na mesma medida o controlo que se exerce sobre eles, e prolongam a sua dependência e incapacidade em relação com os adultos (pais, funcionários...), impedindo-os de assumir de maneira progressiva responsabilidades e experiências de acordo com as capacidades do seu desenvolvimento corporal e mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SgQGzy9ki_I/AAAAAAAABfc/NUr1KQS9EgY/s1600-h/JockSturges04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0px 0px; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SgQGzy9ki_I/AAAAAAAABfc/NUr1KQS9EgY/s320/JockSturges04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333395345636625394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estes sintomas constituem a síndroma de prolongação artificial da meninice ou «infantilização» que caracteriza as sociedades ocidentais modernas e já foi denunciada por autores como o sociólogo &lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/07/ser-hijos-en-el-nuevo-orden.html?zx=c1d91f64b978da5f"&gt;Frank Furedi&lt;/a&gt;, entre outros. No há nada de inocente nem de bem-intencionado nesse processo. O qual não quer dizer que todas as pessoas envolvidas nele actuem de má fé ou com más intenções. O conformismo, a ignorância, a falta de sensibilidade para advertir as consequências dos próprios actos, são mecanismos universais, que fazem possível que nas sociedades se instaurem e se perpetuem todo o tipo de crenças e práticas, por absurdas ou aberrantes que nos possam parecer quando as contemplamos com distanciamento e realismo. Por exemplo, as leis e normas sociais que subordinavam as mulheres aos homens, considerando-as de facto pessoas inferiores, incapazes ou eternamente imaturas, não se sustiveram porque os nossos antepassados masculinos fossem homens perversos, que gozassem submetendo as mulheres. Muitas mulheres participavam de bom grado nesse estado de coisas e opuseram-se também às mudanças no seu momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira semelhante, na nossa sociedade actual criou-se um estado de opinião em que participam por igual homens e mulheres, novos e velhos, segundo o qual os poderes públicos podem e devem controlar nos sectores mais novos da população, o que ninguém entenderia nem admitiria que se pretendesse controlar nos adultos: por um lado, o que cada um faz com o seu próprio corpo, e por outro lado, o que cada um quer aprender, as destrezas, habilidades, conhecimentos, etc., que cada um quer cultivar e desenvolver porque gosta e tem interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há motivos para pensarmos que o sistema ocidental de «infantilização» mediante a escolarização forçada e a repressão sexual, tem relação directa com a brecha intergeneracional que caracteriza as nossas sociedades modernas e com a correspondente conflituosidade e violência juvenil. Claro que, como em qualquer processo social, não é possível demonstrar ũa relação causal entre ũa coisa e a outra. A sociedade não a podemos submeter a experimentos científicos e, em consequência, sempre há margem para a dúvida razoável. A classe política (e os amos que serve) pode permitir a si mesma não tomar em conta essa relação e pagar o preço da perda de estruturação social e o aumento da violência. Ao fim e ao cabo, as tensões sociais justificam ante a população o papel mediador e controlador do Estado e legitimam a sua função repressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SgQFRRNOSTI/AAAAAAAABfU/_ysiAbKqMys/s1600-h/JayStuart17.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px; height: 559px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SgQFRRNOSTI/AAAAAAAABfU/_ysiAbKqMys/s800/JayStuart17.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333393652948289842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, os benefícios que obtêm as classes dirigentes são muito altos, tanto como terem assegurado o controlo efectivo da maior parte da população durante toda a sua vida. Os esquemas mentais e os hábitos inculcados durante os anos da meninice e a adolescência são determinantes, e muito poucas são as pessoas que conseguem superá-los (em geral, mediante longos processos de disciplina e ajuda terapêutica) para aprenderem a viver em Liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-3934785107233930012?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/3934785107233930012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=3934785107233930012' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3934785107233930012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3934785107233930012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/05/idade-de-consentimento-e-escolarizacao.html' title='Idade de Consentimento e Escolarização Obrigatória'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SgQEmIaWi2I/AAAAAAAABfM/w-eX7Qic14A/s72-c/Inquisition.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4543073800095937645</id><published>2009-04-20T20:17:00.003+01:00</published><updated>2010-02-15T18:20:42.852Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Duas Professoras Mantêm Relações Sexuais com Aluno de Treze Anos</title><content type='html'>Duas professoras da escola de ensino secundário de Bountiful (Utah, USA) foram detidas e acusadas de «agressão sexual» a um aluno de 13 anos, depois de terem mantido relações sexuais com ele durante mais de um ano, segundo a informação publicada pelo jornal &lt;a href="http://www.freerepublic.com/focus/f-chat/2202233/posts"&gt;The Salt Lake Tribune&lt;/a&gt; de 7 de Março de 2009.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Utah é um plácido estado nas montanhas do interior dos Estados Unidos, com ũa população muito conservadora, que na sua maioria (70%) professa a religião «mormona» (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias&lt;/span&gt;). Bountiful é ũa pequena cidade dormitório, de uns 42 000 habitantes, situada na periferia norte de Salt Lake City, a capital do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Seuykf6s0oI/AAAAAAAABe8/7psb5eW0R6E/s1600-h/LindaNef.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0px 0px 15px; cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 164px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Seuykf6s0oI/AAAAAAAABe8/7psb5eW0R6E/s200/LindaNef.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326547324408484482" /&gt;&lt;/a&gt;Linda R. Nef, de 46 anos, e Valynne Bowers, de 39, são as professoras que confessaram ter mantido relações sexuais com o mesmo rapaz, aluno das duas, sem que nenhũa delas soubesse da relação da outra até há pouco. Segundo parece, as relações começaram entre o rapaz e cada ũa delas, de maneira independente, tratando problemas pessoais, que logo incluíram temas sexuais. Das conversas passaram às mensagens de texto, às chamadas telefónicas e, por último, às relações sexuais plenas. A relação com Linda Nef começou em Outubro de 2007, quando o rapaz tinha ainda doze anos, e durou até Dezembro de 2008. No mesmo mês de Dezembro, segundo parece, foi quando começou a relação com Valynne Bowers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeuyxD-uXuI/AAAAAAAABfE/1Mb9Prgxu5s/s1600-h/ValynneBowers.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 15px 0px 0px; cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 164px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeuyxD-uXuI/AAAAAAAABfE/1Mb9Prgxu5s/s200/ValynneBowers.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326547540247469794" /&gt;&lt;/a&gt;No estado de Utah a «idade de consentimento» — quer dizer, a idade em que se reconhece a ũa pessoa a capacidade para ter relações sexuais — é de 18 anos. Em consequência, e em aplicação das suas leis, a Procuradoria-Geral apresentou contra as duas professoras «acusações criminais em primeiro grau de violação e sodomia contra ũa criança» (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;first-degree felony charges of rape and sodomy on a child&lt;/span&gt;). Violação e sodomia! Quê maneira de desvirtuar as palavras. Se não fosse pela seriedade da situação e pela gravidade das acusações, daria vontade de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Seux1sIxp4I/AAAAAAAABe0/3R_Bntk_RfI/s1600-h/TS01B.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0px 0px 15px; cursor:pointer; cursor:hand; width: 289px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Seux1sIxp4I/AAAAAAAABe0/3R_Bntk_RfI/s320/TS01B.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326546520234895234" /&gt;&lt;/a&gt;Naturalmente, as autoridades e os meios informativos, aliados, ocultam com o seu silêncio qualquer opinião do rapaz afectado. O de menos é saber o que ele sente e pensa. A sociedade impôs-lhe o papel de vítima e será tratado como tal, goste ele ou não goste. Este caso, por outro lado, é especialmente destacado porque o mesmo rapaz mantém relações sucessivas com duas mulheres adultas diferentes, e as duas relações são de longa duração, chegando a primeira delas a cerca de quinze meses. Se temos em conta que as professoras, segundo a informação difundida pelas autoridades, não tinham relações sexuais com nenhum outro aluno, não parece crível que o protagonista desta história não tivesse participação activa nessas relações, procurando-as e mantendo-as ao longo do tempo. Tudo o qual deixa sem sentido, pela sua evidência, a pergunta de se um rapaz de doze ou treze anos pode ter capacidade para decidir («consentir») participar em relações sexuais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4543073800095937645?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4543073800095937645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4543073800095937645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4543073800095937645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4543073800095937645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/04/duas-professoras-mantem-relacoes.html' title='Duas Professoras Mantêm Relações Sexuais com Aluno de Treze Anos'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/Seuykf6s0oI/AAAAAAAABe8/7psb5eW0R6E/s72-c/LindaNef.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8157924247397763175</id><published>2009-04-19T18:18:00.003+01:00</published><updated>2010-02-14T18:43:22.010Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Reincidência nos Delitos Sexuais</title><content type='html'>Quando se trata o tema dos delitos sexuais na nossa sociedade, é habitual ouvirmos (ou lermos) opiniões que exigem o endurecimento das penas e ainda a adopção de medidas de controlo excepcionais, amparadas na crença não discutida de que este tipo de delinquentes são pouco menos que «irrecuperáveis», ou que pelo menos a maioria deles reincidem. Um recente estudo da Administração de justiça catalã vem desmontar esses preconceitos infundados e demonstra que a reincidência nos delitos sexuais é muito mais baixa que a média nos demais delitos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O estudo, intitulado «&lt;a href="http://www20.gencat.cat/portal/site/Justicia/menuitem.cc15117be9e6a1b6bd6b6410b0c0e1a0/?vgnextoid=e57aa1c9c9203110VgnVCM1000008d0c1e0aRCRD&amp;amp;vgnextchannel=e57aa1c9c9203110VgnVCM1000008d0c1e0aRCRD&amp;amp;vgnextfmt=default"&gt;Delinquência sexual e reincidência&lt;/a&gt;» e editado como trabalho principal do volume quase sinónimo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Delitos sexuais e reincidência&lt;/span&gt;, foi publicado em Fevereiro de 2009 pelo Centro de Estudos Jurídicos e Formação Especializada, dependente do Departamento de Justiça da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Generalitat&lt;/span&gt; (Governo autónomo) da Catalunha. Baseia-se no seguimento dos delinquentes libertados dos cárceres catalães entre 1998 e 2003, depois de terem cumprido condenas de entre um e quinze anos. Segundo os seus resultados, enquanto que a reincidência média dos delinquentes em geral é de 37.4%, nas pessoas condenadas por delitos sexuais esta proporção desce até 18.5%. Mas se nos limitarmos aos casos de verdadeira reincidência, quer dizer, aqueles em que se volta a cometer um delito sexual, a percentagem reduz-se a apenas 5.8%, pois os demais casos correspondem a «reincidências» noutro tipo de delitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão óbvia e incontestável destes dados é que os autores de delitos sexuais, em geral, podem reabilitar-se e «integrar-se» na sociedade sem maior risco de reincidência que quaisquer outros delinquentes. As medidas extremas que se propugnam às vezes em diversos foros e tertúlias &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mediáticas&lt;/span&gt;, como a prisão perpétua ou a vigilância depois de ter cumprido as penas, não só são inconstitucionais em Espanha, como também carecem de fundamentos objectivos em que apoiar-se. São meros preconceitos ideológicos, que pouco têm que ver com o conceito de «justiça» e muito menos com a ideia de que todas as pessoas têm direito a reabilitar-se e refazer a sua vida ũa vez que cumpriram as suas condenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a publicação deste estudo serve-nos também para fazer um par de reflexões. A primeira é que os jornalistas que informaram da apresentação pública do estudo no dia 1 de Abril (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;veja-se abaixo a imprensa&lt;/span&gt;), nalguns casos usam «agressor» (sexual) em vez de «delinquente», como se fossem sinónimos, ignorando que nas leis espanholas (e na língua comum) estes dois termos estão bem diferenciados, sendo as agressões um tipo particular de delitos. Por exemplo, se um indivíduo traficar com pornografia infantil ou se exibir masturbando-se em público, comete delitos de natureza sexual mas em nenhum caso será um agressor. Isto demonstra-nos, mais ũa vez, que muita da «informação» que nos chega elaborada pelos profissionais do jornalismo, está cheia de erros, falsidades, tergiversações, porque os tais profissionais, na realidade, não sabem do que é que falam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda reflexão é mais grave ainda. Segundo assegurou a conselheira de Justiça do Governo catalão, Montserrat Tura, o estudo elaborado pelo seu departamento é o primeiro dessa classe que se faz em Espanha. Se a Administração espanhola, os Governos espanhóis, não se incomodam em fazer estudos deste tipo, então, como sabem os nossos governantes e funcionários se o sistema penitenciário está a cumprir a sua missão de reabilitar e reinserir os delinquentes? Em que informação se baseiam os nossos políticos para decidirem se as coisas estão a funcionar bem ou mal, ou se há deficiências, ou se são precisas reformas? Acaso legislam e governam «de ouvido»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A notícia nalguns jornais on-line:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Solo/58/delincuentes/sexuales/Cataluna/reincide/elpepusoc/20090401elpepusoc_11/Tes"&gt;El País&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.publico.es/espana/215300/agresores/sexuales/reincidente#comentarios"&gt;Público&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.lavozdegalicia.es/espana/2009/04/02/0003_7629300.htm"&gt;La Voz de Galicia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referência&lt;/span&gt; (disponível em catalão e em castelhano, formato PDF)&lt;br /&gt;Carlos Soler Iglesias &amp;amp; César García Díez (2009) &lt;a href="http://www20.gencat.cat/portal/site/Justicia/menuitem.cc15117be9e6a1b6bd6b6410b0c0e1a0/?vgnextoid=e57aa1c9c9203110VgnVCM1000008d0c1e0aRCRD&amp;amp;vgnextchannel=e57aa1c9c9203110VgnVCM1000008d0c1e0aRCRD&amp;amp;vgnextfmt=default"&gt;Delinqüència sexual i reincidència. Un estudi a les presons de Catalunya&lt;/a&gt;. in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Delictes sexuals i reincidència&lt;/span&gt;. Documents de Treball. Centre d’Estudis Jurídics i Formació Especialitzada, Departament de Justícia, Generalitat de Catalunya.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8157924247397763175?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8157924247397763175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8157924247397763175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8157924247397763175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8157924247397763175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/04/reincidencia-nos-delitos-sexuais.html' title='Reincidência nos Delitos Sexuais'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4641546573231672641</id><published>2009-04-14T19:47:00.010+01:00</published><updated>2010-02-15T18:23:42.170Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Gostas do Sabor do Sémen?</title><content type='html'>Às vezes ouvimos rapazes comentarem que estão descontentes com o sabor do seu próprio sémen ou com o de algum amigo com quem costumam manter jogos sexuais. Tal como o suor, o mijo ou qualquer outra secreção corporal, a composição química do sémen varia em boa medida segundo o que comemos e bebemos. Isto quer dizer que fazendo mudanças na nossa dieta podemos conseguir facilmente alterar o sabor do nosso sémen. Claro que este não é o único factor que condiciona a sua composição química. Os estados de espírito, o descanso, as doenças, o exercício e, em geral, qualquer coisa que afecte o nosso estado de saúde, o nosso equilíbrio físico-mental, repercutirá também nos nossos processos químicos e na composição dos nossos fluidos. Mas, sem dúvida, a alimentação é, dos factores importantes, aquele que podemos manipular com mais facilidade.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeR_CTdQAdI/AAAAAAAABd8/UYo7dlLp_-E/s1600-h/Selfsuck03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0px 0px; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeR_CTdQAdI/AAAAAAAABd8/UYo7dlLp_-E/s320/Selfsuck03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324520337018192338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sémen é constituído não só pelos espermatozóides (as células reprodutivas masculinas, que se formam nos colhões) mas também pelos chamados fluidos seminais, que se formam noutras glândulas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;veja-se o quadro abaixo&lt;/span&gt;) e que contêm diversas enzimas, proteínas, sais minerais, açúcares (em especial, frutose, que serve como alimento ou fonte de energia aos espermatozóides), etc. De facto, os espermatozóides são ũa proporção muito baixa (2-5%) do conteúdo total do sémen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em condições normais, a composição do sémen é neutra (pH = 7.2-8.0), nem ácida nem básica. No entanto, a avaliação subjectiva do seu sabor é muito variável, não sendo raro descrevê-lo como ácido, azedo, salgado ou mesmo amargo. Outras pessoas, pelo contrário, descrevem-no como doce e afrutado. Na realidade, as componentes subjectivas e emocionais condicionam a percepção do sabor, como condicionam também a do seu cheiro, que para alguns pode ser muito desagradável enquanto outros o encontram extremamente excitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeR_6jd69eI/AAAAAAAABeE/IHUH5ReCDRM/s1600-h/Dutchboys014.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0px 0px 15px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeR_6jd69eI/AAAAAAAABeE/IHUH5ReCDRM/s320/Dutchboys014.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324521303388648930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda que afinal o sémen de cada um tenha o seu sabor e o seu cheiro próprios, diferentes e, em certa medida, intransferíveis, é certo que modificando a alimentação se pode conseguir alterar a sua composição química e, portanto, as suas características «organolépticas» (sabor, cheiro...). Como regra geral, podemos assumir que tudo o que ingerirmos pela boca tardará entre doze e vinte e quatro horas em ser excretado. Isto pode ajudar-nos a contrastar e avaliar os efeitos das mudanças que formos introduzindo na nossa dieta, bem como a planear as mudanças para as ocasiões especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis algũas recomendações para melhorar o sabor do sémen (e também o seu cheiro).&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Evita o consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína, de nicotina (tabaco) e, em geral, doutras drogas ou de qualquer substância excitante.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Evita o pronto-a-comer e os alimentos de elaboração industrial. Na medida do possível, consome alimentos simples, naturais, sem elaborar ou submetidos a processos singelos de elaboração. Sempre que puderes, come alimentos preparados por ti ou por pessoas de confiança.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Evita as especiarias fortes ou picantes, a condimentação excessiva e os ingredientes cujo sabor disfarce ou oculte a verdadeira natureza dos alimentos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Toma abundante fruta fresca a diário. De preferência, fruta da época e produzida perto, que conserve toda a sua vitalidade.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Toma também abundantes hortaliças e verduras frescas a diário. Procura comer saladas (hortaliças frescas cruas) todos os dias. Em particular, é importante o consumo de folhas verdes, pelo seu conteúdo em clorofila. (No entanto, as couves e berças há que comê-las com moderação.)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Evita o consumo de carne, em especial das carnes vermelhas (de mamíferos). No caso do peixe e outros animais marinhos (polvo, lulas, amêijoas, camarões, caranguejos...), o seu consumo tem de ser sempre moderado e cada um deve experimentar em si mesmo os efeitos, porque podem ser muito diferentes segundo as pessoas e segundo os animais consumidos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Modera ou evita no possível os outros alimentos ricos em proteínas, como os lacticínios e os ovos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A canela, o cardamomo, a hortelã e o limão, diz-se que dão melhor sabor ao sémen. O aipo, a salsa e outras plantas ricas em clorofila também são recomendáveis nesse sentido.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeSBySa-PbI/AAAAAAAABeM/iitrxZP9bic/s1600-h/Carlos%26Paolo01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 15px 0px 0px; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeSBySa-PbI/AAAAAAAABeM/iitrxZP9bic/s320/Carlos%26Paolo01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324523360397180338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como se vê, a maioria destes conselhos podem incluir-se nas directrizes gerais dũa dieta sadia e equilibrada. Não podia ser doutra maneira, pois o nosso estado geral de saúde repercute no estado do nosso sémen e,  portanto, tudo aquilo que contribua para melhorar a nossa saúde física e mental, contribuirá também para melhorar a saúde do nosso sémen. E, sem dúvida nenhũa, um sémen são e cheio de vitalidade sempre tenderá a ser percebido como agradável aos sentidos por qualquer indivíduo são e cheio de vitalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, um esclarecimento: O intenso cheiro (e sabor) das secreções corporais dos adolescentes deve-se a processos químicos causados pela abundância de hormonas que têm à sua idade. Isso não se pode mudar com a dieta nem com nenhum outro factor fácil de manipular desde o exterior. Ou gostas ou não gostas. Para mim, em particular, é ũa das coisas do corpo dos rapazes adolescentes com que fico doido. ;P&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeTnip3_qnI/AAAAAAAABeU/eP1b00j2D9I/s1600-h/Quadro-S%C3%A9men.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 25px auto 0px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 690px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeTnip3_qnI/AAAAAAAABeU/eP1b00j2D9I/Quadro-S%C3%A9men.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324635242001050226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quadro&lt;/span&gt;: Principais componentes do sémen, classificados segundo as glândulas que os produzem. Indica-se também a proporção relativa que supõe no total a contribuição de cada glândula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4641546573231672641?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4641546573231672641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4641546573231672641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4641546573231672641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4641546573231672641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/04/gostas-do-sabor-do-semen.html' title='Gostas do Sabor do Sémen?'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeR_CTdQAdI/AAAAAAAABd8/UYo7dlLp_-E/s72-c/Selfsuck03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1807500072215074330</id><published>2009-04-10T13:43:00.003+01:00</published><updated>2010-02-14T18:44:50.797Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><title type='text'>O Cânave (Cannabis) Combate os Tumores</title><content type='html'>Ũa nova investigação científica vem confirmar que o Δ9-tetrahidrocannabinol (THC), o princípio activo mais importante do cânave ou cânhamo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cannabis&lt;/span&gt; spp.), tem um grande potencial terapêutico na luta contra o cancro, pois é capaz de induzir a morte das células tumorais em gliomas (tumores cerebrais) humanos, respeitando as células boas.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeCHCeeEmqI/AAAAAAAABbY/rwWoHI55PiU/s1600-h/Cannabis01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 10px 5px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeCHCeeEmqI/AAAAAAAABbY/rwWoHI55PiU/s320/Cannabis01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323403236160608930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O trabalho foi realizado por ũa equipa de vinte investigadores de diversos centros, coordenados por Guillermo Velasco, da Universidade Complutense de Madrid. Nele estuda-se o comportamento do THC nas células tumorais de dois pacientes afectados por «glioblastoma multiforme recorrente», ũa das formas de tumor cerebral mais comuns e agressivas, bem como em ratos que tinham recebido implantes de três tipos de tumores cancerosos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os resultados, publicados em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Journal of Clinical Investigation&lt;/span&gt;, a equipa de investigação conseguiu identificar os mecanismos que intervêm no processo pelo qual o THC induz a «autofagia» das células tumorais, quer dizer, que estas células se digiram a si mesmas. Em opinião de Guillermo Velasco, «estes resultados podem ajudar a desenhar novas terapias contra o cancro, baseadas no uso de medicamentos que contenham o princípio activo da ganja e na activação da autofagia».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeCORwVQ2dI/AAAAAAAABbg/o4IQXDD9FIE/s1600-h/Bernard04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0pt 5px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 253px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeCORwVQ2dI/AAAAAAAABbg/o4IQXDD9FIE/s320/Bernard04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323411195234933202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Apesar das provas científicas dos efeitos benfazejos do cânave e dos seus nulos efeitos negativos — sobretudo quando se compara com drogas duras como o álcool etílico ou o tabaco — os nossos governantes continuam a criminalizar o cânave e a promover a sua perseguição, enquanto que as bebidas alcoólicas e o tabaco gozam de curso legal, sendo a base de importantes negócios dos quais o Estado também se beneficia mediante os impostos e outros lucros indirectos. A classe política, como sempre, ao serviço dos cidadãos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referência:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;María Salazar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;et al&lt;/span&gt;. (2009) &lt;a href="http://www.jci.org/articles/view/37948"&gt;Cannabinoid action induces autophagy-mediated cell death through stimulation of ER stress in human glioma cells&lt;/a&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;J. Clin. Invest.&lt;/span&gt;  doi:10.1172/JCI37948.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-1807500072215074330?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/1807500072215074330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=1807500072215074330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1807500072215074330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1807500072215074330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/04/o-canave-cannabis-combate-os-tumores.html' title='O Cânave (Cannabis) Combate os Tumores'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SeCHCeeEmqI/AAAAAAAABbY/rwWoHI55PiU/s72-c/Cannabis01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-5789872795304500484</id><published>2009-04-03T20:16:00.010+01:00</published><updated>2010-02-14T18:45:19.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peter L. Wilson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Pornografia (Zona Autónoma Temporária)</title><content type='html'>Na Pérsia eu vi que a poesia está pensada para lhe pôr música e entoá-la ou cantá-la — por ũa única razão — porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;funciona&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ũa combinação apropriada de imagem e melodia mergulha os assistentes num &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hal&lt;/span&gt; (algo entre um estado de espírito estético/emocional e um transe de hiper-consciência), acessos de choro, arrebatamentos de dança — ũa resposta física mensurável à arte. Para nós, a ligação entre poesia e corpo desapareceu junto com a época dos bardos — lemos sob a influência dum gás anestesiante cartesiano.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No norte da Índia mesmo a recitação não musical provoca barulho e movimento, todo o bom dístico é aplaudido, «Wa! Wa!» com elegantes trejeitos, lançando rupias — enquanto nós ouvimos poesia como um daqueles cérebros de ficção científica num frasco — no melhor dos casos, um irónico sorriso ou careta, vestígio dum ricto simiesco — o resto do corpo longe, nalgum outro planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Leste às vezes os poetas são mandados à cadeia — ũa espécie de elogio, pois sugere que o autor fez algo tão real como o roubo, o estupro ou a revolução. Aqui permite-se que os poetas publiquem absolutamente qualquer coisa — ũa espécie de punição de facto, prisão sem paredes, sem ecos, sem existência palpável — reino das sombras do publicado, ou do pensamento abstracto — um mundo sem risco nem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eros&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SdctlrZPWhI/AAAAAAAABbQ/ylkiaZU8vnw/s1600-h/Chinese+Cuming.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:5px 10px 5px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SdctlrZPWhI/AAAAAAAABbQ/ylkiaZU8vnw/s400/Chinese+Cuming.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320771610088528402" /&gt;&lt;/a&gt;Logo a poesia está morta de novo — e mesmo que a múmia do seu cadáver conserve algũas das suas propriedades curativas, a auto-ressurreição não é ũa delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os governantes se recusam a considerar os poemas como crimes, então alguém tem de cometer os crimes que desempenhem a função da poesia, ou textos que possuam a ressonância do terrorismo. Voltar a ligar a todo o custo a poesia ao corpo. Não crimes contra os corpos, mas contra as Ideias (e Ideias-nas-coisas) que são mortíferas e abafantes. Não estúpida libertinagem, mas crimes exemplares, crimes estéticos, crimes por amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Inglaterra alguns livros pornográficos ainda estão proibidos. A pornografia tem um efeito físico mensurável nos seus leitores. Como a propaganda, ela chega a mudar vidas porque descobre desejos verdadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa cultura produz a maior parte da sua pornografia movida pelo ódio ao corpo — mas a arte erótica supõe em si mesma um veículo superior para o crescimento do ser / a consciência / a felicidade — como em certas obras orientais. Uma espécie de porno tântrico ocidental poderia ajudar a galvanizar o cadáver, fazê-lo brilhar com algo do encanto do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América tem liberdade de expressão porque todas as palavras são consideradas insípidas por igual. Apenas as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;imagens&lt;/span&gt; contam — os censores adoram os retalhos de morte e mutilação, mas recuam horrorizados à vista dum menino masturbando-se — segundo parece, eles vivem isto como ũa invasão da sua validez existencial, da sua identificação com o Império e com os seus gestos mais subtis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SKS0PLVyLEI/AAAAAAAAAHg/LLZ7Ge1vNFY/s1600-h/JAN086new.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:5px 0px 5px 10px; cursor: pointer; cursor:hand; width: 317px; height: 399px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SKS0PLVyLEI/AAAAAAAAAHg/LLZ7Ge1vNFY/s400/JAN086new.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234506839746554946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sem dúvida, nem mesmo o porno mais poético faria nunca o cadáver sem rosto reviver, para dançar e cantar (como o pássaro-do-Caos chinês) — mas... imagina o guião dum filme de três minutos ambientado nũa ilha legendária de crianças fugitivas que moram nas ruínas de velhos castelos ou constroem cabanas-totem e ninhos montados com desperdícios — ũa mistura de animação, efeitos especiais, computação gráfica e vídeo a cores — em edição compacta, como um comercial de comida rápida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... mas assombrosos e nus, penas e ossos, tendas cosidas com cristal, cães negros, sangue de pombo — vislumbres de membros de âmbar enleados em lençóis — rostos com máscaras de estrelas beijando suaves dobras da pele — piratas andróginos, faces náufragas de aquilégias dormindo em flores de branco-coxa — engraçadas anedotas descaradas de mijo, lagartos de estimação lambendo leite derramado — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;break dance&lt;/span&gt; nu — banheiras vitorianas com patos de borracha e tesões cor-de-rosa — Alice em ganja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... punk reggae atonal adaptado para gamelan, sintetizador, saxofones e bateria — letras eléctricas para discoteca cantadas por um etéreo coro de crianças — canções ontológico-anarquistas, um misto de Hafez &amp;amp; Pancho Villa, Li Po &amp;amp; Bakunin, Kabir &amp;amp; Tzara — chama-lhe «CAOS — O Vídeo Rock!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não... provavelmente é só um sonho. Caro demais para se produzir e, além disso, quem o veria? Não os miúdos a quem se pretendia seduzir. A TV pirata é ũa fútil fantasia; o rock, simplesmente outra mercadoria — esquece pois o astuto Gesamtkunstwerk. Espalha incendiários folhetins obscenos num pátio de recreio — porno-propaganda, excêntrico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;samizdat&lt;/span&gt; para libertar o Desejo dos seus grilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hakim Bey&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;T.A.Z. The Temporary Autonomous Zone, Ontological Anarchy, Poetic Terrorism&lt;/span&gt;. Brooklyn, NY: Autonomedia. Traduzido por mim da edição original de 1991, páginas 19-20.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-5789872795304500484?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/5789872795304500484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=5789872795304500484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5789872795304500484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/5789872795304500484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/04/pornografia.html' title='Pornografia (Zona Autónoma Temporária)'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SdctlrZPWhI/AAAAAAAABbQ/ylkiaZU8vnw/s72-c/Chinese+Cuming.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1068224491031499007</id><published>2009-03-26T22:43:00.005Z</published><updated>2010-02-14T18:45:45.012Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>Hannah Jones, Treze Anos: Direito a Decidir a sua Morte</title><content type='html'>Em meados do passado mês de Novembro de 2008, Hannah Jones, ũa menina inglesa de treze anos, saltava aos meios de comunicação social europeus por causa dũa decisão que causou um grande debate. Com um grave problema cardíaco que exigiria transplantar-lhe um coração para lhe salvar a vida, Hannah recusou submeter-se à operação e as autoridades de saúde acabaram por aceitar a sua opinião, renunciando a levarem o seu caso à justiça para obrigá-la.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/ScvauhhJj1I/AAAAAAAABaw/UlzGHlr0kzo/s1600-h/Hannah+Jones.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 385px; height: 185px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/ScvauhhJj1I/AAAAAAAABaw/UlzGHlr0kzo/s400/Hannah+Jones.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317584277847248722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De acordo com as informações publicadas, aos cinco anos de idade, a Hannah diagnosticaram-lhe um tipo raro de leucemia que motivou ũa série longa e penosa de tratamentos médicos, como consequência dos quais o seu coração resultou gravemente lesionado. Na actualidade, segundo os especialistas que a tratam, a única solução possível ao seu problema seria um transplante de coração mas, mesmo assim, haveria um sério risco de morrer durante a operação e não se evitariam complicações posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informada das opções que se lhe apresentam e dos seus riscos, Hannah decidiu que já estava cansada de tratamentos e de hospitais, e que queria ir-se para casa. Os pais acordaram aceitar a sua decisão, qualquer que fosse, e dar-lhe todo o seu apoio. As autoridades médicas de protecção infantil, no entanto, estiveram para abrir um processo legal a fim de retirar aos pais a custódia legal e obrigar a miúda a submeter-se à operação. Ainda bem que o pai teve o bom critério de lhes pedir que falassem com a afectada antes de tomarem nenhũa decisão, porque, depois de se entrevistarem com ela, as autoridades resolveram aceitar as razões de Hannah e renunciar a qualquer recurso legal contra a sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 5px 20px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-2ba0dc689baab435" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v19.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D2ba0dc689baab435%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330267571%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D19DB171F7FE74EC15433C784B85E6C1D09E34CD6.5627CE2852258A58564796B69E8AB1CE7F1EEF7A%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D2ba0dc689baab435%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DaBnjQMar_cUcAgIJMyF3FJUTwfQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v19.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D2ba0dc689baab435%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330267571%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D19DB171F7FE74EC15433C784B85E6C1D09E34CD6.5627CE2852258A58564796B69E8AB1CE7F1EEF7A%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D2ba0dc689baab435%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DaBnjQMar_cUcAgIJMyF3FJUTwfQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Em Espanha, segundo explicou o ministro de Saúde, Bernat Soria, às perguntas dos jornalistas, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lei de Autonomia do Paciente&lt;/span&gt; respeita o direito do paciente a recusar o chamado «esforço terapêutico», estipulando que, nũa situação semelhante à de Hannah, o paciente deve ser consultado e a sua opinião será tida em conta, desde que tenha os doze anos de idade. Antes, a decisão corresponde em exclusivo aos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso de Hannah Jones, assim esboçado, ilustra muito bem a hipocrisia ética institucionalizada nas nossas sociedades. A Hannah, rapariga adolescente de treze anos, as instituições britânicas reconhecem o direito a decidir num assunto médico de vida ou morte. No entanto, essas mesmas instituições não lhe reconheceriam nenhũa capacidade de decisão, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem a ela nem a nenhum outro adolescente de menos de dezasseis anos&lt;/span&gt;, se se tratasse de ter ũa relação sexual. Por seu lado, as instituições espanholas mantêm ũa incoerência semelhante com as crianças e adolescentes de doze anos e pretendem estendê-la também aos de treze anos (ou talvez mais), na próxima reforma do código penal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-1068224491031499007?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/1068224491031499007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=1068224491031499007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1068224491031499007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1068224491031499007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/03/hannah-jones-treze-anos-direito-decidir.html' title='Hannah Jones, Treze Anos: Direito a Decidir a sua Morte'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/ScvauhhJj1I/AAAAAAAABaw/UlzGHlr0kzo/s72-c/Hannah+Jones.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8021152612248334864</id><published>2009-03-13T19:22:00.010Z</published><updated>2010-02-14T18:46:08.294Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>O Jaguar Toma Kaapi</title><content type='html'>O vídeo que vos mostro aqui é um pequeno fragmento do documentário da BBC &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peculiar Potions&lt;/span&gt;, ao qual pertence também o clip dos gatos e a nêveda. Neste, vê-se um outro «gato», o jaguar ou onça-pintada (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panthera onca&lt;/span&gt;), que na floresta amazónica está a comer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;kaapi&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Banisteriopsis caapi&lt;/span&gt;), um cipó muito bem conhecido pelos povos indígenas por causa dos seus poderosos efeitos medicinais e psicotrópicos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ee43bdeafc6636c6" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v24.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dee43bdeafc6636c6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330267571%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D44050F6A842197C174EB5D6A7ABE9BA0662D76FE.6BC85FDAFC5E51C0488794B80C53BD046FC206E8%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dee43bdeafc6636c6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DI2Lio82-ojdfktJuQ9JNNylsVWE&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v24.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dee43bdeafc6636c6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330267571%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D44050F6A842197C174EB5D6A7ABE9BA0662D76FE.6BC85FDAFC5E51C0488794B80C53BD046FC206E8%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dee43bdeafc6636c6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DI2Lio82-ojdfktJuQ9JNNylsVWE&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O kaapi, também conhecido como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ayawaska&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;yahé&lt;/span&gt;, é usado desde há séculos (à chegada dos colonizadores europeus já era de uso geral) como a base dũa poção em que se combina com outras plantas, em particular &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Psychotria viridis&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diplopterys cabrerana&lt;/span&gt;. Os seus princípios activos mais destacados são vários alcalóides que actuam como inibidores da acção das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monoamina oxidasas&lt;/span&gt; (MAO), o que equipara o kaapi a um dos grupos de medicamentos que mais se têm empregado para combater a depressão e os estados de ansiedade. As outras plantas que o acompanham na poção (como as duas citadas) costumam ser fornecedoras de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dimetiltriptamina&lt;/span&gt; (DMT), ũa poderosa droga psicotrópica, de estrutura semelhante à serotonina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consumo de drogas naturais pelos animais é um aspecto muito pouco estudado pela ciência ocidental mas, como sugere o documentário, talvez a sua observação esteja na base de não poucos conhecimentos das sociedades tradicionais pré-industriais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8021152612248334864?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ee43bdeafc6636c6&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8021152612248334864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8021152612248334864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8021152612248334864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8021152612248334864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/03/o-jaguar-toma-kaapi.html' title='O Jaguar Toma Kaapi'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-7497165599260160882</id><published>2009-03-01T10:47:00.005Z</published><updated>2009-10-21T13:10:42.399+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eugénio de Andrade'/><title type='text'>Quase de Nácar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SapujZ0NxCI/AAAAAAAABYs/LGmtC3NyDes/s1600-h/boy-oh-boy000.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 20px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SapujZ0NxCI/AAAAAAAABYs/LGmtC3NyDes/s400/boy-oh-boy000.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308176665313920034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no centro da palavra o homem, os animais brilham na culminação do cio. Com o cheiro inexplicável da luz chega então o grito miúdo, sufocado, dos pavões de outrora. E os lábios húmidos dos sexos infantis, quase de nácar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eugénio de Andrade, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memória Doutro Rio&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-7497165599260160882?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/7497165599260160882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=7497165599260160882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7497165599260160882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7497165599260160882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/03/quase-de-nacar.html' title='Quase de Nácar'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SapujZ0NxCI/AAAAAAAABYs/LGmtC3NyDes/s72-c/boy-oh-boy000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-2580465080764139959</id><published>2009-02-19T11:32:00.010Z</published><updated>2010-02-14T18:46:56.806Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>The Game  (O Jogo)</title><content type='html'>O seguinte poema foi escrito por Fernando Pessoa (como o heterónimo Alexander Search) em Janeiro de 1908, quando tinha ainda dezanove anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dedicá-lo a todos os deputados do Parlamento espanhol, e em particular aos membros das forças políticas de esquerda laica, por terem aprovado a proposta democrata-cristã (PNV) de aumentar a idade de consentimento sexual, condenando assim os rapazes de treze anos (e mais?) a viverem a sua sexualidade na clandestinidade e o obscurantismo, depois de trinta anos de democracia. Que o Vaticano lho pague.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SZ1OD9qanQI/AAAAAAAABYE/tuKrIAahgqQ/s1600-h/torso-nu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 30px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand; width: 339px; height: 352px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SZ1OD9qanQI/AAAAAAAABYE/tuKrIAahgqQ/s400/torso-nu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304481766111354114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Come, let us play a game, little boy,&lt;br /&gt;&lt;span style="margin: 30px;"&gt;To while the world away.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;What shall be — tell me — our harmless toy?&lt;br /&gt;&lt;span style="margin: 30px;"&gt;At what shall we play?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shall we play — shall we? — at being great?&lt;br /&gt;&lt;span style="margin: 30px;"&gt;No, nor at being grand.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Shall we believe that we are Fate&lt;br /&gt;&lt;span style="margin: 30px;"&gt;And make up lives out of sand?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No, little boy, we will play that we are&lt;br /&gt;&lt;span style="margin: 30px;"&gt;Happy, and that we are gay;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Let us pretend we are dreams, very far&lt;br /&gt;&lt;span style="margin: 30px;"&gt;From the world in which we play.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-2580465080764139959?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/2580465080764139959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=2580465080764139959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/2580465080764139959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/2580465080764139959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/02/game-o-jogo-alexander-search_19.html' title='The Game  (O Jogo)'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SZ1OD9qanQI/AAAAAAAABYE/tuKrIAahgqQ/s72-c/torso-nu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-6343499638084333651</id><published>2009-02-18T19:21:00.006Z</published><updated>2010-02-14T18:47:29.942Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>Poema Oitavo de «O Guardador de Rebanhos»</title><content type='html'>Num meio-dia de fim de primavera&lt;br /&gt;Tive um sonho como uma fotografia.&lt;br /&gt;Vi Jesus Cristo descer à terra.&lt;br /&gt;Veio pela encosta de um monte&lt;br /&gt;Tornado outra vez menino,&lt;br /&gt;A correr e a rolar-se pela erva&lt;br /&gt;E a arrancar flores para as deitar fora&lt;br /&gt;E a rir de modo a ouvir-se de longe.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tinha fugido do céu.&lt;br /&gt;Era nosso demais para fingir&lt;br /&gt;De segunda pessoa da Trindade.&lt;br /&gt;No céu era tudo falso, tudo em desacordo&lt;br /&gt;Com flores e árvores e pedras.&lt;br /&gt;No céu tinha que estar sempre sério&lt;br /&gt;E de vez em quando de se tornar outra vez homem&lt;br /&gt;E subir para a cruz, e estar sempre a morrer&lt;br /&gt;Com uma coroa toda à roda de espinhos&lt;br /&gt;E os pés espetados por um prego com cabeça,&lt;br /&gt;E até com um trapo à roda da cintura&lt;br /&gt;Como os pretos nas ilustrações.&lt;br /&gt;Nem sequer o deixavam ter pai e mãe&lt;br /&gt;Como as outras crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu pai era duas pessoas —&lt;br /&gt;Um velho chamado José, que era carpinteiro,&lt;br /&gt;E que não era pai dele;&lt;br /&gt;E o outro pai era uma pomba estúpida,&lt;br /&gt;A única pomba feia do mundo&lt;br /&gt;Porque não era do mundo nem era pomba.&lt;br /&gt;E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era mulher: era uma mala&lt;br /&gt;Em que ele tinha vindo do céu.&lt;br /&gt;E queriam que ele, que só nascera da mãe,&lt;br /&gt;E nunca tivera pai para amar com respeito,&lt;br /&gt;Pregasse a bondade e a justiça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia que Deus estava a dormir&lt;br /&gt;E o Espírito Santo andava a voar,&lt;br /&gt;Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.&lt;br /&gt;Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.&lt;br /&gt;Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.&lt;br /&gt;Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz&lt;br /&gt;E deixou-o pregado na cruz que há no céu&lt;br /&gt;E serve de modelo às outras.&lt;br /&gt;Depois fugiu para o sol&lt;br /&gt;E desceu pelo primeiro raio que apanhou.&lt;br /&gt;Hoje vive na minha aldeia comigo.&lt;br /&gt;É uma criança bonita de riso e natural.&lt;br /&gt;Limpa o nariz ao braço direito,&lt;br /&gt;Chapinha nas poças de água,&lt;br /&gt;Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.&lt;br /&gt;Atira pedras aos burros,&lt;br /&gt;Rouba a fruta dos pomares&lt;br /&gt;E foge a chorar e a gritar dos cães.&lt;br /&gt;E, porque sabe que elas não gostam&lt;br /&gt;E que toda a gente acha graça,&lt;br /&gt;Corre atrás das raparigas&lt;br /&gt;Que vão em ranchos pela estradas&lt;br /&gt;Com as bilhas às cabeças&lt;br /&gt;E levanta-lhes as saias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim ensinou-me tudo.&lt;br /&gt;Ensinou-me a olhar para as cousas.&lt;br /&gt;Aponta-me todas as cousas que há nas flores.&lt;br /&gt;Mostra-me como as pedras são engraçadas&lt;br /&gt;Quando a gente as tem na mão&lt;br /&gt;E olha devagar para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-me muito mal de Deus.&lt;br /&gt;Diz que ele é um velho estúpido e doente,&lt;br /&gt;Sempre a escarrar no chão&lt;br /&gt;E a dizer indecências.&lt;br /&gt;A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.&lt;br /&gt;E o Espírito Santo coça-se com o bico&lt;br /&gt;E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.&lt;br /&gt;Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.&lt;br /&gt;Diz-me que Deus não percebe nada&lt;br /&gt;Das coisas que criou —&lt;br /&gt;«Se é que ele as criou, do que duvido» —&lt;br /&gt;«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,&lt;br /&gt;Mas os seres não cantam nada.&lt;br /&gt;Se cantassem seriam cantores.&lt;br /&gt;Os seres existem e mais nada,&lt;br /&gt;E por isso se chamam seres.»&lt;br /&gt;E depois, cansados de dizer mal de Deus,&lt;br /&gt;O Menino Jesus adormece nos meus braços&lt;br /&gt;E eu levo-o ao colo para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.&lt;br /&gt;Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.&lt;br /&gt;Ele é o humano que é natural,&lt;br /&gt;Ele é o divino que sorri e que brinca.&lt;br /&gt;E por isso é que eu sei com toda a certeza&lt;br /&gt;Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a criança tão humana que é divina&lt;br /&gt;É esta minha quotidiana vida de poeta,&lt;br /&gt;E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,&lt;br /&gt;E que o meu mínimo olhar&lt;br /&gt;Me enche de sensação,&lt;br /&gt;E o mais pequeno som, seja do que for,&lt;br /&gt;Parece falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Criança Nova que habita onde vivo&lt;br /&gt;Dá-me uma mão a mim&lt;br /&gt;E a outra a tudo que existe&lt;br /&gt;E assim vamos os três pelo caminho que houver,&lt;br /&gt;Saltando e cantando e rindo&lt;br /&gt;E gozando o nosso segredo comum&lt;br /&gt;Que é o de saber por toda a parte&lt;br /&gt;Que não há mistério no mundo&lt;br /&gt;E que tudo vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Criança Eterna acompanha-me sempre.&lt;br /&gt;A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.&lt;br /&gt;O meu ouvido atento alegremente a todos os sons&lt;br /&gt;São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damo-nos tão bem um com o outro&lt;br /&gt;Na companhia de tudo&lt;br /&gt;Que nunca pensamos um no outro,&lt;br /&gt;Mas vivemos juntos e dois&lt;br /&gt;Com um acordo íntimo&lt;br /&gt;Como a mão direita e a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas&lt;br /&gt;No degrau da porta de casa,&lt;br /&gt;Graves como convém a um deus e a um poeta,&lt;br /&gt;E como se cada pedra&lt;br /&gt;Fosse todo um universo&lt;br /&gt;E fosse por isso um grande perigo para ela&lt;br /&gt;Deixá-la cair no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens&lt;br /&gt;E ele sorri, porque tudo é incrível.&lt;br /&gt;Ri dos reis e dos que não são reis,&lt;br /&gt;E tem pena de ouvir falar das guerras,&lt;br /&gt;E dos comércios, e dos navios&lt;br /&gt;Que ficam fumo no ar dos altos-mares.&lt;br /&gt;Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade&lt;br /&gt;Que uma flor tem ao florescer&lt;br /&gt;E que anda com a luz do sol&lt;br /&gt;A variar os montes e os vales,&lt;br /&gt;E a fazer doer nos olhos os muros caiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ele adormece e eu deito-o.&lt;br /&gt;Levo-o ao colo para dentro de casa&lt;br /&gt;E deito-o, despindo-o lentamente&lt;br /&gt;E como seguindo um ritual muito limpo&lt;br /&gt;E todo materno até ele estar nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dorme dentro da minha alma&lt;br /&gt;E às vezes acorda de noite&lt;br /&gt;E brinca com os meus sonhos.&lt;br /&gt;Vira uns de pernas para o ar,&lt;br /&gt;Põe uns em cima dos outros&lt;br /&gt;E bate as palmas sozinho&lt;br /&gt;Sorrindo para o meu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, filhinho,&lt;br /&gt;Seja eu a criança, o mais pequeno.&lt;br /&gt;Pega-me tu ao colo&lt;br /&gt;E leva-me para dentro da tua casa.&lt;br /&gt;Despe o meu ser cansado e humano&lt;br /&gt;E deita-me na tua cama.&lt;br /&gt;E conta-me histórias, caso eu acorde,&lt;br /&gt;Para eu tornar a adormecer.&lt;br /&gt;E dá-me sonhos teus para eu brincar&lt;br /&gt;Até que nasça qualquer dia&lt;br /&gt;Que tu sabes qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a história do meu Menino Jesus.&lt;br /&gt;Por que razão que se perceba&lt;br /&gt;Não há de ser ela mais verdadeira&lt;br /&gt;Que tudo quanto os filósofos pensam&lt;br /&gt;E tudo quanto as religiões ensinam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Caeiro / Fernando Pessoa&lt;br /&gt;(Poema oitavo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Guardador de Rebanhos&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-6343499638084333651?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/6343499638084333651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=6343499638084333651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6343499638084333651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6343499638084333651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/02/poema-oitavo-de-o-guardador-de-rebanhos.html' title='Poema Oitavo de «O Guardador de Rebanhos»'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8278325477727752865</id><published>2009-02-03T10:14:00.005Z</published><updated>2010-02-14T18:47:51.291Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><title type='text'>A Bruxaria Adolescente</title><content type='html'>Se deixarmos a um lado as picardias de Lázaro de Tormes, talvez sejam Romeu e Julieta os dois primeiros adolescentes realmente protagonistas dũa inesquecível aventura literária no Ocidente. Como demonstra também noutras peças, sem dúvida Shakespeare gostava dos heróis e as heroínas dessa idade, que podem disfarçar-se facilmente como representantes do sexo oposto com deliciosa e imberbe ambiguidade. Dele provavelmente os retomou Charles Dickens no século 19 para a narração juvenil (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;young adults&lt;/span&gt; chamam ao género os anglo-saxões), que também os grandes gostam de ler: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oliver Twist, David Copperfield&lt;/span&gt; e depois com mais malícia Mark Twain em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As aventuras de Tom Sawyer&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Huckleberry Finn&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas quem ascendeu definitivamente o adolescente até ao estrelato da narração aventureira foi Robert Louis Stevenson: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ilha do tesouro&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A seta negra&lt;/span&gt; estão protagonizadas por rapazes, como também é moço David Balfour, o melhor de todos, a quem através das duas partes da sua saga (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kidnapped&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Catriona&lt;/span&gt;) vemos crescer e mesmo amadurecer (se é que apaixonar-se significa madureza). Ninguém como Stevenson expressou o arroubo da idade púbere, as suas vacilações ao pé do beiral da vida, a sua graça desabrida e irresistível, às vezes mortífera. Porque na adolescência há algo de demoníaco, ũa ânsia de alcançar forma estável e ao tempo conservar a irresponsável ondulação do espontâneo, ũa busca apaixonada do amigo adulto que seja ao tempo pai e tentador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Stevenson, o adolescente instalou-se no romance de aventuras juvenil para ficar definitivamente, alguns com um toque mais humorístico — Guilherme Brown — e outros um pouco mais ameninados, como os rapazes e raparigas de Enid Blyton (a quem poderíamos considerar a «avó» de J. K. Rowling e cujas Torres de Mallory tanto recordam o colégio Hogwarts). Eu sinto especial fraqueza pelo mais stevensoniano de todos estes epígonos, lamentavelmente desconhecido em Espanha, Leon Garfield, cujo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Smith&lt;/span&gt; não teria desmerecido no catálogo do próprio R. L. S. Sem esquecermos decerto o Frodo, o Sam e demais companheiros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hobbits&lt;/span&gt;, que são também adolescentes curiosos até fazerem o meio século ou mais das suas invejavelmente longas existências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry Potter descende por via directa desta ilustre prosápia. É hórfão, condição que o adolescente sente como própria porque a puberdade supõe sempre a morte, pelo menos simbólica, dos pais. Mas no seu caso os pais morreram dum modo trágico, que o marcou mesmo fisicamente, e o seu assassinato deixou-lhe como herança a sombra dũa espécie de pai obscuro e sinistro, Lord Voldemort. Nos tempos de Dickens, os hórfãos sacudidos pela vida e a incompreensão rapace do mundo tinham na sua origem um destino aristocrático ou pelo menos patrício, cujos privilégios tardavam a recuperar. Harry Potter pertence a ũa aristocracia de efeitos imediatos e perturbadores, que o isola dos seus parentes mais grosseiros e ao tempo o resguarda e compromete: é um bruxo, um mago inato. A sua longa história iniciática vai descobrindo-lhe paulatinamente que não está sozinho no seu mundo enfeitiçado, mas que essa companhia às vezes pode ser entranhável e outras, perigosa. Volume após volume, a sua saga vai-se fazendo menos humorística e pueril para cobrar aspectos ominosos que o defrontam com os inevitáveis dilemas morais da vida activa: a fidelidade ou a renúncia, o companheirismo rotineiro ou a aspiração a um caminho próprio que às vezes resulta cruel com aqueles que mais amamos... E no final entrevemos a conquista do amor e a desolação do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a tecnologia mágica (cujo encanto faz parte do sucesso da personagem) seja desnecessária para arribar à lição fundamental: que é preciso recorrer ao que de sobre-humano possa haver em nós para alcançarmos com plenitude a modéstia do humano. E por essa prova todos teremos de passar. Há meio século, quando na França apareceu ũa menina prodígio com dotes literários, Minou Drouet, Jean Cocteau comentou: «Todas as crianças são prodígio... menos Minou Drouet». Parafraseando-o à inversa, poderíamos dizer que todos os adolescentes são magos... mesmo Harry Potter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução do artigo de Fernando Sabater, publicado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;El País&lt;/span&gt;, sexta-feira 3 de Agosto de 2007, pag. 48.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8278325477727752865?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8278325477727752865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8278325477727752865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8278325477727752865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8278325477727752865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/02/bruxaria-adolescente.html' title='A Bruxaria Adolescente'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-8724218857368203658</id><published>2009-01-25T18:46:00.004Z</published><updated>2010-03-27T12:09:52.205Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>Conheces as Leis referentes à tua Sexualidade?</title><content type='html'>A sociedade em que vivemos — qualquer que seja, ũa das múltiplas manifestações da «cultura burguesa judaico-cristã» — é em muitos sentidos ũa sociedade enferma. A destruição  cega da «natureza»; a matança indiscriminada de populações pela rapina, a fome, a guerra; a criação de ambientes urbanos cada vez mais artificiais e hostis, onde aumentam a agressividade, as doenças psíquicas, a pobreza... são alguns dos exemplos ou manifestações que se poderia aduzir para sustentar que a nossa sociedade está doente. No plano mais imediato, o do nosso corpo, basta com vermos a consideração que tem entre nós a nudez para o confirmarmos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é nesta sociedade que vivemos e que temos de relacionar-nos uns com os outros, estabelecer amizades, brincar, amar-nos. Não podemos aguardar a que a sociedade mude para fazer tudo isto. Pelo contrário, é fazendo tudo isto que podemos aspirar a criar algo de diferente, a mudar essa parte da sociedade que somos. Viver a contrapelo ou contra corrente, viver contra os valores estabelecidos, é duro e tem muitos riscos. Mas é a única maneira de Viver, de crescer como Pessoa e de ser Livre. Por isso é importante conheceres as normas, as leis, da sociedade que te rodeia. Primeiro, para conheceres os direitos que essa sociedade te reconhece e não abdicares deles nem deixares que tos tirem. Segundo, por se tiveres que transgredir algũa lei, para poderes decidir consciente do que fazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios de comunicação e, em particular, os telefilmes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yankees&lt;/span&gt; são ũa das principais fontes de confusão e desinformação da gente em geral. Se nos fiássemos do que vemos e ouvimos na televisão, teríamos que pensar que em Espanha há delitos que merecem a cadeia perpétua ou mesmo a pena de morte; que consumir maconha ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;haxix&lt;/span&gt; é um delito; que a prostituição também é um delito; que os adultos que namoram com adolescentes são uns delinquentes execráveis, além de pervertidos repulsivos... De facto, há pessoas que acreditam que a realidade é assim. Mas estão muito enganadas: em Espanha está abolida a pena de morte e também não existe a cadeia perpétua; ter e consumir maconha ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;haxix&lt;/span&gt; (ou, para o caso, qualquer outra droga) não é delito; também não é delito prostituir-se ou pagar os serviços de prostitutos; os adultos e os adolescentes, em geral, podem namorar e ter relações sexuais entre si; etc. Centremo-nos, pois, neste último ponto: o relativo às limitações que se impõem às relações eróticas por causa da idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, na maioria dos países ocidentais ou ocidentalizados, o tema costuma reduzir-se ao que em termos legais se chama «idade de consentimento». À partida aceita-se que os maiores de idade, ou seja, machos ou fêmeas de dezoito anos em diante, são livres de estabelecer relações eróticas e sexuais entre si, com a única limitação que possa supor a vontade das partes envolvidas. O problema vem com os menores de idade, pois não todas as sociedades lhes reconhecem a «vontade» de entabular as ditas relações, ou tão sequer de as «consentir», à proposta de outros; daí o do «consentimento». A idade de consentimento seria, assim, a idade em que um menor tem capacidade para admitir ou consentir ũa relação sexual com alguém (na visão do legislador, sempre alguém &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maior&lt;/span&gt;). Esta visão leva em muitas ocasiões ao paradoxo legal de que um rapaz não tenha ainda idade para «consentir» ũa relação sexual mas possa ele mesmo ser acusado de cometer ũa agressão sexual (agressão real ou «agressão» legal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhum critério objectivo para determinar quando ũa pessoa tem capacidade ou madurez para se envolver nũa relação sexual ou doutro tipo, como não há nenhum critério para determinar quando alguém tem madurez para sair sozinho à rua, para fazer a comida, para cuidar dum irmãozinho pequeno, ou para qualquer outra actividade humana que entranhe riscos. De facto, a «idade de consentimento» sexual varia muito duns países a outros (o de uns a outros estados, nos sistemas federais) mesmo entre sociedades ocidentais e europeias. E as vicissitudes políticas também fazem que os legisladores subam ou baixem a idade, segundo considerem que as normas mais abertas ou mais restritivas lhes reportarão mais votos. Entre os treze e os dezoito anos, qualquer «idade de consentimento» é possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que se refere a Espanha, nos nossos dias a «idade de consentimento» está fixada em treze anos. Isto significa que desde os treze anos qualquer adolescente, macho ou fêmea, tem capacidade legal para decidir se quer ou não participar nalgum tipo de contacto sexual com ũa pessoa de qualquer idade (também de mais de treze anos). E, ao mesmo tempo, qualquer pessoa maior de idade tem a liberdade de namorar, relacionar-se, brincar... com adolescentes de mais de treze anos, sempre que estes o «consintam». A única limitação a isto vem dada por situações de dependência o hierarquia (pais e filhos, alunos e professores, etc.) em que se entende que há ou pode haver ũa dissimetria de poder inerente à relação, que impede um «consentimento» livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças de menos de treze anos não têm reconhecida a capacidade de darem o seu «consentimento» para nenhum tipo de relação ou contacto sexual. Por tanto, entende-se que a sua participação nesses actos é sempre fruto dum «abuso» ou «agressão» sexual da outra parte. Os legisladores não contemplam os casos em que a outra parte tenha também menos de treze anos, porque isso choca com o seu preconceito de que ũa criança pré-púbere não pode ter desejos sexuais, além de obviar o facto de muitas crianças — sobretudo meninas — chegarem à puberdade antes dos treze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade legal para participar em actividades sexuais não supõe a possibilidade de aparecer em materiais gráficos (fotografias ou vídeos) de conteúdo erótico explícito. Esses materiais estão considerados «pornografia» e no caso de que apareça algum adolescente menor de idade, são considerados «pornografia infantil». A «pornografia infantil» é ilegal e está perseguida em todas as suas formas: não só é delito produzi-la mas também tê-la. Em internet, não é delito visitar sítios e ver imagens que contenham pornografia infantil, mas sim é delito descarregar esses materiais ao próprio computador, gravá-los e, com certeza, difundi-los ou comerciar com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação supõe dois grandes paradoxos legais. O primeiro, que um adulto pode brincar com um adolescente menor de idade mas não pode fotografar ou gravar o que faz com ele sem incorrer num delito. Quer dizer, é delito gravar o que fazes, mas não fazê-lo! O segundo, que a difusão de tecnologias digitais como telefones móveis, câmaras digitais, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;webcam&lt;/span&gt;, etc., põe à disposição de qualquer adolescente menor de idade a possibilidade de gravar as suas próprias actividades sexuais sem nenhum intermediário adulto. Deste modo, eles mesmos se tornam autores de materiais «pornográficos» que têm a consideração de ilegais porque, em teoria, neles são vítimas dũa exploração cometida pelos autores! Ignoro qual seja a atitude das autoridades ante esta situação. O que sim posso dizer é que em internet há bastantes sítios legais e públicos em que adolescentes e jovens expõem e trocam as suas próprias fotos e vídeos «pornográficos» sem que se possa discernir em muitos casos quem é maior de idade e quem não o é (embora, ao inscrever-se no sítio, em teoria, todos asseguram ser maiores de idade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há que reconhecer que a legislação espanhola nesta matéria é bastante mais justa (menos moralista) que a maioria das leis europeias, pois todos os demais países europeus (e os estados USA, sem dúvida) têm idades de consentimento mais altas, desde os catorze até aos dezoito, e alguns mantêm mesmo disposições discriminatórias pelas quais a idade é mais alta com os adolescentes masculinos ou nas relações entre pessoas do mesmo sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limito-me a comentar o caso de Espanha porque é aqui que vivo e porque assumo (talvez enganado) que são daqui a maioria dos meus leitores. Mas é importante que cada um conheça o que dizem as leis concretas da sua jurisdição. Um sítio muito útil neste sentido é o da &lt;a href="http://www.interpol.int/public/children/sexualabuse/nationallaws/default.asp"&gt;Interpol&lt;/a&gt;, que permite aceder à informação específica de cada país para os temas de actividades sexuais de menores, pornografia e prostituição de menores, etc. Todos os informes estão redigidos nalgũa das línguas oficiais da organização (castelhano, árabe, francês e inglês), estando a maioria, como é de supor, em inglês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-8724218857368203658?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/8724218857368203658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=8724218857368203658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8724218857368203658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/8724218857368203658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/01/conheces-as-leis-referentes-tua.html' title='Conheces as Leis referentes à tua Sexualidade?'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-6473377339712582508</id><published>2009-01-19T11:09:00.004Z</published><updated>2010-02-14T18:49:00.112Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>A Família Cristã</title><content type='html'>De vez em quando, as forças mais conservadoras e fundamentalistas da nossa sociedade saem à rua ou falam através da hierarquia eclesiástica, para reivindicar e defender o modelo tradicional de família. Na sua interpretação, esse modelo é também o modelo de «família cristã», de maneira que os desafios a esse modelo são desafios também às essências do cristianismo. Porém, a leitura dos Evangelhos, o único testemunho válido da palavra de Jesus, não sustenta de nenhum modo essa interpretação.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, a leitura dos Evangelhos mostra ũa atitude crítica ou mesmo hostil de Jesus em relação com a família, que é descrita sempre como um estorvo, um impedimento para a vida espiritual, entregada a Deus, e mesmo como a antítese desta. Para Jesus e os seus discípulos, as ligações de família não são mais que ataduras sociais mundanas, que distraem a atenção da única ocupação que merece a pena ter nesta vida. Vejam-se os seguintes exemplos.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«Disse-lhe alguém: “A tua mãe e os teus irmãos estão lá fora e querem falar-te.” Jesus respondeu ao que lhe falara: “Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?” E, indicando com a mão os discípulos, acrescentou: “Aí estão minha mãe e meus irmãos; pois, todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no Céu, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”» (Mt 12, 47-50; também Mc 3, 31-35; Lc 8, 20-21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz mas a espada. Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra; de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares.» (Mt 10, 34-36; também Lc 12, 51-53)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«E disse a outro: “Segue-me.” Mas ele respondeu: “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.” Jesus disse-lhe: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos. Quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus.” Disse-lhe ainda outro: “Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família.” Jesus respondeu-lhe: “Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não é apto para o Reino de Deus.”» (Lc 9, 59-62; também Mt 8, 21-22)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em último extremo, a opção por Jesus apresenta-se-nos como ũa alternativa exclusiva, que não admite meias tintas. E nessa alternativa, a família não é senão um peso morto que, junto com a casa, as propriedades, etc., ata a pessoa à vida mundana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.» (Mt 10, 37; também Lc 14, 26)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ele disse-lhes: “Em verdade vos digo: Não há ninguém que tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais ou filhos, por causa do Reino de Deus, que não receba muito mais no tempo presente e, no tempo que há-de vir, a vida eterna”.» (Lc 18, 29-30; também Mc10, 29-30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«E, na terra, a ninguém chameis ‘Pai’, porque um só é o vosso ‘Pai’: aquele que está no Céu.» (Mt 23, 9)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, à vista das palavras e dos actos de Jesus, bem como do testemunho coincidente de todos os Evangelhos, não há nenhum modelo de organização familiar que se possa considerar mais ou menos cristão. Porque Jesus, o Cristo, não formou ele próprio ũa família, nem consta que vivesse em nenhum tipo de relação equiparável à família, nem propôs nunca nenhum sistema de convivência entre as pessoas que possa merecer a qualificação de família. Pelo contrário, as suas palavras manifestam de maneira inequívoca a rejeição das ligações familiares, no mesmo plano que quaisquer outras ataduras mundanas que distraiam a pessoa de dedicar-se integramente a Deus e ao seu Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que chamam a si mesmos «cristãos», considerando serem os seguidores do Cristo, manifestam nisto — como em tantas outras coisas — ũa completa falta de fidelidade à palavra e à vida de Jesus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-6473377339712582508?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/6473377339712582508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=6473377339712582508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6473377339712582508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6473377339712582508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2009/01/famlia-crist.html' title='A Família Cristã'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-7573276189669981825</id><published>2008-12-07T16:55:00.009Z</published><updated>2010-02-14T18:49:21.332Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Mais que Amigos: a Primeira União Homossexual Galega</title><content type='html'>Na Idade Média já havia uniões legais entre pessoas do mesmo sexo. O primeiro compromisso documentado na Galiza é do século onze. Pedro Diaz e Muño Vandilaz: é assim que se chamavam os dois homens que contraíram o primeiro matrimónio homossexual documentado na história da Galiza, segundo manifesta Carlos Callón na sua coluna do jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Galicia Hoxe&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A 16 de Abril de 1061, estes dois homens, moradores do que hoje constitui o concelho de Rairiz de Veiga, estipulam mediante escritura pública a sua convivência juntos na mesma casa. Neste documento, encontrado no Tombo de Celanova, e depositado na actualidade no Arquivo Histórico Nacional de Madrid, manifestam a sua vontade de compartilhar a sua vida, ao mesmo tempo que enumeram uma série de actividades quotidianas: cuidar da casa, enfeitá-la, governá-la, partilhar roupa, comida e bebida... até a morte de um deles, quando o outro se tornará no seu herdeiro. Por último, assumem o compromisso, mediante a fórmula de se fazerem «amicos bonos cum fide et veritate», e de estipularem a obrigação de terem as mesmas amizades e inimizades «in totos dies et noctes in omne tempus vel tempora» (todos os dias e noites de todos os tempos). Esta fórmula tem muita semelhança com os rituais de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;adelphopoiesis&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/STv2Q0TnQ1I/AAAAAAAABEw/MNNCtTnv-o4/s1600-h/mais+que+amigos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 10px 10px 5px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 310px; height: 208px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/STv2Q0TnQ1I/AAAAAAAABEw/MNNCtTnv-o4/s320/mais+que+amigos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277082157173916498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não se trata dum caso isolado nem raro na Idade Média, nem na Galiza nem no resto da Europa. John Boswell, catedrático da história medieval na Universidade de Yale, regista em obras como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Same-Sex Unions in Premodern Europe&lt;/span&gt; dúzias de exemplos de institucionalização das uniões de casais do mesmo sexo naquela época. O meio mais vulgar era a «adelphopoiesis» ou cerimónia de irmandade, praticada por várias igrejas cristãs (nomeadamente as ortodoxas) durante a Idade Média e inícios da Era Moderna. Os homens unidos nesta cerimónia (não nos chegaram registos de possíveis uniões públicas entre mulheres naquela altura) eram sepultados juntos. Nos cemitérios das Ilhas Britânicas encontramos hoje em dia numerosos exemplos de pares de homens enterrados juntos, com epitáfios como «O amor uniu-os na vida. Que a terra os una na morte». Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Marriage of Likeness&lt;/span&gt;, o mesmo Boswell chega a documentar a celebração duma missa para um casamento homossexual há dois séculos, na Basílica de S. João de Letran, sé catedral do Papa como bispo de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que fazer dois esclarecimentos quanto a este ponto. O primeiro, referente às uniões características destes compromissos, que em muitos casos supunham tão-só uma união de conveniência, não afectiva nem sexual, precisa para se reforçar uma família ou evitar a fragmentação duma propriedade. No entanto, este era também o motivo mais frequente das uniões heterossexuais, que em muitos casos não comportavam relação sexual nenhuma. Ainda mais: a própria Igreja promovia estes casamentos heterossexuais «castos». O segundo esclarecimento é sobre a exactidão da denominação de «matrimónio» para estas uniões. A união de Pedro Diaz e Muño Vandilaz decerto não o era, entre outras razões porque até ao ano de 1215 a Igreja não fixa o sacramento para regular tais compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos documentos medievais, bem como nas obras literárias, achamos exemplos bastantes destas uniões, como a lenda de Amys e Amylion, um conto popular que nos chega através do relato escrito em latim por um clérigo do século treze. Nesta versão cristianizada, fala de dois irmãos de sangue que lutaram com Carlos Magno e que foram enterrados por separado. Durante a noite, porém, os cadáveres moveram-se um para o outro e na manhã seguinte foram encontrados a jazer juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/STv6F4cLLlI/AAAAAAAABE4/xr4ysSY_vNY/s1600-h/Taras%26Henry01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 475px; height: 327px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/STv6F4cLLlI/AAAAAAAABE4/xr4ysSY_vNY/s400/Taras%26Henry01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277086367351516754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro exemplo é a história de Edward II de Inglaterra e Piers Gaveston, registada numa crónica oficial da guerra civil, que descreve o seu primeiro encontro desta maneira: «Quando o filho do rei o viu, sentiu tanto amor que fez uma irmandade com ele e resolveu com decisão, ante todos os mortais, enlaçar-se numa ligação indissolúvel de amor com ele.» A propósito deste romance, a crónica do mosteiro cisterciense de Meaux, em Yorkshire, comenta que Edward «in vitio sodomitico nimium delectabat» (se deleitava em especial no vício sodomítico) e o biógrafo moderno de Gaveston conclui que não há dúvida de a relação entre Edward y Graveston ser de natureza sexual. Portanto, o carácter sexual destas uniões era tão habitual como o era nos casais heterossexuais, havendo na literatura popular numerosas referências galhofeiras «ao prazer especial» das relações carnais com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;commatres&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;compatres&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tradução do artigo &lt;a href="http://www.vieiros.com/nova/70724/mais-que-amigos"&gt;Máis que Amigos&lt;/a&gt;, publicado a 06/12/2008 na revista online &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vieiros&lt;/span&gt;.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-7573276189669981825?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/7573276189669981825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=7573276189669981825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7573276189669981825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/7573276189669981825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/12/mais-que-amigos-primeira-unio.html' title='Mais que Amigos: a Primeira União Homossexual Galega'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/STv2Q0TnQ1I/AAAAAAAABEw/MNNCtTnv-o4/s72-c/mais+que+amigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1855123656637488416</id><published>2008-11-04T12:37:00.015Z</published><updated>2010-02-14T18:49:44.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapazes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Sigur Rós — Viðrar vel til loftárása</title><content type='html'>Este é o vídeo oficial da canção «Viðrar vel til loftárása», do grupo islandês &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sigur Rós&lt;/span&gt;. Pertence ao álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ágætis byrjun&lt;/span&gt;, publicado em 1999. O vídeo é do ano de 2000. A letra da canção está em islandês mas o argumento da estória gráfica não tem relação directa com ela, de maneira que o idioma não é um impedimento para compreendermos e gozarmos o vídeo. Trata-se dũa pequena celebração do amor e o desejo em dois rapazes adolescentes, que nos mostra também a cara obscura representada pelo moralismo intransigente dos adultos (família, Igreja...). Ũa triste realidade, tão conhecida nas nossas sociedades, que se continua a repetir ũa e outra vez.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="399" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8b2faddd6c8fb2af" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8b2faddd6c8fb2af%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330267571%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7943E59D17C5DDBAEB6ACCCD0EF4D43C48ED0697.55D341A54F95C5CEA777D06F6B82806AADE65B4%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8b2faddd6c8fb2af%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DaA-eKQB1Hsf7BugQ_-qIOjlu3Jw&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="480" height="399" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8b2faddd6c8fb2af%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330267571%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7943E59D17C5DDBAEB6ACCCD0EF4D43C48ED0697.55D341A54F95C5CEA777D06F6B82806AADE65B4%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8b2faddd6c8fb2af%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DaA-eKQB1Hsf7BugQ_-qIOjlu3Jw&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota&lt;/span&gt;: Se tiveres interesse, podes ver mais informação sobre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sigur Rós&lt;/span&gt; no &lt;a href="http://www.sigur-ros.co.uk/"&gt;website oficial&lt;/a&gt; do grupo, bem como nos seus canais de vídeos em &lt;a href="http://www.youtube.com/user/sigurros"&gt;YouTube&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://vimeo.com/sigurros"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-1855123656637488416?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/1855123656637488416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=1855123656637488416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1855123656637488416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1855123656637488416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/11/sigur-rs-virar-vel-til-loftrsa.html' title='Sigur Rós — Viðrar vel til loftárása'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-3570108045837736775</id><published>2008-10-31T23:57:00.018Z</published><updated>2010-02-14T18:50:14.033Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>As sexualidades das Ovelhas Bravas</title><content type='html'>(Vem de &lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/06/exuberancia-biolgica-homosexualidad-y.html"&gt;Exuberância Biológica: Homossexualidade e outras condutas sexuais não reprodutivas no mundo animal&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRF8HbqVgkI/AAAAAAAABCg/Gfhr2ut4uyo/s1600-h/argali03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 10px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 263px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRF8HbqVgkI/AAAAAAAABCg/Gfhr2ut4uyo/s400/argali03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265125906499076674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Organização social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As ovelhas bravas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ovis&lt;/span&gt; spp.) vivem em grupos segregados por sexos, em geral duns 5-15 indivíduos. Durante a época do cio, os sexos misturam-se e acasalam de maneira promíscua (os machos copulam com múltiplas companheiras e não formam ligações duradouras de casal nem participam nas funções paternas).&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Descrição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRF00mGGjkI/AAAAAAAABCQ/NTY7-9kF8b4/s1600-h/Bighorn09.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0pt 0px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 131px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRF00mGGjkI/AAAAAAAABCQ/NTY7-9kF8b4/s200/Bighorn09.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265117886300982850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Expressão da conduta&lt;/span&gt;: Nas espécies norte-americanas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Ovis canadensis, O. dalli)&lt;/span&gt; os machos vivem no que um zoólogo descreveu como «sociedades homossexuais», nas quais o cortejo e a actividade sexual ocorrem rotineiramente entre todos os carneiros. De maneira típica, um macho de mais idade e posição social superior costuma cortejar um macho mais novo do que ele, usando ũa sequência de movimentos codificados. O cortejo entre membros do mesmo sexo amiúde começa quando um macho se aproxima do outro na postura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;low-stretch&lt;/span&gt;, consistente em que a cabeça e o pescoço se mantêm baixos e bem estendidos para a frente. Esta postura pode ser combinada com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;twist&lt;/span&gt;, em que o carneiro gira claramente a cabeça e aponta o focinho para o outro macho, amiúde enquanto sacode a língua e emite sons como grunhidos e semelhantes. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRF2OsledXI/AAAAAAAABCY/RgOr3TImUaw/s1600-h/mouflon000.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 10px 0px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 170px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRF2OsledXI/AAAAAAAABCY/RgOr3TImUaw/s200/mouflon000.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265119434231412082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O cortejador costuma realizar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;foreleg kick&lt;/span&gt;, avançando com rigidez ũa perna anterior contra o peito do outro macho ou entre as suas pernas posteriores. Ocasionalmente também cheira e mexe com o focinho na área genital do outro macho e pode realizar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lip-curling&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flehmen&lt;/span&gt;, consistente em provar o cheiro da urina do outro macho retraindo o lábio superior para expor um órgão olfactivo especial. Os carneiros de Dall &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Ovis dalli)&lt;/span&gt; podem chegar a lamber o pénis do macho que estão a cortejar. O cortejado às vezes esfrega a testa e as bochechas contra a cara do outro carneiro — o que inclui lambidelas e mordicações — e pode também esfregar os cornos no pescoço, o peito ou os ombros do outro, luzindo em ocasiões ũa erecção. Nas espécies de ovelhas asiáticas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Ovis orientalis, O. ammon)&lt;/span&gt; ocorrem condutas de cortejo parecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da lambedura genital, a actividade sexual entre carneiros costuma incluir a monta e a penetração anal: de maneira típica, o macho mais velho levanta-se nas pernas traseiras e monta por trás o macho mais novo, colocando as pernas anteriores nos flancos deste. O montado adopta ũa postura característica, conhecida como lordosis, consistente em arquear o lombo para facilitar a cópula (esta postura manifesta-se também em muitas fêmeas de mamíferos durante o acasalamento heterossexual). &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRFzOe07ACI/AAAAAAAABCI/PWi8gKXM1UQ/s1600-h/mouflon%3F%3F.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0px 0px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRFzOe07ACI/AAAAAAAABCI/PWi8gKXM1UQ/s320/mouflon%3F%3F.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265116132003217442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O carneiro que monta costuma ter o pénis em erecção e consumar ũa penetração anal plena, realizando sacudiduras pélvicas que, provavelmente, levam em muitos casos à ejaculação. As interacções de cortejo e monta entre machos às vezes também têm lugar em grupos (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cuddles&lt;/span&gt;): de três a dez carneiros reúnem-se nũa roda para se roçarem, acariciar-se com o focinho, lamber-se, esfregar os cornos e montar-se uns aos outros. Habitualmente estes grupinhos são interacções não agressivas nas quais os carneiros participam de bom grado; às vezes, no entanto, alguns membros dum grupo centram a atenção no mesmo carneiro (em geral mais novo), montando-o por turnos e chegando a persegui-lo se ele quiser ir-se embora. As fêmeas, em ocasiões, também participam em actividades sexuais com outras ovelhas, o que inclui lamber os genitais da outra, montá-la e actividades ocasionais de cortejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRFwwKqC3yI/AAAAAAAABB4/xiSVUdLCK5o/s1600-h/Mouflon04Hawaii.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 10px 0px 0px; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRFwwKqC3yI/AAAAAAAABB4/xiSVUdLCK5o/s320/Mouflon04Hawaii.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265113412169555746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tão generalizados e fundamentais são os cortejos e a sexualidade entre indivíduos do mesmo sexo nas ovelhas bravas, que se diz das fêmeas que «imitam» os machos para acasalarem com eles. As fêmeas adoptam as pautas de comportamento típicas dos carneiros novos cortejados pelos machos mais velhos, provocando dessa forma o interesse sexual dos carneiros, ironicamente, por elas se parecerem com os machos. Noutro giro dos roles de sexos e da sexualidade, às vezes também há machos «imitadores de fêmeas» nalgũas populações. Mas, como traço notável, tais machos não costumam participar nos cortejos e montas homossexuais. Os machos transexuais não se distinguem fisicamente dos outros carneiros, mas no seu comportamento parecem-se com as fêmeas. Permanecem todo o ano nos rebanhos segregados exclusivamente femininos, com frequência adoptam a postura agachada típica das fêmeas para urinar, e são menos agressivos e de posição inferior à maioria dos machos e mesmo a muitas fêmeas (ainda que tenham amiúde corpos e cornos de maior tamanho, os critérios típicos para se estabelecer a posição social). Ainda mais significativo, os machos transexuais não costumam permitir aos outros carneiros que os cortejem nem os montem. Mais ũa vez, é esta ũa pauta tipicamente feminina, pois em geral as fêmeas destas espécies não permitem aos carneiros cortejá-las nem montá-las excepto nos poucos dias em que estão em cio cada ano.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRGEeZo55iI/AAAAAAAABCo/5-u385Uw_YI/s1600-h/Argali01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0px 0px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRGEeZo55iI/AAAAAAAABCo/5-u385Uw_YI/s320/Argali01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265135097186215458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orientação&lt;/span&gt;: Praticamente todos os carneiros das espécies norte-americanas participam em cortejos e montas homossexuais; a frequência com que intervêm também em actividades heterossexuais durante o cio varia segundo a idade e a posição social. Os carneiros mais novos, de posição inferior — cerca de metade da população masculina — raramente conseguem acasalar com nenhũa fêmea, e alguns desses machos só mantêm relações homossexuais. Nos carneiros de mais idade, com posição social mais elevada, a conduta heterossexual é muito mais comum; mas mesmo quando cortejam e montam fêmeas, com frequência o fazem por causa das pautas de comportamento aparentemente masculino que empregam as fêmeas (como se descreveu atrás). Noutras palavras, mesmo na sua heterossexualidade, as ovelhas bravas podem ser decididamente «homossexuais».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-3570108045837736775?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/3570108045837736775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=3570108045837736775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3570108045837736775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/3570108045837736775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/10/as-sexualidades-das-ovelhas-selvagens.html' title='As sexualidades das Ovelhas Bravas'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SRF8HbqVgkI/AAAAAAAABCg/Gfhr2ut4uyo/s72-c/argali03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-6017623218125263143</id><published>2008-10-31T23:53:00.016Z</published><updated>2010-02-14T18:50:54.934Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>As sexualidades do Roaz-de-Bandeira ou Orca</title><content type='html'>(Vem de &lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/06/exuberancia-biolgica-homosexualidad-y.html"&gt;Exuberância Biológica: Homossexualidade e outras condutas sexuais não reprodutivas no mundo animal&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQy5uv0H6fI/AAAAAAAAA_s/LlSNolF4gHA/s1600-h/orca+family.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 10px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 495px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQy5uv0H6fI/AAAAAAAAA_s/LlSNolF4gHA/s400/orca+family.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263786277249477106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Organização social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os roazes-de-bandeira ou orcas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orcinus orca&lt;/span&gt;) vivem nũa sociedade complexa baseada nũa unidade chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grupo matrilinear&lt;/span&gt;, que está centrada nas fêmeas. Este constituem-no ũa fêmea adulta, a matriarca — em geral, activa no aspecto reprodutivo, mas às vezes mais velha e já não reprodutora — e os seus filhos, jovens ou adultos. Às vezes também está presente a mãe ou a avó, e é possível que irmãos ou tios. Os grupos matrilineares costumam constar de três ou quatro roazes (embora alguns cheguem até nove); estes grupos estão organizados em unidades sociais maiores, conhecidas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clãs&lt;/span&gt;, que tendem a socializar-se juntos e partilham um dialecto comum nas suas vocalizações. Algũas populações de roazes estão formadas por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;transeuntes&lt;/span&gt; que viajam amplamente em pequenos grupos (em ocasiões sós) e usam menos vocalizações. Ao contrário dos roazes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;residentes&lt;/span&gt;, comem de preferência mamíferos marinhos antes que peixes.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Descrição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Expressão da conduta&lt;/span&gt;: As interacções homossexuais são ũa parte integral e importante da vida social do roaz masculino. Durante o verão e o outono — quando os clãs residentes se reúnem para fazer um banquete com os salmões de passagem — os machos de todas as idades passam amiúde as tardes em sessões de cortejo e actividades afectuosas e sexuais, uns com os outros. Ũa interacção homossexual típica começa quando um macho deixa o seu grupo matrilinear para se juntar a um grupo temporal só masculino; ũa sessão&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQy9Fj159cI/AAAAAAAAA_0/qmmGqz371f8/s1600-h/roaz-orca-17.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0pt 5px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 176px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQy9Fj159cI/AAAAAAAAA_0/qmmGqz371f8/s200/roaz-orca-17.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263789967707600322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pode durar desde uns poucos minutos até mais de duas horas, sendo a duração média de cerca de ũa hora. Habitualmente, só participam dois roazes à vez, embora não sejam raros os grupos de três ou quatro machos, e chegou-se a observar até cinco participantes juntos. Os machos rebolam-se na superfície, salpicando-se e entrando em contacto corporal frequente enquanto se perseguem, se empurram com delicadeza e se roçam entre eles. Isto costuma ir acompanhado de exibições acrobáticas tais como vigorosas palmadas na água com a cauda ou as barbatanas, sacar a cabeça fora da água (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;spyhopping&lt;/span&gt;), arquear o corpo enquanto se bóia na superfície ou justo antes de mergulhar, e vocalizar no ar. Os machos prestam ũa atenção particular à barriga e a região genital do outro, e amiúde iniciam ũa conduta conhecida como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;orientação focinho-genital&lt;/span&gt;, que também se vê nas sequências de cortejo e acasalamento heterossexual. Mesmo debaixo da superfície da água, um macho nada por baixo do outro, virado com o ventre para acima e o dorso para abaixo, enquanto toca e acaricia a área genital do outro com o seu focinho. Os dois machos nadam juntos nesta posição, mantendo o contacto focinho-genital enquanto o de acima emerge para respirar; depois mergulham juntos, descendo em espiral para as profundidades nũa elegante formação de dupla hélice. Como ũa variante desta sequência, às vezes um macho arqueia a sua cauda fora da água mesmo antes dum mergulho, permitindo ao outro macho que lhe roce o focinho contra o ventre e a área genital. Quando o par volta a emergir depois de três a cinco minutos, repetem a sequência, mas desta vez com a posição dos dois invertida. De facto, quase 90 por cento das condutas homossexuais são recíprocas; quer dizer, os machos revezam-se para se tocar ou interactuar um com o outro. Durante todas estas interacções, os roazes luzem com frequência os pénis em erecção, rolando na superfície ou debaixo da água para mostrarem os seus distintivos órgãos cor-de-rosa, de quase um metro de longo. Um macho pode também tentar meter o pénis — cujo extremo preênsil se pode mover de maneira independente — na abertura genital do outro (bem que isto ainda tenha que ser verificado plenamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQy-Guaef0I/AAAAAAAAA_8/zMTohdTUaEk/s1600-h/orca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 10px 5px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQy-Guaef0I/AAAAAAAAA_8/zMTohdTUaEk/s320/orca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263791087236841282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda que nas actividades homossexuais participem machos de todas as idades, este comportamento predomina entre roazes «adolescentes» (indivíduos sexualmente maduros de 12-25 anos). Mais de três quartas partes das sessões envolvem machos com diferenças de idade de mais de cinco anos, embora os indivíduos da mesma idade também se interrelacionem (em especial os adolescentes). Ocasionalmente tem lugar actividade homossexual só entre adultos (quer dizer, machos de 25 anos ou mais). Alguns machos têm companheiros favoritos com os quais interactuam um e outro ano, podendo chegar a construir «amizades» ou acasalamentos duradouros com um indivíduo particular. A maioria dos participantes nas actividades homossexuais procedem de diferentes grupos matrilineares e não estão, pois, aparentados; no entanto, mais dum terço das sessões incluem irmãos ou meio irmãos (junto com outros participantes), enquanto 9 por cento são totalmente incestuosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Frequência&lt;/span&gt;: As interacções homossexuais são comuns nos roazes durante o verão e o outono, em especial durante Agosto e Setembro: cada temporada podem ter lugar entre 6 e 30 ou mais sessões de actividade entre machos nalgũas populações. Em média, cada macho participa nũa ou duas sessões cada temporada, dedicando cerca de 10 por cento do seu tempo a estas actividades; no entanto, alguns machos podem implicar-se até em sete ou oito sessões e dedicar mais de 18 por cento do tempo a esta conduta. Em conjunto, nalgũas populações, mais de três quartas partes das actividades sexuais observadas ocorrem entre machos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQzAjR_IpcI/AAAAAAAABAE/Og5nbUGowxQ/s1600-h/orca-whales-spyhopping_358.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 0pt 5px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQzAjR_IpcI/AAAAAAAABAE/Og5nbUGowxQ/s200/orca-whales-spyhopping_358.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263793776845432258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orientação&lt;/span&gt;: Entre um terço e mais de metade dos machos tomam parte em interacções homossexuais. Esta conduta é predominante em especial entre os roazes novos: os machos adolescentes participam quatro vezes mais que os adultos. Muitos dos machos que tomam parte nesta conduta são provavelmente bissexuais, dado que também cortejam as fêmeas e acasalam com elas. No entanto, há claras diferenças entre indivíduos a respeito da afinidade ou «preferência» pelas interacções homossexuais: alguns machos de roaz participam amiúde e procuram activamente companheiros do mesmo sexo, enquanto que outros se implicam muito menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-6017623218125263143?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/6017623218125263143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=6017623218125263143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6017623218125263143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/6017623218125263143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/10/as-sexualidades-do-roaz-de-bandeira.html' title='As sexualidades do Roaz-de-Bandeira ou Orca'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SQy5uv0H6fI/AAAAAAAAA_s/LlSNolF4gHA/s72-c/orca+family.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-4346626213879784431</id><published>2008-10-31T23:49:00.014Z</published><updated>2010-02-14T18:51:20.454Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>As sexualidades dos Golfinhos</title><content type='html'>(Vem de &lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/06/exuberancia-biolgica-homosexualidad-y.html"&gt;Exuberância Biológica: Homossexualidade e outras condutas sexuais não reprodutivas no mundo animal&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Organização social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O roaz-corvineiro (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tursiops truncatus&lt;/span&gt;) tem um sistema social muito desenvolvido, que se caracteriza por quatro unidades sociais básicas: pares de mãe com a sua cria, grupos de adolescentes (a miúdo só masculinos, ou com preponderância de machos), bandos de até ũa dúzia de fêmeas adultas com os seus filhos, e machos adultos em casal (e menos comummente, solitários). Os golfinhos-de-focinho-longo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stenella longirostris&lt;/span&gt;) podem ter ũa organização social mais flexível, embora às vezes se possa reconhecer alianças de machos, bem como bandos de um milhar de indivíduos ou mais. O sistema de acasalamento heterossexual conhece-se mal; contudo, não há ligações fortes entre macho e fêmea, e os animais provavelmente acasalam com múltiplos parceiros.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Descrição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Expressão da conduta:&lt;/span&gt; Nas duas espécies de golfinhos é frequente que animais do mesmo sexo tomem parte em actividades afectivas e sexuais que têm muitos dos elementos do cortejo e a sexualidade heterossexuais. Por exemplo, dois machos ou duas fêmeas amiúde roçam os corpos, tocam-se com a boca e o focinho, e podem acariciar-se e bater-se — simultânea ou alternativamente — com as barbatanas do peito, as da cauda, o focinho (ou «bico») e a cabeça. Algũas vezes tudo isto está acompanhado de acções lúdicas que compreendem o rolar, perseguir-se, empurrar-se e saltar. Durante esta actividade — que pode durar desde uns minutos até várias horas — os machos podem luzir os pénis erectos. As actividades homossexuais mais explícitas adoptam diversidade de formas. Um animal pode bater ou apalpar com delicadeza na área genital do outro com as suaves pontas das suas barbatanas peitorais ou caudais. As fêmeas do golfinho-de-focinho-longo algũas vezes chegam a «montar» na barbatana dorsal da outra fêmea: ũa introduz a sua barbatana na vulva ou abertura genital da outra e nesta posição nadam juntas. Nas fêmeas do roaz a estimulação directa do clítoris é um traço destacado das interacções homossexuais. Amiúde duas fêmeas se alternam em esfregar o clítoris da outra, usando ou o focinho ou as barbatanas, ou pelo contrário masturbam-se activamente contra os apêndices da companheira. As fêmeas também podem apertar-se em posição ventre com ventre (como no acasalamento heterossexual) e empurrar ũa contra a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uzvAK3xIz0Q&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uzvAK3xIz0Q&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="640"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As interacções homossexuais também incluem ũa forma de sexo «oral» na qual um animal esfrega e acaricia os genitais do outro com o seu focinho; como os dois sexos têm ũa dobra ou abertura genital, a penetração também é possível desta maneira tanto nos machos como nas fêmeas. Um animal pode introduzir a ponta do seu focinho nos genitais do outro ou simplesmente usar a sua mandíbula inferior para penetrar e estimular o seu companheiro. Às vezes isto conduz a ũa actividade sexual conhecida como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;propulsão focinho-genital&lt;/span&gt;, na qual um indivíduo mete o focinho nos genitais do outro e depois impulsa com cuidado os dois para adiante, mantendo a penetração enquanto nadam juntos. O animal de abaixo também pode girar sobre o costado ou torcer o ventre para acima durante esta actividade. Os golfinhos machos algũas vezes esfregam o pénis erecto no corpo ou a área genital do companheiro. Isto pode levar à cópula, consistente em que um macho nada debaixo do outro com a parte ventral virada para acima, apertando os genitais contra o outro e chegando a introduzir o pénis na fenda genital (ou, menos comummente, no ânus) do macho de acima (esta mesma posição se usa na cópula heterossexual). Os dois companheiros podem trocar posições, alternando durante a mesma sessão, ou acaso mudando os «roles» por um período mais longo. Se há diferença de idade entre os machos participantes, qualquer deles pode penetrar o outro; assim, chegou-se a observar roazes-corvineiros adolescentes penetrando machos de muito mais idade. Podem tomar parte em actividades homossexuais grupos de três ou quatro machos, ou um macho pode masturbar-se (esfregando o pénis na areia ou nos penedos) enquanto outros machos estão a montar-se ao lado. A actividade homossexual às vezes vai acompanhada de condutas agressivas, mas estas também podem produzir-se durante as interacções heterossexuais (pôde-se observar machos e fêmeas obrigando-se a submergir um ao outro, por exemplo, e investindo-se de frente, como prelúdio para o acasalamento). Nos golfinhos-de-focinho-longo, algũas vezes reúnem-se grupos dũa dúzia ou mais de indivíduos dos dois sexos em algo assim como «bacanais» de carícias e conduta sexual (tanto do mesmo sexo como de sexos opostos); estes grupos são conhecidos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wuzzles&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os machos de roaz a miúdo formam uniões de casal que duram toda a vida. Os machos adolescentes e os mais novos costumam viver em grupos só masculinos nos quais as actividades homossexuais são comuns; é no interior desses grupos que um macho começa a desenvolver ũa forte relação com um companheiro particular (habitualmente da mesma idade) com o qual passará o resto da vida. Os dois roazes tornam-se companheiros constantes, fazendo amiúde longas viagens; embora a actividade sexual provavelmente diminua segundo se fazem mais velhos, pode continuar a ser um carácter habitual de tais relações. Às vezes os machos emparceirados revezam-se, de maneira que um vigia e permanece de guarda enquanto o companheiro descansa. Também defendem os seus parceiros contra predadores tais como tubarões e protegem-nos enquanto se estão a curar das feridas infligidas pelos ataques destes. Algũas vezes, três machos formam um trio estreitamente unido. Quando o companheiro morre, um macho pode ocupar muito tempo em procurar um novo parceiro masculino — habitualmente sem sucesso, dado que a maioria dos machos da comunidade já estão emparceirados e não romperão as suas ligações. Se, no entanto, pode encontrar outro «viúvo» cujo companheiro também tenha morrido, os dois podem formar um casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos roazes machos, às vezes perseguem agressivamente golfinhos-malhados (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stenella frontalis&lt;/span&gt;), tanto adultos como jovens, e copulam com eles. Depois dũa perseguição inicial, o roaz costuma arquear e esfregar o corpo e o pénis em erecção contra o golfinho-malhado, e logo de seguida monta-o (a miúdo, penetrando-o) desde ũa posição lateral, erguida. Esta posição para montar é diferente da aproximação ventre a ventre, um acima e outro debaixo, usada para os encontros sexuais entre membros da espécie. Às vezes, um par de machos roazes persegue um macho malhado e os dois companheiros montam-no ao mesmo tempo. Embora amiúde lúdica, esta actividade homossexual interespecífica, que requer muita energia, também pode estar acompanhada de comportamentos agressivos tais como batimentos caudais, posturas ameaçadoras e vocalizações esganiçadas (também presentes nas interacções heterossexuais entre estas duas espécies e entre os próprios roazes, como se indicou atrás). De facto, grupos de golfinhos-malhados — às vezes acompanhados de machos roazes — podem juntar-se para afugentar os machos de roaz que tomam parte nestas interacções sexuais mais agressivas. No entanto, mesmo que essa actividade vá acompanhada de agressão aberta, os machos de roaz e golfinho-malhado que se relacionam sexualmente entre eles também podem mais tarde agrupar-se e cooperar. Os machos de golfinho-malhado também tomam parte em actividades homossexuais entre eles, e os adultos algũas vezes chegam a copular com crias masculinas da sua espécie. Num desses casos, a actividade homossexual adulto-juvenil esteve precedida por ũa vocalização que se conhece como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;murmúrio genital&lt;/span&gt;, consistente em que o macho adulto dirige um jorro de rápidos estalos zumbidores de tom baixo (grave) à área genital da cria. Este som, que é também um componente do cortejo heterossexual nesta espécie, pode servir como ũa forma de «preliminares» acústicos, pois em realidade as intensas ondas sonoras pulsadas estimulam os genitais. Os golfinhos roaz e de-focinho-longo dos dois sexos também foram observados em cativeiro participando em actividades homossexuais com outras espécies de golfinhos, tais como o golfinho-comum (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Delphinus delphis&lt;/span&gt;), o golfinho-riscado do Pacífico (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lagenorhynchus obliquidens&lt;/span&gt;), o golfinho-embridado (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stenella attenuata&lt;/span&gt;) e o roaz-negro (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pseudorca crassidens&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_J2N5ttFBN8&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_J2N5ttFBN8&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Frequência:&lt;/span&gt; As interacções homossexuais são frequentes e regulares nos golfinhos silvestres, em particular dentro dos grupos dos machos de roaz-corvineiro mais novos. Em grupos mistos, em cativeiro a conduta homossexual ocorre com a mesma frequência — e nalguns casos mais a miúdo — que as actividades heterossexuais. Os casais masculinos são ũa característica omnipresente em muitas comunidades de roaz-corvineiro; nalguns casos, mais de três quartas partes dos machos vivem em pares do mesmo sexo. Cerca de 30 por cento das interacções entre roazes e golfinhos-malhados em estado selvagem incluem actividades homossexuais (amiúde acompanhadas de condutas agressivas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Orientação:&lt;/span&gt; As vidas dos roazes machos caracterizam-se por ũa ampla bissexualidade, combinada com períodos de homossexualidade exclusiva. Sendo adolescentes e jovens mantêm interacções homossexuais regulares em grupos só masculinos, alternando algũas vezes com actividade heterossexual. Desde os 10 anos em diante, a maioria dos roazes machos formam uniões de casal com outro macho, e como não costumam procriar até aos 20-25 anos, pode haver um extenso período — de 10-15 anos — de interacção principalmente com o mesmo sexo. Mais tarde, quando começam a acasalar com fêmeas, mantêm ainda as relações primárias de casal masculino, e nalgũas populações os pares ou trios de machos cooperam em conseguir fêmeas ou em interactuar sexualmente com machos de golfinho-malhado. Como nũa comunidade só nascem cinco ou seis crias cada ano, provavelmente não mais de metade dos machos adultos tenham actividade heterossexual em cada época reprodutiva (e se calhar muitos menos se, como sugerem alguns biólogos, só dois ou três machos monopolizam todas as cópulas). Os machos que não formam casais do mesmo sexo poderiam ter ũa orientação heterossexual mais exclusiva. As fêmeas de roaz-corvineiro provavelmente tenham pautas similares de interacções bissexuais, encobertas num quadro de relações sociais centradas em boa medida no sexo feminino. Os golfinhos-de-focinho-longo parece serem mais uniformemente bissexuais, sem períodos extensos de homossexualidade exclusiva, alternando com frequência entre interacções com o mesmo sexo e com o sexo oposto, em rápida sucessão (este tipo de bissexualidade concorrente também foi observada em roazes e golfinhos-malhados). Em cativeiro, contudo, os golfinhos-de-focinho-longo manifestam um contínuo, havendo alguns indivíduos em cuja conduta as actividades homossexuais só supõem 10 por cento do total, outros animais em que chegam a metade ou dois terços, enquanto que alguns outros interactuam quase exclusivamente com golfinhos do mesmo sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Heterossexualidades não reprodutivas e alternativas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As actividades não reprodutivas são um sinal de identidade dos golfinhos nas interacções heterossexuais. Virtualmente todos os comportamentos não reprodutivos descritos atrás para as interacções entre indivíduos do mesmo sexo também ocorrem entre machos e fêmeas, incluídas a propulsão focinho-genital e a estimulação dos genitais com as barbatanas ou o focinho. A actividade sexual em grupo — em grande parte heterossexual mas não reprodutiva — tem lugar nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wuzzles&lt;/span&gt; de golfinhos-de-focinho-longo, e o cortejo e a actividade sexual nos roazes-corvineiros às vezes implica até dez animais ao mesmo tempo. Nos golfinhos, a sexualidade das fêmeas está a miúdo orientada ao prazer, centrando-se na estimulação do clítoris nũa proporção semelhante, senão maior, à penetração vaginal e à inseminação. Os roazes acasalam e interactuam sexualmente em todas as épocas do ano, não só durante a estação reprodutora; nos golfinhos-de-focinho-longo (e noutras espécies também) os machos têm um ciclo sexual anual, com períodos significativos durante os quais provavelmente sejam incapazes de fertilizar as fêmeas. Por outro lado, a masturbação é um traço destacado da vida sexual do roaz: tanto machos como fêmeas esfregam os genitais contra objectos inanimados ou outros animais, chegando a desenvolver a actividade a modo dum divertido «jogo». Pôde-se observar fêmeas a empregarem os músculos da região vaginal para levar pequenas bolas de borracha, contra as quais depois esfregavam os genitais. Os golfinhos novos são sexualmente precoces e foi possível observar cópulas incestuosas entre machos de poucos meses e suas mães. Tanto os machos como as fêmeas de roaz interactuam também com golfinhos-malhados do outro sexo, usando a miúdo a mesma posição de monta lateral e os mesmos comportamentos agressivos descritos atrás para os encontros homossexuais entre espécies. Durante essas interacções, os adultos dirigem com frequência os comportamentos sexuais para indivíduos imaturos, e foram vistas fêmeas de roaz a montar lateralmente machos mais novos de golfinho-malhado (monta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;inversa&lt;/span&gt;). Em cativeiro, muitas das interacções sexuais também têm lugar entre golfinhos de diferentes espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante constatar que esta grande variedade de manifestações heterossexuais se produz num quadro social superior de esferas de actividade primariamente separadas para machos e fêmeas, pelo menos entre os golfinhos roazes. Como indicamos atrás, os dois sexos estão em boa medida segregados durante a maior parte da vida, socializando-se amiúde em grupos do mesmo sexo. Por outro lado, muitos animais passam boa parte da sua vida sem intervirem na reprodução: a maioria dos machos não começa a acasalar até terem 20 anos (muito depois de terem alcançado a madurez sexual) e muitos golfinhos desta idade ainda não participam no acasalamento heterossexual. As fêmeas criam só ũa vez cada três a seis anos e cerca da quarta parte da população feminina adulta poderia não participar em actividades reprodutivas nunca. Quando as fêmeas sim têm crias, são assistidas a miúdo por outro adulto — em geral ũa fêmea — que actua de «ama», cuidando da cria enquanto a mãe se alimenta. Os machos geralmente não se implicam na criação e, de facto, a maior parte das crias de roaz-corvineiro são engendradas por machos de fora da comunidade. Nos golfinhos-de-focinho-longo, os «ajudantes» podem ser dos dois sexos e a conduta de ajuda na criação também se vê entre golfinhos de diferentes espécies, por exemplo, adultos de golfinhos comum, malhado e de-focinho-longo, com crias de roaz. Em ocasiões, no entanto, esta conduta (entre membros da mesma espécie) pode não ser tão desinteressada, especialmente quando se trata de machos. Em cativeiro, foram vistos machos «amos» fustigando as mães, tentando «raptar» as crias e até demonstrando atitudes sexuais para os pequenos (mesmo tentando acasalar com eles). Nalgũas populações de roaz, pares e trios de machos em ocasiões fustigam fêmeas adultas, perseguem-nas, agrupam-nas e chegam a «raptá-las» e atacá-las (p. ex., com acometidas, mordidelas, pancadas com a cauda e com o corpo) com a intenção de acasalar com elas. Recentemente, também se descobriu infanticídio em certas comunidades silvestres do roaz-corvineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Outras espécies&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem-se registado actividade homossexual também em machos (cativos) de toninha-comum (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Phocœna phocœna&lt;/span&gt;) e do golfinho de Commerson (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cephalorhynchus commersoni&lt;/span&gt;), entre outros. Ocasionalmente, aparecem indivíduos intersexuais ou hermafroditas (com genitais externos femininos junto com testículos e outros órgãos reprodutivos internos masculinos) nos golfinhos-riscados (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stenella cœruleoalba&lt;/span&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-4346626213879784431?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/4346626213879784431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=4346626213879784431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4346626213879784431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/4346626213879784431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/10/as-sexualidades-dos-golfinhos-tursiops.html' title='As sexualidades dos Golfinhos'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1947436430619007746</id><published>2008-10-31T23:45:00.008Z</published><updated>2010-02-14T18:52:02.015Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>As sexualidades do Bonobo ou Chimpanzé Pigmeu</title><content type='html'>(Vem de &lt;a href="http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/06/exuberancia-biolgica-homosexualidad-y.html"&gt;Exuberância Biológica: Homossexualidade e outras condutas sexuais não reprodutivas no mundo animal&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Organización social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Los bonobos (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pan paniscus&lt;/span&gt;) viven en comunidades compuestas de grupos mixtos en sexo y en edad, que contienen hasta 60 individuos o más. Estos grupos se subdividen en otros menores, temporales, la pertenencia a los cuales es más flexible. Al llegar a la adolescencia (y alcanzar la madurez sexual), las hembras suelen dejar su grupo de nacimiento y emigrar a uno nuevo, mientras que los machos suelen quedarse en su grupo toda la vida. Las hembras forman subgrupos con fuertes vínculos y son generalmente dominantes respecto a los machos. El sistema de apareamiento es promiscuo: machos y hembras se aparean con múltiples compañeros, y los machos en general no tienen demasiada participación en la crianza de los hijos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Descripción&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Expresión de conducta&lt;/span&gt;: Los bonobos tienen uno de los repertorios más extensos y variados de prácticas homosexuales que se puedan encontrar en el reino animal. Las hembras toman parte en una forma extraordinaria de estimulación genital mutua que, en muchos aspectos, es única de esta especie. Conocida algunas veces como frotamiento genito-genital (GG), este comportamiento se suele efectuar en posición de abrazo cara a cara (la cópula heterosexual a veces también se hace en esta posición, pero no tan a menudo como las interacciones lésbicas). Una hembra se pone a cuatro patas y literalmente «carga» o levanta del suelo a su compañera; esta rodea con sus piernas el regazo de la que está encima y se cuelga de ella mientras se frotan rápidamente los genitales una contra la otra, estimulándose los clítoris directamente. Algunos científicos creen que la forma y la disposición particulares de los genitales del bonobo evolucionaron para las interacciones lésbicas antes que heterosexuales. Durante el frotamiento GG cada hembra balancea rítmicamente su pelvis de un lado a otro —sincronizadas precisamente para empujar en direcciones opuestas— con una frecuencia de cerca de dos sacudidas por segundo. Este ritmo es comparable al visto en machos durante las interacciones heterosexuales, pero los machos empujan en vertical en vez de lateralmente. Además, aunque tanto las cópulas homosexuales como las heterosexuales son muy breves, las interacciones del mismo sexo suelen durar en general un poco más: una media de 15 segundos (máximo de 1 minuto), en comparación con los cerca de 12 segundos (máximo de 45 segundos) de los apareamientos heterosexuales. En ocasiones las hembras realizan frotamientos GG con la misma compañera varias veces seguidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muestran las expresiones faciales, las vocalizaciones y la hinchazón genital, las hembras experimentan un intenso placer —y probablemente orgasmo— durante las interacciones homosexuales. Las participantes se miran intensamente a los ojos y mantienen el contacto visual durante toda la interacción. Algunas veces, las hembras hacen muecas o «sonríen» mostrando los dientes ampliamente y también emiten gritos o chillidos que se piensa estén asociados con el clímax sexual. El clítoris de los bonobos es prominente y bien desarrollado; durante la excitación sexual adquiere una plena erección tanto del cuerpo como del glande (en las mujeres, solo el glande del clítoris aumenta de tamaño), hinchándose hasta cerca de dos veces su tamaño normal. Es de destacar que la penetración clitorídea se observó de modo ocasional entre hembras durante interacciones homosexuales (en cautividad). Cuando ocurre la penetración, las hembras suelen cambiar a sacudidas verticales (como en el  apareamiento heterosexual) en vez de los habituales movimientos laterales de cadera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La estimulación genital entre hembras se realiza a veces en posiciones diferentes: las dos compañeras pueden colgar de una rama frente a frente; una hembra puede montar a la otra por detrás; una puede acostarse de espaldas mientras la otra, de frente, permanece de pie frotándose los genitales en la vulva de la compañera acostada; o ambas hembras pueden acostarse de espaldas o quedarse de pie, cadera con cadera, mientras se frotan los genitales mutuamente. En la postura cara a cara, las hembras pueden alternar entre quién está debajo y quién encima; antes de interactuar, a menudo «negocian» las posiciones acostándose una con las piernas abiertas para ver si la otra quiere estar encima. El frotamiento GG ocurre entre hembras de todas las edades, desde adolescentes a viejas, pero si interactúan una hembra mayor y otra más joven, esta última suele estar encima. La actividad sexual también puede ser más común cuando las hembras son de rangos diferentes. Las interacciones homosexuales se suelen iniciar con una serie característica de señales de «cortejo»: aproximarse a la compañera y escudriñarla de cerca, ponerse de pie y levantar los brazos por encima de la cabeza estableciendo contacto visual, o tocarle el hombro o la rodilla mientras se la mira fijamente. Entre bonobos cautivos, las participantes pueden utilizar también un «vocabulario» de gestos manuales altamente desarrollado para negociar las posiciones que se ocuparán en las interacciones sexuales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las hembras pueden tener múltiples compañeras sexuales. En una tropa que contaba con diez hembras, cada una mantenía interacciones sexuales con otras cinco hembras en promedio, y algunas tenían hasta nueve compañeras diferentes. Ocasionalmente, también tiene lugar la actividad sexual en grupo, con tres a cinco hembras frotándose simultáneamente sus genitales. Algunas hembras son consideradas especialmente «atractivas»  —en general a causa de la forma, el tamaño y la coloración de sus hinchazones genitales— y cada una puede tener compañeras preferidas con las que tienden a interactuar más a menudo. De hecho, las hembras suelen formar entre ellas relaciones muy fuertes y duraderas, que se fortalecen mediante las interacciones sexuales e incluyen actividades tales como acicalamiento mutuo, juegos, comidas compartidas y formación de alianzas (a menudo para desafiar a los machos). Las hembras suelen preferir en general la compañía de otras hembras y sus vínculos femeninos forman el núcleo de la organización social. Además, cuando se unen a la tropa nuevas hembras (generalmente adolescentes), estas se suelen emparejar con una hembra mayor, con la cual mantienen la mayoría de las interacciones afectivas y sexuales. Estos vínculos no tienen por qué ser exclusivos —cada una puede tener actividad sexual con otras hembras o con machos— pero tales emparejamientos de tipo mentor pueden durar un año o más, hasta que la recién llegada está plenamente integrada en la tropa. En esta especie funciona una suerte de «tabú de incesto» homosexual para esas uniones en pareja: la mayoría de las hembras no están emparentadas con los bonobos de su nuevo grupo, pero aquellas que lo están no son escogidas como compañeras especiales. Sin embargo, sí se produce una cierta actividad homosexual entre las madres y sus hijas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los bonobos machos también tienen una gran variedad de interacciones homosexuales. A veces dos machos se estimulan mutuamente los genitales en una posición cara a cara, similar a la del frotamiento GG: un macho se acuesta de espaldas y abre las piernas mientras el otro empuja sobre él, frotándose los penes en erección (en esta, como en todas las otras actividades homosexuales masculinas, no se produce penetración anal*). Si hay diferencia de edad entre los participantes, en general el macho más joven estará debajo. En ocasiones, dos machos cuelgan de una rama dándose la cara y toman parte en lo que se conoce como esgrima con pene, balanceando las caderas de un lado a otro mientras frotan sus penes en el otro o los cruzan como si estuviesen batiéndose con espadas. Otra actividad es el frotamiento de traseros, en el cual dos machos están a cuatro patas en direcciones opuestas, apretándose las nalgas uno contra el otro y frotándose mutuamente las regiones anal y escrotal. Los dos suelen tener el pene en erección. Los machos también se montan por detrás y tanto el que monta como el montado pueden hacer movimientos pélvicos de empuje. Algunas veces intercambian las posiciones, y el que monta puede sonreír mostrando los dientes o gritar de excitación sexual, como pasa en las interacciones heterosexuales o lésbicas. También se ha visto a bonobos machos de pie sobre sus patas traseras, abrazando uno al otro por detrás. Otras actividades sexuales incluyen el sexo oral, o felación, consistente en que un macho chupa el pene de otro como iniciación de cualquiera de ellos (habitualmente, visto solo en los machos más jóvenes). También tiene lugar la estimulación manual de los genitales por un compañero: suele ser un macho adolescente que se abre de piernas y presenta su pene en erección a un macho adulto, quien lo agarra con la mano y lo acaricia con movimientos de arriba abajo. Los machos más jóvenes (y las hembras ocasionalmente) también se dan a veces besos con la boca abierta, a menudo con una amplia estimulación lingual mutua. Aunque los machos no parecen formar uniones de pareja en sus relaciones sexuales (como hacen algunas hembras), en ocasiones dos o tres machos están asociados íntimamente como compañeros, comiendo juntos y haciéndose compañía en todo momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Frecuencia&lt;/span&gt;: En los bonobos, la actividad homosexual es casi tan común como la heterosexual, suponiendo un 40-50 por ciento de las interacciones sexuales; entre dos tercios y tres cuartas partes de esta actividad tiene lugar entre hembras (sobre todo, frotamientos GG). La vida diaria de los bonobos se caracteriza por episodios numerosos y relativamente breves de actividad sexual, salpicados a lo largo de todo el día, y las interacciones homosexuales son frecuentes. Cada hembra participa en frotamientos GG una media de una vez cada dos horas, más o menos, y algunas recién llegadas al grupo lo hacen aún más a menudo, a todas las horas del día.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orientación&lt;/span&gt;: Virtualmente todos los bonobos son bisexuales, manteniendo interacciones sexuales tanto con machos como con hembras. De hecho, la maternidad y la actividad homosexual están plenamente integradas entre los bonobos, pues una hembra puede tomar parte en frotamientos GG con otra, mientras su cría se le agarra a la barriga. Las actividades entre miembros del mismo sexo y de sexos opuestos suelen intercalarse o alternar, aunque también se pueden dar simultáneamente, durante las interacciones sexuales en grupo. Sin embargo, parece que —por lo menos entre las hembras— la actividad homosexual es la preferida. Aunque las hembras varían a lo largo de un continuo, con una proporción de interacciones con otras hembras que oscilan entre un tercio y cerca del 90 por ciento, en conjunto suele predominar la actividad homosexual. Un promedio de dos tercios de las interacciones sexuales de las hembras lo son con otras hembras, y los compañeros sexuales de cada una de ellas suelen ser en general más hembras que machos. Además, hay observaciones consistentes de hembras que ignoraron a los machos que las solicitaban para actividades sexuales y que, en cambio, prefirieron frotamientos GG con otras hembras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 70, 211); font-weight: bold;"&gt;Heterosexualidades no reproductivas y alternativas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Variedad, flexibilidad y frecuencia de interacciones sexuales no son rasgos limitados al contacto entre bonobos del mismo sexo: la actividad heterosexual está repleta de comportamientos no reproductivos. Frotamientos del trasero, felaciones y estimulaciones manuales de los genitales por cualquiera de los dos sexos (incluido acariciar el escroto) son todos aspectos de las interacciones sexuales entre macho y hembra. Además, las hembras en ocasiones montan a los machos por detrás (monta inversa), y la cópula heterosexual con frecuencia no supone penetración o eyaculación, sino simplemente el frotamiento mutuo de los genitales. Los bonobos machos y hembras también se masturban (los machos a veces usan utensilios inanimados para estimularse). La actividad sexual en grupo también tiene lugar, a menudo con un individuo empujando contra una pareja que está copulando, y cada individuo puede participar en varias tandas de actividad heterosexual en rápida sucesión. Algunas veces, a causa de la frecuencia y persistencia de las invitaciones sexuales —a menudo asociadas a pedir comida— hay individuos (especialmente machos) que pueden llegar a aburrirse e intentan evitar posteriores interacciones heterosexuales. Además, las hembras en ocasiones cooperan entre sí para hostigar y atacar a los machos, causándoles en algunos casos graves heridas al morderles las orejas, los dedos o los genitales, mientras los mantienen inmovilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los bonobos se aparean durante todas las fases del ciclo sexual de la hembra, y cerca de la tercera parte de las cópulas se realizan en períodos en que la fertilización es poco probable o imposible. El apareamiento también tiene lugar con la hembra preñada, a veces hasta un mes antes de dar a luz. Los adultos, machos y hembras, mantienen interacciones sexuales con los adolescentes y los jóvenes inmaduros (de tres a nueve años de edad). De hecho, las hembras jóvenes pasan por un período de cinco o seis años, referido a veces como esterilidad adolescente (aunque no supone ninguna patología), durante el cual participan activamente en apareamientos heterosexuales (a menudo con adultos) sin quedar nunca preñadas. Los comportamientos sexuales entre adultos y crías de los dos sexos también son comunes; cerca de un tercio de las veces son iniciados por la cría y pueden implicar frotamientos genitales y posturas copulatorias plenas (incluida la penetración de una hembra adulta por una cría masculina). El contacto con otras especies supone otra forma más de sexualidad no reproductiva: se pudo observar ocasionalmente a machos jóvenes de bonobo tomando parte en interacciones sexuales lúdicas con monos de rabo rojo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cercopithecus ascanius&lt;/span&gt;) en estado salvaje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota&lt;/span&gt; (mía): Sin embargo, entre los machos de chimpancé común (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pan troglodytes&lt;/span&gt;), el contacto y la estimulación anales, con los dedos, la boca, etc., son habituales.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-1947436430619007746?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/1947436430619007746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=1947436430619007746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1947436430619007746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/1947436430619007746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/10/as-sexualidades-do-bonobo-ou-chimpanz.html' title='As sexualidades do Bonobo ou Chimpanzé Pigmeu'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-228805843149048696</id><published>2008-10-10T10:40:00.011+01:00</published><updated>2010-02-14T18:52:27.921Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><title type='text'>O Sémen, Antidepressivo!</title><content type='html'>Em Junho de 2002 a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archives of Sexual Behavior&lt;/span&gt; publicava um trabalho experimental de três psicólogos da Universidade do Estado de New York em Albany (ver referência) segundo o qual o sémen tem propriedades antidepressivas. O trabalho foi objecto de muitas críticas e, em especial, de muita troça. Nalguns casos, as críticas tinham fundamento mas em muitos outros obedeciam ao preconceito de que ũa coisa tão masculina e tão sexual como o sémen mal pode ter efeitos benfazejos e muito menos quando os supostos beneficiados são (como sugere o estudo) as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parágrafos seguintes são tradução do artigo de Raj Persaud para a revista de divulgação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;New Scientist&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SO-aw4IL7JI/AAAAAAAAA8o/QQiSajPWw5c/s1600-h/Martin%26Scott01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 10px 10px 5px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SO-aw4IL7JI/AAAAAAAAA8o/QQiSajPWw5c/s400/Martin%26Scott01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255589454655777938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sémen faz-te mais feliz. Essa é a espantosa conclusão dum estudo que compara as mulheres cujos companheiros usam preservativos com aquelas cujos companheiros não os usam. O estudo, que está chamado a provocar controvérsia, mostrou que as mulheres que foram expostas directamente ao sémen estavam menos deprimidas. Os investigadores pensam que isto se deve a que as hormonas presentes no sémen que alteram o estado de ânimo, são absorvidas através da vagina. E disseram ter posto de lado outras explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quero deixar claro que não estamos a defender que as pessoas deixem de usar preservativo», disse Gordon Gallup, o psicólogo da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;State University of New York&lt;/span&gt; que dirigiu a equipa. «Está claro que ũa gravidez não desejada ou ũa doença de transmissão sexual descompensariam de longe quaisquer efeitos psicológicos benéficos do sémen.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua equipa dividiu 293 mulheres estudantes em grupos, dependendo da frequência de uso do preservativo com os seus companheiros, e avaliou a sua felicidade usando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beck Depression Inventory&lt;/span&gt;, um questionário habitual para julgar o estado de ânimo. As pessoas que pontuam por cima de 17 são consideradas moderadamente deprimidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipa descobriu que as mulheres que nunca usavam preservativo com os seus companheiros tinham 8  pontos de média, as que o usavam às vezes pontuavam 10.5, as que costumavam usá-lo pontuavam 15 e as que o usavam sempre pontuavam 11.3. As mulheres que não mantinham relações sexuais obtinham 13.5 pontos. Além disso, quanto maior era o intervalo desde o último dia em que tiveram relações sexuais, mais deprimidas estavam as mulheres que usavam o preservativo pouco ou nada. Porém, o tempo desde a última actividade sexual não fazia diferença no estado de ânimo das mulheres que usavam o preservativo com frequência ou sempre. A equipa também descobriu que os sintomas depressivos e as tentativas de suicídio eram mais frequentes entre as mulheres que usavam preservativo de maneira habitual, em comparação com as que não o usavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gallup declarou ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;New Scientist&lt;/span&gt; que a sua equipa já tinha dados inéditos dum grupo maior, de 700 mulheres, que confirmavam esses resultados. Nesse estudo, segundo comentou, o grupo das mulheres que usam sempre o preservativo estavam mais deprimidas que as do grupo que o usa com frequência, o que sugere que a discrepância dos dados do estudo menor deve-se a um erro da amostragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SO-b9Uw0FGI/AAAAAAAAA8w/NpFxEniYG7Y/s1600-h/Lukas%26Luis01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 10px 0pt 5px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SO-b9Uw0FGI/AAAAAAAAA8w/NpFxEniYG7Y/s400/Lukas%26Luis01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255590768012432482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ora bem, é na verdade o sémen que afecta o estado de ânimo das mulheres? Os investigadores dizem que procuraram outras explicações alternativas, tais como se a mulher que raras vezes usa preservativo toma contraceptivos orais, a frequência com que têm relações sexuais, a consistência das relações, e a possibilidade de que um determinado tipo de personalidade condicionasse a decisão de usar preservativos. Mas eles sustentam que nenhum desses factores pode explicar os seus achados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, os resultados não são ũa surpresa completa, pois o sémen sim contém várias hormonas que alteram o estado de ânimo, incluídas a testosterona, o estrogénio, a hormona estimuladora do folículo, a hormona luteinizante, a prolactina e várias prostaglandinas diferentes. Algũas delas foram detectadas no sangue da mulher horas depois de estar exposta ao sémen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podem perguntar muitas pessoas é se o sexo oral terá os mesmos efeitos positivos no estado de ânimo. «Dado que os esteróides das pílulas anticoncepcionais sobrevivem ao processo digestivo», diz Gallup, «eu atrevo-me a assumir que o mesmo acontece com pelo menos alguns dos componentes químicos do sémen.» E acrescenta: «Eu compreendo que entre alguns homens homossexuais que têm coito anal, não seja raro tentar reter o sémen por longos períodos de tempo. Isso sugere, com certeza, que pode ter efeitos psicológicos.» Porém, será preciso realizar pesquisas para confirmar se a exposição ao sémen durante as actividades sexuais orais ou anais afecta o estado de ânimo nos companheiros heterossexuais ou homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referência&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Gordon G. Gallup, Rebecca L. Burch &amp;amp; Steven M. Platek (2002) Does Semen Have Antidepressant Properties? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archives of Sexual Behavior&lt;/span&gt;, 31 (3): 289-293.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/714994529366370035-228805843149048696?l=mergulha-vem-brincar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/feeds/228805843149048696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=714994529366370035&amp;postID=228805843149048696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/228805843149048696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/714994529366370035/posts/default/228805843149048696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mergulha-vem-brincar.blogspot.com/2008/10/o-smen-antidepressivo.html' title='O Sémen, Antidepressivo!'/><author><name>Tiago</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SUTMq-wT3PI/AAAAAAAABF8/727IW6s5hXs/S220/Walad02pq.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SO-aw4IL7JI/AAAAAAAAA8o/QQiSajPWw5c/s72-c/Martin%26Scott01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-714994529366370035.post-1129010711392537878</id><published>2008-10-08T19:22:00.019+01:00</published><updated>2010-02-14T18:53:17.246Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><title type='text'>O Hipericão, Eficaz Contra a Depressão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SO-S8IdTfYI/AAAAAAAAA8Q/WB4TYTvYXcM/s1600-h/Hypericum+perforatum02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 5px 10px 0px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6dkqSwc3WJk/SO-S8IdTfYI/AAAAAAAAA8Q/WB4TYTvYXcM/s320/Hypericum+perforatum02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255580851924860290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hipericão&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hypericum perforatum&lt;/span&gt;) é ũa planta espontânea na maior parte da Europa e noutras partes do mundo, que vem sendo usada na medicina tradicional desde há milhares de anos. Entre as suas aplicações principais está o tratamento da depressão e dos problemas para dormir. Os estudos científicos recentes tinham verificado os efeitos positivos do remédio nas pessoas que padecem formas leves de depressão. Agora, um novo estudo acaba de confirmar a sua eficácia também nos casos de forte depressão.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O estudo, ũa revisão sist
